segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Bola


Ouvindo: Paranoid do Black Sabbath. São 17h14.

“Não acendemos vela para defunto ruim”. Esta foi uma expressão que ouvi neste domingo à tarde. Engraçado como é verdade. Podemos subentender esta frase como: “não ajudamos quem não merece” ou ainda “dane-se aquele filho da mãe”. Nesta vida conhecemos tantas ações estranhas que nos obrigam a sermos fortes, fracos ou burros. E estou eu ficando burro. Ou não estou conseguindo discernir entre uma coisa e outra. Resumindo: não estou bem. Mas no fundo eu quero muito. Por outro lado não quero não. Quero ou não quero. E o Grêmio ganhou o Grenal. Grande merda. Grande merda para os dois. Fodam-se colorados e gremistas. Sou torcedor do Esportivo. Carnificina de debates e opiniões, discussões estúpidas sobre esta porra de futebol. Guerra de torcidas. Tem de prender todos. Até os policiais. Que raiva de tudo. Mas eu amo tudo. Estou em dúvida sobre tudo, mas certo de pouca coisa. Nem me toquem hoje senão se queimam. Mas estou relaxado com esta hipnose de sensações. Nem mais escrever algumas poucas palavras estou tendo tempo hoje. Sou um sujeito de sorte.

Ouvindo: YYZ do Rush. São 17h50.

sábado, 15 de setembro de 2007

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Tapas


Ouvindo: My Boy do Elvis Presley. São 17h41.

Esta semana está sendo estranha. Segunda e terça sentia-me estranho. Não sei ao certo “como me sentia”. Apenas sentia algo de estranho, diferente, mas simplesmente não imaginei o que poderia ser. Algo de aporrinhador, chato, diga-se de passagem. Pensei que fosse o calor. Que nada. Adoro o calor, sol, verão. Sinto-me muito bem em dias quentes. Passei praticamente três dias assim. Na quarta acordei cansado, de uma noite mal-dormida. Mas levantei risonho, até determinado ponto. Olhei para o quarto, senti algo de melhor, criei coragem, levantei, tomei banho e fui trabalhar. Foi uma manhã agitada, como vem acontecendo há algumas semanas. Mas relaxei. Tentava, em vão, raciocinar algo que poderia estar deixando-te tristonho ou pensativo. Não consegui encontrar nada de anormal. Mas durante a tarde descobri algo que me deixou estranho realmente. Engraçado que há pessoas que “não possuem o que fazer e fazem questão de fazer com os outros”. Redundante sim. Mas tem algo de pior por trás de uma cortina como estas. Quais os reais motivos de uma chantagem, seja ela financeira ou emocional? Quais os reais interesses por trás de uma cortina como estas. Por mais que, no momento, não enxergamos o que há por trás desta cortina, o vento sopra para todos os lados imagináveis. Qualquer hora a cortina levanta influenciada pelo ar ou, num momento de extrema segurança, ela é aberta. Este momento pode demorar um pouco ou não. Seja o que for, ou quem for, que está atrás dela uma hora ou outra aparecerá. O interessante deste nosso mundo é que tudo é descoberto. Pode não ser divulgado, mas é descoberto. Há relatos de assuntos que até hoje não tem respostas. Pelo menos acredito que não há respostas para a grande maioria. Mas uns poucos sabem muito mais. Incluída nesta questão, há motivos pertinentes ao raciocínio humano ou até ao eventual “acaso”. Descobre-se pesquisando, procurando ou simplesmente deixando acontecer. Por mais complexo que seja o plano. Por mais genial que o seja, algum dia há um pequeno erro que pode colocar em jogo toda esquematização do dito “plano”. Mas nada que me atormente ou que me cause receio. Há um medo grande que sinto, mas não por isso. Por muito mais do que isso. Mas depois deste fato isolado consigo visualizar uma calmaria interna. Mas estou contente hoje. Apenas pensando em algo para me animar. Estive pensando em caminhar um pouco hoje, mas irei para casa ver um filme. Estou sem vontade. E ir sem vontade não adianta. Mas como sou inconstante é bem provável que mude de idéia até chagar a minha casa. Amanhã quero me dar um tempo de ir procurar uma academia. Exercitar e trabalhar um pouco este corpo gordo. Eu brinco, mas é bem assim que me sinto. Incrível que diversas pessoas comentaram comigo que engordaram desde que pararam nesta nova terra. Cheguei à quase metade do mês de setembro. Algo que deverá mudar segundo os astros. E algo de bom mesmo. Vou esperar. Mas até fim do ano pretendo fomentar minha estada nesta terra. Até porque foi esta minha intenção desde que surgiu a oportunidade de aqui estar. Após alguns percalços de caminho, sinto-me mais forte e confiante. Ainda que não esteja 100% dos pés fincados na terra daqui. Mas nada que me faça perder o sono. Há aquela expressão que diz: “depois de levarmos um tapa abrimos os olhos para tudo o que se passa ao nosso redor”.

Ouvindo: Can´t Go On do Whitesnake. São 18h14.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Brasileiro


Ouvindo: Sylvia do Focus. São 17h31.

