quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Sugestão


Ouvindo: The Hazy Shades Of Dawn do Triumvirat. São 17h53.

Há muito tempo (nem sei quanto) eu não escutava nada desta banda alemã de rock progressivo. Um grupo muito antigo. Eles se reuniram pela primeira vez em 1969. Creio que 69 seja um dos anos mais produtivos em termos musicais. Os anos 60 de uma forma geral. Mas 69 recorda-me muitas canções que fazem parte da minha existência. Led, Sabbath, Yes, Byrds, Who, Kinks, Yardbirds, Cream, Purple, Nazareth, entre outras que me fogem à lembrança. Spartacus é o nome do terceiro álbum da banda alemã Triumvirat, gravado em 1975. Creio que este seja um dos mais difundidos deles. São uma espécie de progressivo-viajante-aluciado-levados-por-LSD. A sonoridade do TV lembra muito Emerson, Lake & Palmer. O conceito do álbum gira em torno da história do ex-escravo Espártaco da Roma Antiga. Lançaram apenas sete discos em sua história de 11 anos de estrada. Encerram as atividades no ano que nasci (1980) com o lançamento de Russian Roulette. Nem se apresentaram com as músicas deste disco. Apenas lançaram e acabaram. Mas deixaram bons sons para quem curte um progressivo. Boa pedida para uma noite triste, melancólica, recordativa e solitária. Ouça com um Black Label do lado, um bom livro e um Marlboro.

Por outro lado eu sigo minha vida de viajante do tempo, da vida, do mundo. Andando pelas ruas molhadas de uma terra que me acolhe muito bem. Agora morando com um amigo parece que os dias e, as noites, principalmente, estão distintas. O Nando também corre um monte. Trabalho de ‘informante’ tem destas. Não sei se saberia fazer algo diferente. Nem me vejo fazendo algo que não seja ligado com comunicação. E a cada dia faço isso com mais vontade. Empenho-me mais a cada dia que começa. Acordo relativamente cedo e não paro até chegar em casa. N´alguns momentos dou um tempo para pensar em alguma pauta e fumar um cigarro. E volto com sugestões. Funciona.

E sobre o apartamento novo? Sim, ele é bem bom. Tem um quarto grande só para mim. E claro, para mais alguém que quiser ir ver. Neste exato momento fiquei safado. Caiu uma safadeza tremenda do céu. Agora nem eu me seguro. O que será que tem para se fazer hoje à noite? Amanhã tenho de trabalhar, mas dou um jeito.

E hoje, especialmente, quero mandar um beijo para uma menina que se tornou muito especial: Luana de Mello Pradieè. Lu, beijo grande e boa sorte naquele “nosso negócio”. Agora vai. Dizem que a água tanto bate até que molha não? Então... that´s the way!

Ouvindo: Showstopper do Triumvirat. São 18h42.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Estúpido


Ouvindo: I don´t Want To Die do Suicide. São 11h52.

Deparo-me esta manhã com uma notícia grave: acidente deixa pelo menos 26 mortos e 87 feridos. Parece acidente de avião ou algo assim. Mas fui ampliar a nota e avistei que a IMPRUDÊNCIA mais uma vez fez esta barbaridade. Resumindo: motorista ultrapassa em local proibido, bate em ônibus e mata nove. Duas horas depois outro motorista de caminhão não respeita a sinalização e atropela (literalmente) dezenas de pessoas e fecha a trágica conta. Neste exato momento ele está no hospital e depois será levado para a prisão. Bombeiros, curiosos, jornalistas e pessoas que ajudavam no momento do primeiro acidente estão entre estes tristes números da nossa realidade brasileira: violência no trânsito. Confesso que senti daqui o cheiro do sangue que eles sentiram em Descanso (extremo-oeste catarinense). Quem já presenciou este tipo de fato imagina a que estou me referindo. Sentir o cheiro do sangue esfriado é horrível. O ar abafado da morte pairando sobre o local é de arrepiar até cobra. Como minha profissão é a notícia e sou sedento por este tipo de fato, gostaria de poder estar lá. Quem sabe informando ou ajudando a retirar os restos da estrada. Já fiz isso antes. Mas é triste e machuca. Deus ajude as dezenas de famílias das pessoas que morreram. Já frisei n´algum post antigo sobre este odor forte e único. Algo que dá a vida e que representa a existência nossa neste mundo estúpido. É um mundo estúpido. Motivado pela ignorância de um sujeito, dezenas de pessoas transformam-se em números em questão de poucos segundos. Há inclusive colegas de trabalho que estão entre estes números. Deus, ajude as famílias destas pessoas.
Estava prestes a escrever no Mendigo nesta terça-feira, mas olhei para o relógio e já havia começado a quarta. Isso foi sinal de que era hora de ir dormir. Nem vi a noite passar. Tenho a nítida impressão de que fechei os olhos e apenas tive o tempo de abrí-los. Uma espécie de piscada. Mas cheguei cedo. Ando acordando cedo e sem o celular tocar. Emídio que andou me ensinando como preparar meu inconsciente para despertar sozinho. Mas cinco e meia da manhã é acordar cedo demais. Sete da madrugada está de bom tamanho. Ontem fiz uma janta gostosa e saborosa. O Nando resolveu comer pizza noutra cidade e se empanturrou. Perdeu um comidão. E fiz para uns 10. O lado bom é que tenho comida para uma semana. Estou aprendendo a fazer comidas boas. Sempre crio algo diferente. Ontem fiz um molho de carne com alguma coisa. Uma delícia. E emagreci um quilo. Para quem aumentou cinco, perder um é uma grande conquista. A barriga está indo embora. Mais uns vinte três mil abdominais transformo a pipa em um tanquinho. Mas chego lá.
Para minha irmã Momô: baixinha, fica relax que há fatos bons que vem para o bem. E há fatos ditos "ruins" que também se transmutam em fatos bons. Contudo, fica firme, forte, descansa e levanta s peitões para o mundo. Tem um sujeito que está contigo que a ajuda sempre. Ele grita, mas é gente boa. Conta com ele, com as gurias, os bichos e crê no Pai do Céu. Mas se o cara não ajudar eu vou aí e finco o pé na bunda dele. E tenho dito.
Voltarei para a cozinha atrapalhar o oriental no preparo do almoço.