Estava procurando há pouco algo para ler na internet. Estava olhando umas fotos de assuntos diversos no Google. Creio que muitos temos o site como página inicial de nossos navegadores. Eu deixo-o, pois é mais fácil e rápido do que qualquer outro site. Leve, bem bolado, extremamente útil. Estou esperando o término da arte de uma imagem para fazer em seguida minha tatuagem. Comecei a vasculhar algumas imagens que remetesse minhas idéias ao mundo rocker. Sim, este é o meu chão, minha filosofia musical. Quem sabe de vida. Aprendi muito e li muito sobre centenas de assuntos baseados neste ramo da literatura. Há muito o que aprender com qualquer que seja o assunto. E melhor ainda é ler algo que nos deixa feliz e gostamos. Não sou fã de livros de ficção. Gosto de assuntos reais, psicologia, ciência, história, música. Mas de todas as formas possíveis, gosto de ler. Amo as letras, as palavras. Estou ciente de que não sei as usar muito bem. Até porque o meu idioma é o brasileiro. O português é muito complexo e o deixo para quem sabe. Pelas minhas errôneas contas, 95% dos habitantes deste país escrevem e falam o brasileiro. O restante se diverte complicando a vida de todos 95% normais que sobram escrevendo e falando o português. “Quasi tudo nóis sabemu falá o portuga bem menos mio de coreto, mas si diverti cun tudo iço que si iscrivinha nus livru”. E quem nunca gostou de “ler” as fotos e as figuras? E o pior é que somos obrigados, ou nem tanto, a saber um ‘pedaço’ do português. Mas vamos crescendo e aprendendo a falar e escrever em brasileiro. Pobres e esforçados docentes que nos induzem e nos auxiliam a tentar fazer um mundo um pouco mais correto, mas é mais fácil e rápido fazer um país pior. Porque iria eu estudar enquanto posso ir jogar pedra na janela da vizinha? Ou porque iria ler mais enquanto posso sujar a roupa jogando bola no barro? Ou porque estudar em grupo se podemos brincar de casinha e de bonecas sobre a árvore? Recordo com saudades de alguns professores que tive o privilégio de discutir ou atrapalhar a aula. Mas fui um bom aluno. Elas chamavam a minha amada dona Sônia para a escola baseadas no amofinamento que eu, supostamente, havia empreendido dentro da sala. Mas os argumentos faltavam quando dizia eu que mesmo atrapalhando eu era um bom aluno. Não digo exemplar, mas um bom aluno. Com isso eu sorria, ela ficava com cara de boba e minha mãe me “puxava as orelhas” de forma verbal. Aprendi que para ensinar alguma educação não é preciso usar da violência. Foi algo muito importante que aprendi com minha mãe. E que saudades de ouvir a voz da minha mãe. Mas não apenas pelo telefone. Ouvir a voz, sentir o abraço forte, comer o pão que eu tento, em vão, fazer tão bom quanto o dela. Mas mãe, fiz um que ficou bom. Coloquei margarina de alho e deu um sabor especial. Aos poucos estou me aprimorando nos termos culinários. Mas um obrigado a todos os professores que tiveram a paciência de suportar um aluno como eu. Obrigado a todos meus mestres, doutores, especialistas. Caso saiba eu alguma coisa, devo muito a vocês. Mas o restante é por minha conta. Não vamos supervalorizar também. Tenho meus méritos. A parte boa e interessante foi com vocês, a pior é por minha conta.

Ouvindo: Highway Star do Deep Purple. São 17h58.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Trovão


Ouvindo: Musica de Relajacion. São 18h09.

Pela canção que escuto neste momento boa coisa não está. Você já foi para um daqueles lugares onde tudo é "zen"? Zen vontade disso, zen vontade daquilo, zen paciência, zen chatice. Enfim, estou zen. Zen vontade para nada. Estou tentando criar vontade para ir caminhar. Mas a dúvida que bate é se vou caminhar ou se vou comer o pão bonito e macio que fiz ontem. as duas não há como fazer. Estou pensando na primeira opção, mas meu organismo está solicitando a segunda. Até porque a única coisa que ingeri nesta segunda foi um pudim de leite que ganhei ontem, depois do almoço, na casa do seu Geraldo. Ele é um ouvinte da rádio que eu gosto muito e me convidou para ir almoçar na casa deles. Povo muito amado e que gosto bastante. Mesmo há pouco tempo nesta terra nova, sou muito bem recebido e quisto por pessoas da comunidade. E eu não faço nada. Quem sabe por que sou gentil ou sou eu mesmo. Falo palavrão, grito, choro, conto piadas sem graça, tento fazer rir também. Sei que sou um palhaço frustrado, mas tento ser honesto comigo e com as pessoas. E esta música com barulho de chuva está me dando sono. Um som de chuva, com leves trovões e um violão latino-americano que faz até um hipopótamo sentir-se leve e flutuando. Música boa para tomar uma cerveja antes de dormir. Ando um tanto assustado comigo. Estou paciente demais comigo e com as pessoas. O bicho da sensatez me bateu ou o bicho da "quietude". Decidi: vou caminhar e correr que eu me animo mais. Aliás, de onde é que consegui baixar estas músicas?

Ouvindo: Raindance do "sem autor". São 18h16.

sábado, 8 de setembro de 2007

Cortina


Ouvindo: Shot In The Dark do Ozzy Osbourne. São 16h43.

Marcavam onze horas da noite de um feriado quente. Dezenove graus assinalavam no velho termômetro caseiro pendurado na parede branca, opaca, um tanto úmida devido ao frio das últimas semanas. Depois de um período frio o calor voltou a surgir. E reapareceu com força. As paredes onde antes escorriam pequenos caminhos de água hoje se sentem contentes expondo seu branco opaco e que brilham com o reflexo das luzes antigas da morada. Ainda teimam em deixar escorrer alguns resquícios de umidade. Um clima de vazio paira no ar por mais que tenham pessoas andando freneticamente pela casa. Uns correndo para o banho, outros indo lavar algo, outros ainda arrumando-se de forma rápida para ir ao quarto, descansar para um dia seguinte que será cansativo e forte. O carpete marrom acolhe confortavelmente os insetos que teimam em se queimar no calor da lâmpada. Para amenizar a desconfortável presença dos insetos no quarto durante o sono são acesas luzes em outros cômodos da casa. De forma consciente os insetos dirigem-se, aos poucos, até outros locais, queimando-se num calor que beira 80 graus. E novamente o carpete os acolhe. Sem reclamar ou queixar-se do leve peso que fazem sobre ele. Aparentemente a população de insetos é menor no quarto quando é fechada a porta e a cortina cerrada na janela que dá acesso ao nada. Antes de cerrar de forma completa a cortina branca, desgastada com o passar do tempo e das muitas mãos que a tocaram durante alguns anos. Nem as freqüentes lavagens fazem com que ela sinta-se novamente linda, bonita, macia e cheirosa de anos antes. Tempos da sua mocidade que foram perdidos para o bem-estar dos visitantes que passaram pelo velho, mas aconchegante, quarto. Imagina-se que ela sinta saudades dos que passaram pelo local, que lhe fizeram leves carinhos, mas que nem se despediram dela quando foram buscar outro caminho. Da sua tristeza sobraram as velhas marcas de pequenas, mas eficientes, costuras. Durante o dia sente-se solitária devido à ausência dos habitantes de seu lugar. É seu lugar porque é a mais antiga moradora da casa. Por ela já passaram inúmeras pessoas. Homens, mulheres, quiçá crianças. Viu a maior intimidade das pessoas, ouviu suas lamentações, sentiu o cheiro de cada uma, ouviu o choro sem nada poder oferecer. Quem sabe o consolo de seus sentidos fios para enxugar as lacrimejadas faces de suas visitas. Sentiu a alegria de pessoas que ali descobriram bons motivos para viver. Sorriu junto quando estes exclamavam internamente suas alegrias por realizações, por conquistas, por mudanças benéficas. Superficialmente ela sente-se alegre por ter compartilhado de alguns destes momentos. E segue, incansavelmente, fazendo o trabalho a que foi submetida desde seu nascimento. Às vezes para esconder a claridade, outras para amenizar a sensação de frio, outras ainda para tentar evitar a entrada de insetos ou até mesmo para esconder a intimidade de seus convidados. Não sei o que seria se a cortina falasse ou tivesse amigos fiéis.
PS: Obrigado pelos toalhinhas personalizadas que ganhei nesta sexta-feira. Amei. Mas serão utilizadas para "outras coisas" e não para 'aquelas' que usava antes. Entendeu o recado? Beijo grande. Mas a cortina não sentirá ciúmes. Assim espero. Do contrário já sacarei ela fora e colocarei o lençol em seu lugar.