Ouvindo: Diamonds and Rust do Judas Priest. São 12h12.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sasha


Ouvindo: Layla do Eric Clapton. São 11h49.

Sei bem que a dona Sônia adora esta música. Aliás, a mãe adora ver o baterista que toca nesta música. Tem um clip em casa que mami vê apenas a parte do baterista com seus braços fortes. Esta música é muito bacana. Estava eu a ouví-la ontem e hoje bateu uma vontade de escutá-la novamente. Ainda ontem fiz a janta. Pena que o cansaço era grande. Tinha de fazer uma "outra coisa", mas acabei por não fazer. Farei hoje à noite. E sem falta. E a casa nova está bem legal. Consegui aproveitar um pouco o final de semana entre trabalho e casa. Ambiente diferente. E como não poderia deixar de ser, a depressão finalizando o domingo persiste. Retornou, mas uma forma diferente. Nada que me faça ficar triste. E estou encucado tentando descobrir o motivo de não conseguir ver um filem chamado "O Homem Duplo". Sinceramente a película é muito 'tosca' (como dizia o Narciso). Já passei da metade do filme e até agora não consegui gostar de nem um pouco. Mas como sou insistente, quero terminar de ver de uma vez. Baixei dois filmes iguais com nomes diferentes. Quero ver o "Albergue 2". No primeiro eu já fiquei sem dormir uma noite. Mas no segundo eu já estou preparado para o sangue que irá escorrer pelas frestas do PC. Não sou fã de sangue, mas não quero ver de novo "Nem Que a Vaca Tussa", "Homem Aranha...", "Quarteto Fantástico e o Homem de Gelo", e outros que tenho como arquivo. De resto está tudo super bom. Mais calmo e sereno. O trabalho está corrido, como sempre. Hoje em dia um pouco mais já que estou cobrindo as férias de um colega e preparo o jornal, produzo matérias, vou para a rua, busco informações, volto, edito e faço o resto. Enfim, nesta vida de índio vago, tenho sofrido demais...
Acabei de ler uma nota em que a minha eterna rainha Xuxa queixa-se por estar triste e solitária. Mas a nota chamou-me mais atenção, pois, segundo a Xuxa, ela não consegue encontrar um homem que use preservativo e fique sempre em segunda plano. Entre nós: quem quer ficar em segundo plano? NINGUÉM! Xuxa, saiba que eu a considero como a minha eterna perfeita mulher. E até hoje acredito que a Sasha tenha sido adotada. Não creio que você não seja mais virgem. A minha eterna Rainha envelhece, fica mais bela. Mas sempre será perfeita. E ninguém venha me comentar contrário senão irão frustrar uma infância inteira. Mas eu casaria e aceitaria ficar em segundo plano. Já estou ferrado sentimentalmente mesmo. O que seria um pouco a mais? Como diz o gaudério: já que estou cagado porque não peidar?

Ouvindo: Crazy do Aerosmith. São 12h12.

domingo, 7 de outubro de 2007

Casa


Ouvindo: Money Talks do AC/DC. São 13h29.