Ouvindo: Mama I´m Coming Home do Ozzy Osbourne. São 17h33.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Livre


Ouvindo: Something To Believe In do Poison. São 18h08.

Ando bastante crente. Crente em tudo melhor: mundo, pessoas, vida, família, trabalho, bichos, saúde. O que resta é seguir, sem pestanejar, brigar, desacreditar ou qualquer sensação ruim. Hoje o dia foi puxado. Acordei tarde. Não sei se deixei de acionar o despertador ontem ou realmente não o ouvi tocar o meu Iron Maiden de todas as manhãs. Acredito que tenha sido pelo excesso de bebida da véspera. E passei mal boa parte do dia. Corri, trabalhei, fiz o que tinha de fazer, fui passear e voltei ao trabalho. E depois irei passear um pouco mais. Os últimos dias estão sendo maravilhosamente quentes e agradáveis. Que esquente mais ainda. Mas meus chinelos estão me deixando meus pés grandes machucados. Caso machuque mais, caminhar de pés descalços. Já pensam que minha bermuda é muito verão e de pés descalços então. Imagina a cena. Mas nem estou preocupado com o que pensam. Importante é que me vejam. E ainda sairei rebolando.
Interessante como a internet aproxima tudo. Tudo mesmo. Aproxima pessoas. Estudei muito assunto pela internet. "Mato" minhas dúvidas sobre algum assunto que paira na internet. Pesquiso, leio, estudo, converso, digito, me comunico, vejo. E até certo ponto, sinto pela internet. Depois desta maravilhosa invenção o mundo ficou pequeno. Sempre foi pequeno, sendo muito grande. Grande em área, pequeno em possibilidade. E por expressar em possibilidade, sinto que ganharei a Mega-Sena. Meus números já foram apostados. Como diz minha amada mãe: quem não joga não ganha. Mãe, eu joguei. O rapaz de Santa Catarina pediu ara o chefe jogar e perdeu o prêmio. Que confusão. Deveria ele ter jogado. Eu não arriscaria. Por maior que seja a confiança em algum amigo ou conhecido, dar a aposta para outros não! E, de repente, surja eu aqui, semana que vem, com novidades ricas de conteúdo e de dinheiro.

Ouvindo: Free Falling do Tom Petty & Guns. São 18h40.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Pavarotti


Ouvindo: All My Love do Led Zeppelin. São 18h02.

Diz-se que se certa pessoa está amando, compreende facilmente o que quer dizer e forma uma concepção precisa da situação, porém nunca se pode confundir esta idéia com as desordens e as agitações reais da paixão. Quando refletimos sobre nossas sensações e impressões passadas, nosso pensamento é um reflexo fiel e copia seus objetos com veracidade, porém as cores que emprega são fracas e embaçadas em comparação com aquelas que revestiam nossas percepções originais. Não é necessário possuir discernimento sutil nem predisposição metafísica para assinalar a diferença que há entre elas. Podemos, por conseguinte, dividir todas as percepções do espírito em duas classes ou espécies, que se distinguem por seus diferentes graus de força e de vivacidade. As menos fortes e menos vivas são geralmente denominadas pensamentos ou idéias. A outra espécie não possui um nome em nosso idioma e na maioria dos outros, porque, supõe-se, somente com fins filosóficos era necessário compreendê-las sob um termo ou nomenclatura geral. Deixe-me, portanto, usar um pouco de liberdade e denominá-las impressões, empregando esta palavra num sentido de algum modo diferente do usual. Pelo termo ‘impressão’ entendo todas as nossas percepções mais vivas, quando ouço, vejo, sinto, amo, desejo ou quero. E as impressões diferenciam-se das idéias, que são as percepções menos vivas, das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das sensações ou dos movimentos que mencionei.
Sinto dentro de mim algo estranho hoje. Algo de superficial profundo. Algo que paira sobre minha pessoa, como o vento quente. Por outro lado sinto algo de interno extremo. Algo confuso. Estranhamente estou feliz, mas com medo. Todos somos pessoas que sentem medo. Temos fobias, traumas ou sugestões de algo que não gostamos ou nos causam pavor. E não sou diferente. Sinto medo de algo que está por vir. Não sei se seria algo que me amedronte. Pode ser algo de muito bom que está por surgir, por vir a tona. Não creio que seja algo ruim. Até porque estou retirando da lista qualquer coisa que me faça pensar ou sentir algo de ruim. As pessoas que me deixavam com medo ou me traziam algo de ruim forma embora. E nisso agradeço à “algo em especial e bem particular, maior”. Corri ontem e cansei meu corpo gordo. Eu brinco, mas me sinto barrigudo. Por mais que não esteja me sinto assim: barrigudo. Mas minhas caminhadas resolverão alguma coisa. E faço uns abdominais em casa. Algo leve para acostumar este corpo desacostumado com exercícios. Aos poucos vou me movimentando. Ando cuidando com a alimentação, bebendo menos. Trabalhando mais. E quero que vocês todos sejam felizes.
E de especial forma, estou triste hoje pela morte do tenor italiano Luciano Pavarotti. Porque o lirismo também tem muito de rock nisso.


Ouvindo: My Way do Frank Sinatra & Luciano Pavarotti. São 18h44.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Carnívora


Ouvindo: You Raise Me Up da Celtic Woman. São 17h51.

A partir de hoje não estou mais sozinho. Pensei que não fosse mais sentir isso. Quando vim para esta nova terra pensei em ficar só, sem ninguém nem nada. Queria sofrer sozinho, dedicar-me apenas ao meu trabalho e ao meu futuro - e isso incluiu voltar aos estudos obstruídos em Caxias pela nova vida nesta nova terra. Mas depois de dias tristes, solitários, pensativos, carentes, encontro alguém que me faça companhia mais frequentemente. E adorei tudo isso. Mudou quase que completamente minhas perspectivas de vida aqui. E estou contente. Por mais uma vez seguirei contente, acreditando que também posso. Agora comecei a pensar em mudar de casa. Precisamos de mais espaço para nós dois. Mas enfim, estou super contente. Foi estranho passar acompanhado desta forma, mas foi legal. Saudades da companhia.
Ando sem sugestões internas para o Mendigo Rock Virtual. Parece que há uma inatividade de pensamentos.
Ontem fui ao teatro rir com a nossa nova peça. Nem ensaiamos. Ficamos lendo e relendo a peça. Chama-se “Depilação Feminina”. A Gédna foi quem sugeriu. Muito engraçada. Fui para casa, coloquei uma regata e fui caminhar. Intercalei com leves doses de cooper. Foi bom. Ouvindo um som, corri, caminhei, corri mais um pouco e caminhei outro bocado. Cheguei em casa, tomei um banho morno, comi, conversei com a Te sobre vários assuntos, escovei os dentes e fui para cama. Comecei a ver um filme e meus olhos acabaram fechando. Acordei com o peso quente no colo. Desliguei meu grande companheiro e voltei a dormir. Acordei cedo, disposto. Havia agendado uma entrevista com a senadora logo cedo. Eles não fazem quase nada em Brasília, mas me fazem acordar às sete horas da madrugada para entrevistas. Enfim, quando se paga tem-se a vantagem de escolher o horário. E fiz a dita entrevista. Consegui dormir super bem. Hoje farei o mesmo. Irei para casa tirar a velha calça jeans de guerra e irei me exercitar. Exercitar este corpo gordo. Nem tanto. Mas sinto-me fora do meu peso. Saudades dos meus 60 e poucos quilos.
Conversei hoje pela manhã com uma pessoa e trocamos algumas idéias sobre sonhos e projetos. Ela contou-me que tinha uma vontade imensa de montar uma sex-shop. Sonhou, pensou, juntou dinheiro e fez. Quando via mulher pela primeira vez notei uma certa “cara de doida”. Algo de diferente naqueles olhos escuros e rosto de mulher separada feliz e mãe. Conversamos sobre alguns temas de trabalho (estava eu para fazer matéria) e abri o meu sonho de construir A Igreja do Rock. Um sonho antigo e que irei perpetuar em uma tatuagem no braço. Apenas preciso repensar o desenho, o projeto. Mas deste mês não passa. Não vou fazer um calendário fixo, pois posso mudar de idéia. Mas tenho uma vontade grande de fazer uma ‘tatoo’. E a minha entrevistada comentou sobre o projeto da Igreja. Algo que surgiu há alguns anos e que a cada dia me faz pensar como eu poderia. Ela me fez algumas sugestões. Digamos que isso me incentivou a pesquisar, para em casa e pensar, formatar um projeto e levar adiante. E assim o farei.
E vou para casa dentro de instantes cuidar da minha nova companheira: uma planta carnívora. Meus dias tristes acabaram. Mas imaginei que a planta fosse grande. É uma plantinha pequenina. Mas muito engraçadinha. Não a deixarei ao lado meu cactus, pois corro o risco de ficar sem o cactus que ganhei da minha grande amiga, Silvia. Mas a minha companhia não consome muito. Apenas precisa de uns minúsculos insetos. E é muito interessante. Mas não deixei de sentir saudades do meu Gatão.

Ouvindo: Scottish Wedding Music do Medieval Celtic Bagpipes. São 18h33.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Celtas


Ouvindo: After Hours do Bothy Band. São 17h34.

Mudar sempre é bom. Mas mudar radicalmente depende muito de qual a mudança, qual o rumo da alteração. Assisti um filme ontem à noite e adorei a trilha sonora. Mas o que me deixou contente com a trilha sonora foi a música celta. Uma sonoridade fantástica, contagiante, harmônica, díspar. A sensação de leveza dos sons celtas praticamente fez com que eu esquecesse do filme, fechasse os olhos e deleitasse-me com tais acordes. E há pouco resolvi buscar alguns sons e baixar. Contudo, para não perder o costume, baixei uns sons roqueiros legais. Este que eu ouço é uma miscelânea de guitarras, bateria, baixo, violinos, rabeca, acordeom, flautas, concertina, harpa e bodhran (que é um instrumento de percussão – praticamente inexistente no Brasil). Um conjunto muito interessante para meus ouvidos delicados (musicalmente falando). Um salve para a internet que me permite pesquisar um pouco sobre o assunto: SALVE! E para não perder o costume, derrubei algumas lágrimas durante a apresentação pessoal da película em minha cama.
Saí daqui nesta segunda-feira, fim da tarde, com o claro objetivo de ir para casa, colocar uma bermuda, um tênis e ir caminhar ou correr um pouco. Olhei para o nosso aconchegante canto, a cama arrumada, minha toalha de banho no roupeiro, o computador sobre a cômoda e pensei: “vou terminar de ver o filme dos pingüins”. Resultado: não levantei para ir caminhar muito menos correr. Preferi tomar um banho, comer alguma coisa (o que sobrou do final de semana), pegar um copo de refrigerante e deitar-me para ver o filme. Após ver dois filmes, desliguei, tirei-o (o pc) da cama, escovei os dentes e voltei para a cama; agora para dormir. Cerrei meus olhos por cerca de duas horas e acordei assustado e com vontade de tomar banho. Foi o que fiz. Quase três horas da manhã tomar banho é algo totalmente inédito para minha pessoa. Mas com os dias vou criando outros hábitos. Mudar também é bom. E acordei nesta terça-feira atrasado, mas contente. Limpinho, cheiroso e disposto (ou nem tanto). Trabalhei como sempre e fui para casa. E foi tudo ótimo também.
Cheguei antes com a vontade imensa de ouvir as tais músicas celtas. Descobri também a irlandesa e a folk inglesa. Música é como viajar. Faz tão bem. Na foto, mami e bichos no Natal passado. Apenas pelo detalhe do pinheiro que a Lolly montou.