O primeiro final de semana no apartamento novo. Consegui ficar em casa um pouco e aproveitar meu canto novo. Arrumei um pouco a sala, passei um pano em quase tudo. Nem limpei tudo porque uma senhora irá arrumar tudo na quarta-feira. E estreei a casa nova com um bom vinho. Nem sei se estava tão bom assim. Apenas sei que furei com a janta de ontem. Estava tão contente que não precisava trabalhar à noite e abri uma garrafa de vinho pr´eu me divertir sozinho enquanto arrumava a casa. Consegui conversar com minha amada mãe, minha mana Baba. Fui ao mercado comprar alguns apetrechos, mas deu errado. Tomei demais, passei mal e dormi na sala da casa das meninas. Que vergonha, né Sil e Elaine!? Mas ainda bem que elas me cuidam também. Quem sabe me “encantei demais” com o lugar novo e resolvi comemorar. Era para ser aproveitado à noite, mas ficou para hoje o filé com molho de vinho e tagliarin. Mas hoje eu bebo refrigerante ou suco. Uma destas por mês está mais do que bom. Escrevo, mas depois sei que minha amada mãe irá me puxar a orelha - mesmo de longe. Excite-me demais. Mas hoje estou melhor. Acordei relativamente cedo para um domingo chuvoso. Levantei, tomei banho, tomei um café da manhã e fiquei limpando e arrumando os móveis do Nandinho.
Esta semana está sendo muito bacana. Até quinta-feira estava sendo pesada a semana. Internamente algo que afligia. Algo me atormentava. Consegui passar por esta mini-fase de depressão interna. Estou contente. Até a dor de cabeça foi-se embora. Agora tenho internet em casa e poderei entrar no Mendigo com mais calma. Quem sabe deitar na cama e divagar um pouco. Quero voltar a ler e estudar mais. Na nova casa consigo me trancar e debruçar-me sobre as letras que eu tanto gosto. Logo que saltei da minha cama (que nada mais é do que um colchão no chão) resolvi abrir o pc e ouvir um som. Comecei a ler um pouco, mesmo antes do café, algo sobre religião e desisti. Meu corpo solicitava algo que me sustentasse. Fui comer. Amanhã irei me inscrever em algo que sinto forte. Sinto algo de bom surgindo. Nesta segunda enviarei o envelope. Mas não quero sair desta nova terra. Sinto também que novas "coisas" surgirão. Afirmei que vim acá para fincar bandeira. E assim o fiz. Sempre questionam-me quando irei visitar minha família. Respondo que não sei ainda. Nada que me faça não querer voltar. Mas, excetuando família e alguns amigos, não tenho mais motivos para estar em Bento. Não sei se ando sonhando, enquanto durmo, ou sonho acordado. Alguns flashes permeiam minha cabeça. Leves e breves recordações de alguns fatos. Quem sabe sejam deja-vù. Aquelas conhecidas sensações de termos já passado por determinado lugar, visto certas pessoas ou praticado certas ações.
Sinto um mundo acinzentado neste domingo. Sinto a chuva caindo sobre meus ombros franzinos e doloridos da noite mal dormida. Percebo que o dia será de trabalho e chuva. Dias como estes são especiais para ficarmos trancados dentro de casa com um edredom macio, suco e muitos filmes. Dia perfeito para não tirarmos aquele velho e fedorento pijama largo. Ficarmos de meias ou pantufas dentro de casa. Dia propício para comermos boa parte do dia e fazermos algo de doce. Quem sabe um pão, um bolo ou mesmo algum doce diferente. Nestes dias de domingo recordo-me, muito bem, da minha irmã Momô fazendo aqueles bolos bem gostosos. E a pequena (pois é a mais nova) da família sabe fazer bons bolos. Teve uma ótima professora. Qualquer dia me dedicarei a fazer o pão de iogurte que minha mãe falou tão bem. Mas ainda tenho pão em casa. Nem tempo tive para comer estes últimos dias. Estou contente com tudo. Com as pessoas lindas e maravilhosas que nesta terra conheci. E sinto-me agradecido ao Pai do Céu por ter conhecido duas em especiais: Sil e Negona. Quem sabe muitas pessoas não suportem mais ler sobre a Sil e a Elaine. Digo para estas pessoas que se danem. Porque pessoas com estas duas meninas não se encontram em qualquer vida. E eu tive a sorte de viver no tempo certo. Certo por estar vivendo com minhas meninas, meus cunhados, amigos e bichos.

Ouvindo: Joquim do Vítor Ramil. São 13h51.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Mão na massa


Ouvindo: Ain´t Talking About Love do Van Halen. São 12h01.