Ouvindo: Sile ni Ghadhra (Sheila nee iyer) da Dervish. São 18h02.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Abrindo uma exceção. Estes espaço é democrático e aberto. Mas, por favor, paremos com esta bobagem de comentários uns contra outros. Sou mediador, mas creio ser injusto deletar recados. Mas convenhamos: bobagem hein??

Derrapagem



Ouvindo: Who Needs The Peace Corps? do Frank Zappa & The Mothers Of Inventions. São 18h16.

Estes dias que passaram foram corridos. Trabalhei bastante, corri, conheci terras novas, conheci pessoas bem bacanas. Guiei quase 250 quilômetros na quinta e outros 250 na volta semana passada. Até por isso não passei por aqui antes para escrever. Criei um hábito (quase necessidade) de estar neste espaço e escrever algumas palavras. Há aqueles períodos em que escrevo mais e há aquele em que escrevo menos. Mas tento manter atualizado quando posso. Minha amada mãe voltará ao seu cantinho na semana que vem e terá um "bom bocado" para ler. Saudades da minha dona Sônia. Saudades do meu povo de casa, do meu Gatão que faz uma falta danada, do Pim-Pim, das meninas, do meu amorzinho, da motoca. Mas estou bem. Depois de um final de semana um tanto sofrido (sentimentalmente falando) estou feliz e cansado nesta segunda. Chorei o que não havia chorado há anos no sábado e no domingo, mas estou bem hoje. estava precisando desabafar comigo mesmo. Chorei ao olhar o Orkut, aos ver as fotos em meu note, ao ler os cartões. Chorei até vendo o filme das vacas. E quase chorei de raiva porque esqueci do pão no forno e ficou preto. Eu poderia jogar ele contra a parede que nem assim faria nada. Com certa dificuldade consegui fatiá-lo hoje, para experimentar. Apesar de ter ficado baixo e queimado, ficou bom. Com dose certa de açúcar, sal. Creio que ele não cresceu mais, pois coloquei pouco fermento. Mas era o que eu dispunha no momento, na tarde do sábado. A Tê olhou e riu do meu queimadinho pão. Mas ficou bom e posso degustá-lo durante uma semana. Iria fazer um bolo na casa das meninas, á noite, mas esqueci do pó pronto em casa. Saboreamos a massa super gostosa da Elaine (que ela teima em dizer que não gostei) e tentamos tomar um vinho. Ficamos vendo filmes e o Shazan querendo aprontar sempre. Coisa mais fofa é o Sha.
Mas estive a pensar em quase ir embora desta nova terra. Não por qualquer motivo ou preocupação, frustração, tristeza por aqui. Muito pelo contrário. Por tudo isso e por muito mais fico aqui. Antes de qualquer coisa, pelas pessoas que me acolheram em seus corações, pela cidade que me acolhe muito bem, pelo trabalho que sinto desenvolver bem, pelas pessoas com quem convivo. Mas senti uma forte atração pela estrada, mais uma vez. Pela descoberta. Mas não queria voltar. Apenas pegar minhas poucas coisas e passar pelo meu povo. Este instinto de mudanças, de viagens, de novos desafios.
Mas mudando de assunto...
Estava eu, faz pouco, a fumar meu velho Marlboro e pensei num apelido pessoal; Capitão Caverna. Recordei do antigo desenho animado do super-herói atrapalhado e super-útil em sua saga pela justiça. Recordei da enorme cabeleira do personagem e "me vi". Sim, aqueles cabelos parecem os meus quando acordo. Claro que os meus não tem tantas utilidades como tal, mas quase lá. A barba do sujeito também é de recordar.
Mas sigo nesta minha nova vida e com novos desafios que são impostos dia após dia. Ou nem tantos.
Saudades também da Jaque e da Tatá.

Ouvindo: Mom & Dad do Frank Zappa. São 18h39.

domingo, 2 de setembro de 2007

Pão


Ouvindo: Woman From Tokyo do Deep Purple. São 14h09.

Esta lendo o blog de minha grande amiga Sil e recordei de algo que estava a pensar nos últimos dias. Não seria 'desistir' a palavra, ou expressão, correta, mas algo que me afeta muito mais profundamente: minha família. Conversava neste sábado á tarde com minha sobrinha, a Lauren, e não me contive: gotejaram lágrimas de meus olhos. Olhei para meu quarto, visualizei a grande mala sobre o guarda-roupas e, por um momento racional, não coloquei tudo dentro e peguei o primeiro ônibus com o destino mais próximo da minhas irmãs, meu gato, o cachorro, meus cunhado e meu amorzão, a Lolly. Não sinto-me intimidade com o novo. Sinto-me intimidado com o 'normal'. Estou eufórico ainda. Esta euforia interna não passou. Este desejo incessante de mudanças, de descobertas, de desafios me move. Sou quase como a frase da Petrobrás: "O Desafio é Nossa Maior Energia". Algo similar. Não de um todo. Mas movimento meus desejos com esta sensação de desafios, de problemas, de mudanças. Sou reclamão, mas comedido. Não venha dizer você que não reclama, pois está mentido. Todos reclamamos de alguma coisa. Estava ontem com meu estado sentimental enfraquecido logo após ouvir a voz da minha pequenina Lolly. Chorei até vendo o filme da vaca. Ri e chorei. Depois chorei um pouco mais vendo um programa de TV e pronto. Fomos comer e tomar vinho. E ver mais filmes depois. Estava com saudades de estar em meio as meninas e o gato que eu tanto gosto. Dias de correria, mas que foram suprimidos por um sábado de 'descanso, um pão queimado e murcho, e a negada tentativa de fazer um bolo'. Fiquei vendo o filme da vaca e esqueci do pão no forno. Quando recordei já havia algo de escuro no ar da cozinha: a fumaça. Mas tudo bem. Nem fiquei bravo nem triste. Já o estava mesmo. Retirei as duas "coisas pretas" do forno, enrolei-as num pano de prato e coloquei dentro de uma sacola. Esta técnica aprendi com a minha amada mãe. Deixa o pão mais macio. O calor faz criar uma espécie de vapor dentro do saco, deixando todo úmido e mais macio. Adoro 'coisas úmidas'. Mas que não sejam frias. Mas sigo meu caminho. Outro dia, com mais paciência, volto a escrever. Quem sabe amanhã. A semana foi corrida e já estava a sentir saudades do Mendigo Rock Virtual.