O Mendigo está um tanto pobre esta semana. Desde segunda ando correndo bastante. Mudança, trabalho, mudança, mais trabalho e cansaço. Sento, me conecto com o Mendigo Rock Virtual e penso em escrever. Mas as pautas somem. Desde quarta-feira estou de casa nova. Estou morando num apartamento bem legal. O rapaz com o copo de Pespi é o Luis Fernando. Um jornalista gaúcho que também aportou nesta nova terra. Ele está há mais tempo que eu embrenhado neste lugar que nos acolhe muito bem. E fico contente e agradecido por esta dividindo um belo apartamento com um sujeito bem legal. Começamos a mudança na quarta-fera á noite e seguimos madrugada adentro bebendo, mudando, bebendo um pouco mais, comendo salgadinho e levantando peso. Mas todos os móveis são do Nando. Eu entrei com a força física que eu não tenho o privilégio de possuir. Passava da meia-noite quando fomos buscar meus apetrechos na outra casa. Senti um tanto de tristeza em "deixar" a Tia Tê e o Joci. Mas enfim, fará (e está fazendo) muito bem. Na noite de ontem terminamos de carregar tudo com a geladeira super chique do Nando. Aquele trambolho mais parece geladeira de matadouro, tendo em vista o tamanho do "troço". Limpamos um pouco a casa, arrumamos o quarto dele. E como eu não tenho nada, ele me cedeu o colchão de casal que ele trocou. É que gente chique tem geladeira grande e cama box. Mas sinto-me muito feliz e tranqüilo com a gentileza do sujeito. Gostei da mudança regada a cerveja. Parece que fizemos o trabalho mais calmos. Mas cabe neste espaço agradecer o empenho e auxílio da Sil e da Elaine. São nestes momentos que contamos e descobrimos quem está conosco. Nem precisou pedir. Elas foram lá e "botaram a mão na massa". E é por este tipo de SER HUMANO que podemos pensar que é bom viver. Obrigado gurias.
deixei num canto minhas poucas coisas. Resumem-se a presentes e minhas roupas. Improvisei um ‘incensário’. Até o Nando riu. Como dizem: quando não se tem vara para pescar, pega-se um pão e um pedaço de pau. Quando o peixe morder o pão, desce o pau nele. Nunca testei, mas num lugar com bastante peixe pode surtir resultado. Estes ditados modificados pelo mendigo aqui são estranho. Mas sinto-me hoje bem mais aliviado.
Passei esta semana como um louco depressivo. Triste, pensativo, cansaço, pensativo, perdido. Mas ontem foi bem legal e consegui ficar tranqüilo em casa nesta quinta. Fez-me muito bem. E sigo bem hoje também. Desde quinta estou produzindo o jornal. Mas nada que eu não tenha feito antes. Quanto tempo que não ficava na redação pensando, escrevendo, ligando. Até então estava "na rua" buscando notícias.
Aliás, hoje vi um atropelamento. Eu vi porque por um metro não era eu. Apenas subi rápido na calçada e a mulher entrava na faixa de segurança. Deu tempo para ouvir a forte freada de uma camionete, "sentir" a forte batida, olhara para trás e visualizar a cena de uma mulher ' voar' cerca de cinco metros. Imediatamente liguei para os Bombeiros, que ficam próximo, pedir ajuda e correr até a mulher. Deixei-a imóvel, toquei levemente nela para saber se estava respirando, perguntei se estava consciente e esperei a chegada dos socorristas. Aprendi a não movimentar o corpo de ninguém em acidentes de trânsito. Fiz literalmente o que aprendi com eles (os socorristas). Foi tão perto de minha pessoa que "senti" a pancada. Mas creio que ela ficará bem. Apenas um susto sem tamanho e pequenas escoriações. Mesmo estando sobre a faixa de segurança eu 'corro' para chegar até a calçada. Não brinco com o trânsito.
Por incrível que pareça e acordei sem despertador nesta sexta. Cheguei cedo ao trabalho. Ontem tentei ver o final de um filme (que há uma semana estou tentando ver inteiro), mas o sono foi maior. Dormi. Aliás, já levei uma advertência da zeladora do prédio. No primeiro dia já assim? Mas explico: estava eu sustentando meu vício na janela e, como não tenho cinzeiro ainda, joguei o "pito" pela janela. A zeladora viu e apertou a campainha cerca de meia hora depois. Aceitei o xingão e fechei a porta. Jogarei os “pitos” na outra janela. Assim ela não verá. Mas ela foi educada. Até disse que está sempre disposta a ajudar em qualquer problema. Mas não acreditei. Vou testar a gentileza pedindo almoço amanhã. Mas farei minha comida em casa.
Pretendia aproveitar a manhã do sábado para procurar um roupeiro para mim, mas terei de trabalhar. Enfim, quem sabe eu consiga alguns minutos para ir buscar um local para deitar minhas roupas. E sinto saudades de você. ETA.

Para minha mãe: Tchetcha, estou bem e contente. Logo envio fotos do apartamento. Por seis meses não precisarei lavar minhas roupas. Depois explico. Beijo, dona Sônia. Beijo para as meninas, para os guris e para os bichos.

Maguinho: Sei que amanhã será teu aniversário. O Mago é meu cunhado menor. Parabéns antecipadamente Mago e fica em paz. E como presente, eu peço para ti cuidar muito bem da minha irmã Momô. Beijo pro Mago e fica em paz.

Ouvindo: Save Me do Queen. São 12h25.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Carimbo


Ouvindo: Back on the Chain Gang do The Pretenders. São 11h29.

Esta é uma música que me faz lembrar da minha irmã mais velha, a Valeska. Conhecida intimamente como Dale, ela é a linda mãe da minha sobrinha. Junto com o Luli "criaram" um dos meus maiores e mais belos presentes: a Lolly. Saudades daquela baixinha de pouca fala, inteligente e curiosa. Mas acima de tudo ela é uma criança muito companheira. Recordo muito bem quando ainda estava morando em Bento Gonçalves. Eu trabalhava à noite e durante boa parte doa dia ficávamos, eu e minha amada mãe, "cuidando" e entretendo a pequenina pessoa. E esta pessoa pequena cresceu. E cresce a cada dia. Ela me acompanhava em quase tudo. Aonde eu ia a pequena ia junto. Lembro de um dia quando fui à uma agência dos Correios enviar alguma coisa e ela carimbou todo o balcão. Sentei-a sobre o balcão enquanto era atendido. Mas não percebi a ação da Lolly. Vi a cena e bateu-me uma certa vergonha entrelaçada com vontade de rir. E foi o que fiz. Olhei para aquele ser pequeno e sorri. Tentei adiantar a limpeza e piorei. A atendente sorriu, muito gentilmente, e disse que "limparia" o estrago. Saudades da minha baixinha. Tanto quanto sinto saudades das minhas meninas e dos guris de casa. Há músicas que me trazem lembranças.
Sobre o post de ontem, reli. Algumas pessoas a interpretaram de forma errada. Preferem escrever e-mails por não "aparecer" tanto. Apenas digo: não tenham vergonha. Pode escrever. Coloque outro nome. Creio que saberei quem são. E jamais fiquei zangado por qualquer comentário. Até porque o que escrevo é algo que emana de entro. Nada superficial. Mas, por outro lado, jamais escrevi algo direcionado à alguém. Escrevo, divago sobre algo interno, sobre idéias, pensamentos, frustrações, alegrias, tristezas ou algo que me atormentou. Seja hoje ou ontem. Não é algo unicamente atual. São sensações, muitas vezes, que retornam em meu coração, em minha mente tristemente marcada. Nada individual à uma ou duas pessoas. Algo meu. Não me queiram mal e nem me desejem mal. Apenas quero o bem para todos vocês.
Internamente mantenho-me numa situação "pensativamente" complexa. Não quero que me entendam. Não quero que me julguem. Até porque não julgo ninguém. Não recordo avaliar se isso ou aquilo está certo ou errado. Somos todos donos do nosso nariz. Mãe e pai fizeram o trabalho inicial, mas o restante é nossa obrigação, nosso dever.
E hoje à noite faremos a mudança. Sairei, com certa tristeza, da pensão onde estou desde a chegada a esta nova terra. Chamo de pensão, mas no fundo é uma casa onde dividimos quase tudo. E por esta questão de “tanta” divisão optei por ir morar com um grande amigo. E faremos um exercício físico durante a noite. Dormi mal esta noite. Não conseguia pregar os olhos ontem à noite. Não sei o que motivara meus pensamentos. Se é que estava pensando n´algo. Sigo atormentado por desejos infundados em superfícies plenamente desconhecidas. Ando querendo algo que não posso ter. Bom, tudo podemos quando acreditamos. Ando seguindo desvirtuado de minhas crenças e meus desejos. Mas fixei, por outro lado, algo que irei lutar e buscar. Seja onde for e quanto tempo demorar. Irei fundo nesta minha vontade. Espero o tempo necessário. Mais do que devia e menos do que precisaria. Sou um ser humano. Cuida de mim.

Ouvindo: Human do The Pretenders. São 12h02.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Nuvens


Ouvindo: Stairway To Heaven do Led Zeppelin. São 11h43.