Ouvindo: Burning Love do Elvis. São 14h47.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Trabalho


Ouvindo: Yesterdays do Guns. São 12h23.

Hoje serei breve. Há mais de 20 dias que praticamente não páro para fazer nada. Ando trabalhando um montão. Hoje vou "passear" pelo estado que me acolhe tão bem. Creio que será proveitoso. Queria ir passear literalmente, mas meu tempo ainda não está certo por aqui. Mas sinto ainda (persisto neste desejo e sensação) que em breve serei recompensado. Já usufruo de muita recompensa. Passei dias horrendos por aqui, mas hoje estou mais calmo e relaxado. Eu pedi para ficar e aqui fiquei. Quando cheguei pensei que fincaria bandeira. Por alguns dias mudei completamente a forma de pensar e sentir esta vontade. Mas pedi, conversei, orei e aqui estou. E estou mais tranquilo e feliz. Nem sempre tudo é belo. E agradeço pelo pedido atendido. ELES sabem do que eu falo. E é algo meu. Mas com calma e serenidade tudo acontece. Boas recordações eu tenho de muitas pessoas.

Ouvindo: Hole In My Soul do Aerosmith. São 12h30

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Diabo e Eu


Ouvindo: Celtic Guitar do Blackmore´s Night. São 18h38.

Estava lendo antes sobre Satanismo. Este é um assunto que me fascina. É de extrema curiosidade de todos católicos, evangélicos, ateus, muçulmanos, umbandistas, xamanistas, islamistas, induístas, mórmons, maçons, noveristas, judeus, enfim, é de curiosidade de todos saber o que há de certo e de errado no tão conhecido e rotulado “Diabo”. Mas o que há de tão estranho e amedrontador nesta palavra? Ou neste ‘sujeito’? Baseado em depoimentos oriundos de igrejas, de nossos pais, de nossos avós ou amigos formatamos um conceito errôneo sobre tal “sujeito”. Que ele é ruim, maldoso, faz tudo de ruim no mundo. Orienta (ele) pessoas a cometerem atrocidades, violência, maledicências. Após ler muito sobre o assunto, estudar um pouco, assistir certas sessões, visualizar fatos e pessoas orientadas por tal “sujeito” ratifico o que já pesava antes: somos nós os ‘diabos’. Sim, isso mesmo. Não estou sendo radical. Não tive prova alguma de que o dito ‘sujeito’ tenha saído de suas quentes e escuras trevas e ascendido ao nosso mundo para matar este ou aquele, para destruir esta ou aquela cidade, comer aquele animal, demitir o cidadão de bem, invadido a igreja americana e disparado vários tiros contra o pastor. Somos orientados desde crianças de que ele é ruim. Que o “Coisa Ruim” é o culpado de tudo o que de mal há no mundo. Mas convenhamos que sempre foi (e sempre será) mais fácil culpar a outra pessoa por algo que cometemos, por uma ação praticada ou uma maldade feita. Sempre é bom rir de alguém do que de nós mesmos. Aliás, todos concordamos que é ótimo sentar entre amigos e falar mal de alguém – mesmo que seja do Lula ou do Serra. *O LHS não falo nada porque o quase-morto foi gentil com minha pessoa*
Teimamos, com os pés juntos, de que sempre foi o outro quem fez isso ou aquilo. Foi ‘ele’ quem o orientou para tal maldade. E quando falamos de algo bom foi Deus. Neste sujeito eu acredito. E assino o que for por Ele. E pelo outro também. Convivemos com os dois lados: o bom e o ruim. É como ingerir uma feijoada sem arroz. Fica sem graça. Ou tomar um café com suco. Não dá. Tem de ser café e água. Precisamos conceber a definição de que somos NÓS quem vivemos, quem erramos, acertamos, brigamos, sorrimos, ajudamos ou prejudicamos. Somos NÓS. E não ELES. Assumir a culpa é difícil e causa temores. É lógico que ninguém é o mais correto ou o mais errado. Somos tão perfeitos em nossa estrutura física e mental que invariavelmente cometemos falhas. Isso é vergonhoso? De forma alguma que não. Ratifico: não é vergonhoso errar. Apesar de que seria bom acertar na maioria das vezes. Mas acredito no SER humano. Existem “SER” humano e ser “HUMANO”. E há uma longa ponte entre as duas extremidades.
Dentro da cultura satânica há um livro escrito por Anton Szandor LaVey (1930 - 1997) - que fundou a Igreja de Satã no ano de 1966 em San Francisco (Califórnia, EUA) - chamado “A Bíblia Satânica”. Resumindo: há nove pecados satânicos que são: estupidez, pretensão, solipsismo, auto-engano/auto-ilusão, conformismo de massa, falta de perspectiva, negligência (ou esquecimento) dos ortodoxos passados, orgulho contra-produtivo e falta de estética. Claro que condenamos alguns destes, mas prestemos atenção ao que fazemos em nosso dia-a-dia. Gosto do soliptismo, que é a crença filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências. É a conseqüência extrema de se acreditar que o conhecimento deve estar fundado em estados de experiência interiores e pessoais, não se conseguindo estabelecer uma relação direta entre esses estados e o conhecimento objetivo de algo para além deles. Projetar as reações, respostas e sensibilidades em alguém que não está provavelmente alinhado com a própria pessoa. É o erro de esperar que as pessoas retribuam a mesma consideração que naturalmente lhes é dada. E fazemos isso quase todos os dias. Não é certo apenas esperar por alguém. Mas é difícil também tentar não o fazer.
E amanhã irei passear pela região. Terei de ir à uma cidade aqui perto (ou longe) em uma reunião de trabalho. Assim me animo um pouco. Mas confesso que não queria perder as sempre gostosas jantas da imprensa daqui. Uma vez por mês, ou mais, é realizada uma janta super boa. Comi alguns pratos que nem fazia idéia de que existiam. Mas farei o possível para ir. E sinto saudades dos papos com a Elaine, Sil, Nandiko, Shazan. Mas esta semana está corrida. Semana que vem, acredito eu, estarei melhor.