Estava pensando em buscar um caminho que me levasse ao céu. Um caminho, mesmo que tortuoso e difícil, mas que me levasse ao céu. Independente de quanto tempo levasse ou quão grande fosse a dificuldade. Independente de por onde passasse esta estrada. Eu penso em ir ao céu. Quem sabe pisar sobre as nuvens doces e brancas (como as vejo daqui de baixo). A doçura da incerteza. A tristeza da certeza. A impossibilidade de poder. Ou a possibilidade de nada poder. Quem sabe o poder! Assisti no final de semana um filme conhecido de muitos: O Pequeno Príncipe. Não recordo se já li a obra literária. Mas fiquei pensativo e sonhando com algumas cenas do filme. Uma espécie de musical triste. Fiquei racionalmente pensativo e avaliando possibilidades de uma cena, em especial. Confesso que pensei na cena e a vi várias vezes. Chorei. Um pequeno menino, em busca do conhecimento. De qualquer conhecimento além do pouco que ele conhecia. Buscara em outros planetas alguma coisa que o fizesse deixar de ser ignorante, como ele mesmo relatara no filme. Mas após esta sua busca, que durou cerca de um ano, ele queria voltar para o seu mundo. Mundo onde ele era dono. Mundo onde nada lhe faltava. Mundo este onde ele tinha três pequenos vulcões, alguns baobás (creio que seja este o nome) e uma rosa. Ele encontrou na Terra, após muito viajar, uma raposa que cativara e localizou a serpente que o envenenou. A serpente se fez por amiga. Conseguiu convencê-lo de que precisava da ajuda dela para voltar ao seu pequeno e solitário mundo. E ele aceitou. A serpente o picou e ele voltou ao seu mundo. Quem sabe posso pensar que ele morreu.
Enfim que eu tenho vontade de pisar nas nuvens. Eu fico imaginando o que somos capazes de fazer para podermos ter o que queremos. E tem uma frase que me marcou – já havia a escutado/lido n´algum lugar e/ou tempo: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. O que será que eu cativo? O que será que me cativa? Eu busquei sempre cativar algo bom. Cativar pessoas boas ou relações boas. Sou ciente de que não sou e jamais serei a melhor pessoa do mundo. Mas sou honesto. Tenho orgulho de dizer que nunca traí. Por outro lado fui muito traído. Quem sabe o seja até hoje. Não quero dizer apenas palavras bonitas para pessoas das quais eu gosto. Caso eu não esteja convencido (racional e irracionalmente) do que eu quero ou de quem eu gosto, fico calado. Mas hipocrisia sentimental não. Não faço aos outros o que não quero que façam para minha pessoa. Mentira ou omissão também machucam muito. Mas o que mais machuca é a descoberta. Quem sabe os dois atrelados pioram. O resultado disso certamente será decepção, desconfiança, tristeza. Seja de um ou dos dois lados. Quem sabe até de um terceiro, quarto, quinto lado. Nos programamos, projetamos, sonhamos com muitas ações. Sonhamos e projetamos vidas com pessoas. Sejam amigos, familiares, conhecidos, amores. Sempre há alguém por perto. Quem sabe eu cative a mentira ou a tranqüilidade de pessoas. Ou ainda cative pessoas boas para compartilhar minha vida. Eu não desejo, mas espero a segunda opção. Deve ser muito agradável poder pisar nas nuvens.

Ouvindo: Highway To Hell do AC/DC. São 12h10.

domingo, 30 de setembro de 2007

Hoje


Ouvindo: We All Die Young do Steel Dragon. São 15h30.

Há tempos eu assisti um filme chamado "RockStar". Ele retrata a história do vocalista do Judas Priest, Ripper Owens, que de cantor de banda cover passa a ser vocalista de sua banda preferida. Ele sonhava em ser vocalista do grupo e conseguiu concretizar o sonho. Um filme muito interessante. E com uma trilha sonora de primeira linha. Dos músicos do filme destaco o ótimo guitarrista Zakk Wylde. Além do filho de John Bohan (o baterista do Led Zeppelin que morreu intoxicado com vodka e salsichas), Jason Bohan. Desse filme surgiu a banda Sttel Dragon. Mark Wahlberg é o protagonista da película. Recomendo a obra cinematográfica. O sábado iniciou cedo com o trabalho matinal. Fui num evento sobre condução consciente de motocicletas. E como sou um apaixonado por motos, fiquei assistindo e aprendendo. O capitão da PM que entrevistei relatou algo interessante e que me deixou pensando: o Código de Trânsito Brasileiro – CTB - prevê que crianças com menos de 10 anos de idade não podem andar no banco dianteiro de um automóvel. Por outro lado, crianças com mais de sete anos podem estar andando na garupa de motocicletas. Mas o detalhe é que crianças com sete anos ainda não tem o corpo totalmente formado e a consciência de estar andando na garupa. E outra: não há capacetes para esta faixa etária. Tem de ser improvisado. Concordei com o especialista em trânsito. Quem é condutor de moto sabe o perigo de ter um caroneiro sem esta experiência. Sem a noção de como se portar ao andar de moto. Qualquer movimento brusco pode resultar em acidente. Há muitas legislações que foram criadas, mas que estão ainda "pendentes" de regulamentações. Há pessoas que criam leis e mais leis e nem tem a noção de se serão úteis ou não. Por exemplo, quem criou esta determinação de que menores de sete anos não podem andar na garupa de moto nunca devem ter pensado neste detalhe da formação óssea, corpórea da criança e na possibilidade de um acidente ou até na determinação da obrigação de um capacete adequado para esta idade. Mas vocês sabem, muito melhor do que eu, como funcionam as nossas legislações.
Ontem fomos jantar no restaurante chinês daqui da cidade. Comer pizza em restaurante chinês foi boa. De 'china' não tem nada a não ser o nome. Mas foi divertido. Fomos eu, Silvinha, Elaine e Nandiko. Mas como eu estava cansado fui para casa dormir. Mas como o sono não surgiu, fiquei vendo filmes. Assisti um e comecei a ver o segundo e o sono realmente bateu. Acordei com o pc esquentando minhas pernas, levantei do sofá, escovei os dentes e fui para a cama. Acordei com a musiqueta especial do celular pela manhã indicando o recebimento de uma mensagem. Mas como estava sonolento apenas "dei um tapa no bicho" e voltei a dormir. Abri a mensagem perto do meio-dia. Levantei, arrumei a cama , tomei banho, me arrumei, comi a carne assada que ao Joci preparou, elogiei o prato e fui trabalhar.
Agradeço às pessoas que por aqui passam e não deixam nenhum recado, nenhum comentário. Fico agradecido. Gostaria de poder ler algumas palavras de quem por aqui aparece. Sei que pouca gente não é. Mãe, a senhora poderia deixar um oi pelo menos não? Sei que a senhora entra todo dia por aqui, mas nunca me escreve nada. Mãe, escreve tá?! Ficarei bem contente.
E para me deixar contente, ou triste, quem sabe, estava refletindo sobre algumas coisas. Aliás, são assuntos que estive escrevendo dias atrás, mas não sabia como os colocar. Tópicos, digamos.
Hoje eu não quero sofrer, hoje eu não quero chorar, deixei a tristeza lá fora. Apesar de hoje ser a estrada que surge pra se brilhar. Hoje eu quero fazer o meu show. Hoje nasceu novo sol no meu peito. Hoje é festa na cidade, hoje é festa da tribo. Hoje quem não cantaria, grita a poesia. Hoje o céu está tão lindo, vai chuva embora. Hoje eu quero a rosa mais linda que houver. Ando escravo da alegria e da tristeza. Hoje em dia minha gente isso não é normal. Hoje é que eu me acabo, meu irmão, meu amor, meus sonhos. Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe. Eu hoje estou contente, todo mundo de repente ficou lindo, ficou lindo de morrer. Hoje eu só quero prazer, só quero você.
São divagações sobre assuntos sem importância e sobre temas quaisquer.

Ouvindo: Long Live Rock and Roll do Steel Dragon. São 16h16.

sábado, 29 de setembro de 2007

Moto


Ouvindo: You´ve Got To Hide You Love Away do Eddie Vedder. São 19h29.

Estávamos numa sessão de fotos bobocas. Sabe que ganhamos pouco, mas nos divertimos também? O Marco “Japa” Sakai é um garoto extremamente inteligente e rápido. Queria ter dinheiro e investir nele. Sabe daqueles rapazes que tem um futuro brilhante na frente e apenas precisam dum ‘empurrão’? Eis uma destas pessoas.
E eu sigo passando a pomada fedorenta no braço. Tenho de me acostumar. Mais uns 15 dias ainda com o braço grudento. Mas tudo bem. Decidi: semana que vem vou ver do apartamento. Irei dividir com um grande amigo. Falei com minha amada mãe hoje á tarde. E adivinha quem atendeu ao telefone? Sim, aquela baixinha danada da Lolly. A voz pequenina e fina da baixinha. Saudades dela. Das meninas de casa. Mas nossas vidas são feitas de escolhas, opções. Eu tomei algumas. Sendo acertadas ou não, as tomei. Creio que desta vez eu acertei. E por coincidência ou não o apartamento é abaixo da casa da loira alta que já comentei no Mendigo. Eu repito que o mundo é extremamente pequeno. Estava lendo o blog da Silvinha e fiquei triste com o que li. Sempre há alguém que nada tem a fazer e tem de falar mal das pessoas com quem “convive”. Falar mal dos outros é divertido. Mas não menosprezar. Ainda vou pedir quem é o filho do mãe. Fale mal de mim, mas não fale mal de quem eu gosto não.
Este sábado começou cedo. Acordei meio sonolento e fui á um encontro educativo de motociclistas. Saudades da minha moto. Quase que fiz uma loucura e financiei uma Suzuki GS 500. Moto esportiva bonita. Mas me contive. Mas como gosto de mudanças, creio que vou pesquisar direitinho. Uma motoca 500cc anda pacas. O Luli, meu cunhado, iria gostar da bichana. Muito boa a moto. Mas a coluna do velho aqui é complicada. Enfim, sigo vivendo e contente. E permaneço resumido no Mendigo.

Ouvindo: Forever do Kiss. São 19h38.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Pronto


Ouvindo: Cult of Personality do Living Colour. São 17h31.