Eu sou o Diabo e você, quem é?

Ouvindo: The Number Of The Beast do Iron Maiden. São 19h11.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Quase-morto


Ouvindo: Black Dog do Led Zeppelin. São 18h23.

Consegui descansar um pouco. A foto ilustra o trabalho dos últimos dias. Foram assim para pior. Eis o Governador do Estado, Luis Henrique da Silveira. O velho está um quase-morto, mas foi super getil e atencioso. Quem estava atrapalhando meu trabalho era o assessor que queria levar o velho embora. Foi coniventemente seqüestrado desta terra nova, pois teria compromissos no dia seguinte, logo cedo. Entendi e "deixei" o meio-morto seguir seu rumo. Avistei o LHS por fotos e pensei que ele estivesse melhor. Deve estar com uns 193 anos e 42 pontes-de-safena. Recordou-me daqueles filmes antigos onde sempre há um velho quase-morto que dá conselhos. Mas de qualquer forma, excetuando a brincadeira, o dono do estado tratou todos de forma simpática. Recebi um e-mail e senti saudades do meu Gatão.

Ouvindo: Like a Rolling Stone do Bob Dylan. São 18h31.

Alone


Ouvindo: Follow My Way do Chris Cornell. São 12h13.

Segunda-feira passou. Chegamos na terça e um frio danado paira sobre toda a região. E, como quem me conhece, sabendo que detesto frio, fico preso dentro de minha jaqueta. Dias assim são dias que deveriam dar folga para todos ficarem em casa. Dia de frio combina com dia dentro de casa, debaixo das cobertas, vendo filme, namorando, comendo e dormindo. Bateu uma "taradice" tremenda neste momento. Lembrei das cobertas e da cama. Nestes momentos é que esquecemos de qualquer coisa. Esquecemos do frio, da chuva, da névoa gelada. Falei com minha amada mãe ontem á noite. Como havia chegado tarde em casa, liguei tarde, é lógico. Tirei a Tchetcha da cama. Engraçado: minha querida Oma ainda acordada, assistindo sua novela. E a filha, mais jovem, dormindo. Mãe, a senhora está ficando velha. Velha, mas gostosa! Interessante como tem pessoas que com o passar do tempo ficam mais novas. Rostos mais sensatos, limpos, bonitos. Dona Sônia é uma destas. Recordo de quando ela ainda era casada. Rosto enrugado, com ar triste, cabelos longos e pretos. Separou-se e melhorou. Claro que passamos por poucas e boas (né gurias?), mas sobrevivemos e aprendemos todos. E aprendemos algo melhor ainda com isso: que com união e amor tudo é possível superar. Seja qual for e independente do tamanho da dificuldade. Como disse minha grande amiga Silvia: "Pai do Céu jamais dá um fardo que não conseguimos carregar!". É verdade, Sil. Concordo plenamente.
(** momento íntimo meu **) Pai do Céu, chega mais perto neste momento. Chega mais, Paizinho, sem receios: "mas o Senhor abusa também de mim, concorda?"

Enfim que sobrevivo diariamente a intempéries cometidas, problemas que surgem, dificuldades que aparecem, tristezas que nos impõem, descobertas decepcionantes. Estava a conversar ontem sobre isso. Tudo no mundo se descobre. Cedo ou tarde. Ainda há passagens que não foram descobertas pelo homem. Há fatos não esclarecidos. Ou esclarecidos e não divulgados. Há fatos que foram descobertos, mas que, para evitar problemas de ordem pública, ficam no anonimato da informação. Notícias que ficam adormecidas. Há quem saiba, mas que jamais (ou não pode) divulgar. E estas são as notícias que eu gosto: as que ninguém quer contar. Cedo ou tarde descobrimos. Bom descobrir antes. Pois depois pode ser complicado demais. Resta seguir nosso caminho. Quem sabe preciso de alguém que me ame como nunca alguém me amou. Ou quem sabe preciso eu amar alguém como eu nunca amei. Quero poder ser louco de jogar tudo ao alto e dizer que te amo. Esquecer do mundo, pegar em sua mão, olhar seus olhos e não pedir se quer fugir. Ir à um lugar longínquo, deserto. Mas que tenha um banheiro, água, luz e internet. Não preciso de telefone. Internet está ótima. E alguns livros.

Ouvindo: Love Is Blind do David Coverdale. São 12h28.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Vinho


Ouvindo: This Flight Tonight do Nazareth. São 18h32.

Sil, eu disse que iria colocar esta foto. E há outras também. Mas repito: trabalho é trabalho. Mas quem sabe, como escrevi em algum lugar, compre todos os cd´s dele. Espera: como sou pobre irei baixar da internet. Assim não pago nada. Até parece que faria tal desfeita com meu “ecletismo” musical!
Hoje é segunda-feira e estou cansado. O corpo até que está em pé, mas a minha cabeça pesa, de forma cansada. Não durmo direito há quase uma semana, trabalhei como um animal de carga desde quinta. Sábado, quando postei da última vez, estava cansado. E hoje estou triplamente cansado, se comparado a dado dia. E para quem pensava que seria um dia (esta segunda) calmo enganei-me feio. Corri a manhã inteira. Fui a casa, conversei um pouco e fui tentar cerrar os olhos. Creio que uns 15 minutos, não mais que isso, consegui. E ainda terei de ir numa feijoada. Do contrário a dona Vilma ficaria muito brava. É o aniversário dela e comentaram-me que a comida da velha-senhora-alemã-gente-boa é de deixar até vegetariano com vontade de comer um boi inteiro. Irei apreciar. Fim da tarde desta segunda recebi um vinho do pessoal da SDR. E um beijo da Sil, via Jairo. Obrigado Sil. E obrigado também pelos de sábado. Estão lá em casa e esta semana te entrego.
Por outro lado, além do cansado, sinto-me estranho e um pouco triste. Passei sensações novas e desagradáveis. O que estava sendo bom virou tristeza. O que estava sendo bom tornou-se algo desconfortável. Mas nesta minha saga de ficar feliz e alegre esforço-me em buscar novos pensamentos.
Mas foram dias bons estes últimos, apesar da cabeça peada e cansada. Corri um monte e estou orgulhoso de meu trabalho e das pessoas com que tive o orgulho e privilégio de trabalhar.
Ontem fiz o ENEM e fui bem. Creio que melhor do que em edições anteriores. Sabe que gostei desta de fazer prova. Fiz 49 questões certas das 63 possíveis do exame. Melhor ontem do que em provas passadas. Resta aguardar o resultado da redação. Fui rapidamente em função do trabalho da festa que referia-me anteriormente. Estou orgulhoso de minha pessoa. Quem sabe assim consigo sorrir um pouco mais. Sinto falta de sorrir. Sinto-me, internamente, sem vontade para isso.

Ouvindo: Fallen Angel do Nazareth. São 18h43.

sábado, 25 de agosto de 2007

Mordaça


Ouvindo: Ian Underwood Whips It Out do Mothers Of Inventions. São 18h11.

Após obrigar-me a entrevistar o cantor Daniel e acompanhar ele na chegada à cidade, sento na cadeira do estúdio e descanso um pouco. A para apaziguar a experiência, ouço uma música que data de 1969. Foi a primeira banda do alucinado Frank Zappa. Que alívio para meus sentimentos. O sujeito é baixinho. Mas trabalho é trabalho. Fiz minha parte e sinto-me orgulhoso.
Os últimos dois dias têm sido de extremo cansaço devido à uma festa grandiosa que está sendo realizada nesta nova terra. Desde quinta e até amanha, domingo, estaremos com uma equipe enxuta, mas competente, trabalhando muito. Estamos todos um tanto cansados. O percentual de desgaste emocional e físico é grande, mas estamos todos contentes. Trabalhamos com afinco e acabamos por nos divertir também. Resolvemos nos "abraçar" e correr juntos. Trabalhar em equipe. E sempre há equipes com a ovelha-negra. E não seria hoje uma exceção. Mas azar dele.
Neste sábado sinto-me mais relaxado, se comparado à sexta. Um pouco descansado, mesmo com a insônia que voltou a atrapalhar meu descanso noturno. Insônia é um mal que enche o saco. Desculpa pela expressão, mas é triste estar cansado e não conseguir pregar os olhos. Mas não me incomodo nem me estresso.
E sigo em minha saga neste mundo novo. Povo que me acolhe diariamente com tanto carinho. Diariamente sinto-me bem quisto. E durante esta festa pude sentir a valorização do meu humilde trabalho. Não faço para aparecer, apenas preocupo-me com o que transmito ao ouvinte da emissora. Minha única ética é com o ouvinte. Não me preocupo se este ou aquele não gosta da informação. Caso tenha feito algo bom, será informado. Do contrário, será informado também. Mas sinto-me ainda relativamente "amordaçado" em algumas ocasiões, mas tenho de seguir as 'recomendações' da empresa. Creio que em quase todas as empresas de comunicação existam estas atitudes, ações. "E sou amigo do fulano, que é amigo do vizinho e cliente nosso e não podemos falar nada". Mesmo que for um homicídio, roubo, furto ou escândalo. Enfim, problemas que muitos colegas de profissão enfrentam diariamente. Mas ser gentil não é ser puxa-saco.

Ouvindo: Brother of Mine do YES. São 18h39.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Simpatia


Ouvindo: Beth do Kiss. São 17h35.

Estou exausto! Cansado! Fatigado! Fatiado! Moído! Meio-pau! Mas estou contente. Não sou o Bambi, mas estou contente. A festa maior do município começou na noite desta quinta-feira. Mas sigo vivo. Hoje acordei com sensações que eu não deveria em momento algum sentir. São sensações ou pensamentos que jamais me dei o direito de sentir e não seria agora, nesta situação. Mas ontem mal consegui dormir. Quem sabe pelo excesso de codornas que eu "degustei", pelo corpo cansado, pela mente que não parava ou pela extrema preocupação com o trabalho do dia seguinte. Enfim que não consegui descansar. Lembro que olhei para o relógio do celular e marcavam 03h29. Creio que cochilei um pouco e eram 06h43 quando fui tomar banho. Imaginei um repórter preocupado com o trabalho e que tem um trabalho a fazer e o equipamento não funciona? Imagina como estive durante a manhã. Não chutei ninguém por respeito ao valor da minha bota. Mas me acalmei. Dez minutos depois já me estressava novamente. Enfim, estou contente e cansado. Ando preocupado em demasia. Farei como a Marta: "relaxa e goza!"
Mas foquei feliz por ter ouvido boas coisas do Governador do Estado. O velho está caindo, mas foi gentil comigo. Os assessores, como sempre e fazendo parte do trabalho deles, 'raptaram' ele do estúdio e o levaram para não sei onde. Mas ele deve estar bem. Do contrário estaríamos todos em luto. Sil, o sujeito é simpático. Creio que de tanto você falar bem acabei por concordar com o LHS. Sabe bem que gosto de quem me trata bem. E ele o fez. Então, gostei dele. Senti-me feliz com a receptividade boa muito agradável e carinhosa com que fui recebido durante a primeira noite e no segundo dia da festa. E daqui sigo direto para mais uma noite. Quem sabe hoje irei tomar todas que eu puder. A patroa me liberou amanhã pela manhã e irei tomar todas na esperada tenda eletrônica. Quem sabe encontre alguém vendendo um ácido básico ou umas balinhas. Mas creio que preciso de algo que dê sono. Não quero mais noites mal dormidas ou sem sono.

Ouvindo: Friday I´m In Love do The Cure. São 18h13.