Esta música foi composta e gravada em 1985. Ela foi o destaque inicial de uma banda liderada por Venon Reid, que é guitarrista. O vocalista Corey Glover era apenas um sujeito que cantava e não ditava nada no grupo. Reid sempre quem comandou a banda. Eles causavam muito impacto nas suas apresentações, principalmente por serem todos negros, por sua mistureba musical e pelos solos de guitarra altamente técnicos e velozes de Reid. Juntando heavy metal, hard rock, com sotaque jazzístico e um pincelada funk resulta em Living Colour. Ouçam também Glamour Boys. Os caras são bons. Fecharam o boteco em 1994 e voltaram em 2001.
Mas ontem eu criei uma coragem extrema e fiz a tão anunciada tatuagem. E ficou linda. Eis a foto para comprovar. Créditos da foto para Silvinha que estava rindo da minha cara de dor. Doeu pacas. E depois dizem que isso não dói. Há uma sensação de estar ‘rasgando’ tudo. Imaginei a dor do parto. Mas depois de duas horas saiu um belo desenho. E agora eternizei em meu braço direito a Igreja do Rock. Entrem e acessem a comunidade no Orkut. O chato é esta dor insistente. Não digo dor, mas a sensibilidade que aflora. A camiseta gruda na pomada e fica assim: uma sensação estranha. Sabe quando há uma pedra em seu sapato? Algo que não dói, mas incomoda. Enfim que agora está feito. Mas fiquei hoje pensando nela e bateu uma vontade de fazer outra. Mas com calma neste momento.
Ontem fui para casa e ainda fui fazer comida. E fiz um bom molho de vinho. Coisa “mais boa de miór di bemm bão”. Nem iria comer, pois estava tarde. Entretanto, olhei e a fome surgiu. Deliciei-me com aquela comida. Ficou bom. E depois fui dormir.
Algo me deixa pensativo esta semana. Será que vou ou não vou? Durante esta noite irei conversar e decidir. Fiquei pensativo em sair de casa ou não. Ir morar noutro lugar, com um amigo. Conversei com minha amada mãe e ela pensa ser legal. Outra pessoa que também ouço disse quase o mesmo, mas não me induziu na decisão. Há pessoas que gostaríamos de ter por perto. Mas por um motivo ou outro não é possível. Sinto saudades. Há tempos eu não sentia saudades, neste aspecto. Mas tudo bem. Devo me acostumar. Enfim, hoje é sexta-feira, estou sensível por causa do braço e debrucei-me sobre pensamentos que me acolhem no entardecer do dia.

Ouvindo: Glamour Boys do Living Colour. São 18h01.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Dor


Ouvindo: Hide Your Heart do Kiss. São 12h04.

E hoje é o dia! Eis que surgem as dúvidas, os receios, os medos. Mas irei encarar sim. Decidi. Com pés no chão e pomada na mão. Obrigado Sil pela preocupação. E como sou fedido a Silvinha me deu dois sabonetes da Natura. Sei que não é para tanto. Estávamos conversando sobre cheiros e sabonetes na noite desta quarta e ele me deu os cheirosos sabonetes. O cheiro é tão bom que dá vontade de comer. Tenho vontade de ir para casa e dormir, mas o trabalho fala mais alto. Normalmente fico em casa durante um "pedaço" da tarde. Mas nesta quinta chuvosa terei de ir viajar uns 10 quilômetros até uma cidade vizinha. Sempre que há problemas me chamam. Qual o motivo? Algo em especial? Sei que sou um sujeito que vai fundo no trabalho, mas sempre há algo de mais complexo me chamam.
Estou seriamente pensando em me mudar. Amanhã irei conversar com um amigo daqui da cidade que também está com vontade de dividir um local para morar. E ainda mais com parceiro. Ficamos em casa. Seria uma boa companhia para a cerveja do fim da tarde. Mas que nos "pegarmos no pau" não iríamos. Até porque estamos sempre correndo. Bom, o Nandiko é mais light com o trampo. Ele pode dormir até 10 da manhã. Eu, neste horário, já estou esfolando meus joelhos na rua. E sobre um 'bagulho' em especial (que poucas pessoas sabem) estou confiante. Gurias, vai que eu consiga hein?
E para pensar até às sete e meia da noite: será que vai doer?

Ouvindo: November Rain do Guns. São 12h16.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Guloso


Ouvindo: And Then She Kissed Me do Gary Glitter. São 17h56.

Andei irritado estes últimos três dias. Algumas ações que não me deixaram feliz. Mas tenho de me conter. Ainda não é o momento de resolver “chutar o balde” e seguir. A convivência é complexa. Nada de ‘anormal’. Apenas alguns detalhes pequenos que me fazem pensar em ir morar em outro local. Em outro local da cidade e não fora dela. Claro que meus sonhos são maiores do que isso e fora desta nova terra. Tenho meus desejos. Não sei se os realizarei todos. Alguns deles eu já consegui. Ainda faltam outros. Para ser redundante: outros muitos tantos desejos. Mas surge-me um desejo forte estas últimas semanas. Algo que vem de dentro. Algo que não esperava sentir, mas surgiu. Confesso que eu não queria, mas sinto-me deslocado. Mas precisamos fazer algum esforço. E eu, mais do que qualquer pessoa, preciso me agüentar e suportar. Sei que será por pouco tempo.
Mas surgem-me outras idéias. Eu havia comentado dias atrás que meus planos estavam sendo distorcidos. E quem me conhece um pouco, pelo menos, sabe que mudo constantemente. Sou instável. Hoje estou feliz e amanhã estou chorando. Este é o Iaran. Sinto-me um lunático precisando de tratamento psicológico. Sabe que uma terapia faria bem? Mas neste momento estou sem dinheiro para isso. Amanhã farei a tão comentada tatuagem. Irei tatuar e depois colocarei o desenho no blog. Algumas poucas pessoas já tiveram o privilégio de avistar o desenho. É um projeto. Quem sabe seja este meu maior sonho, meu maior projeto. Posso não fazer todo mundo feliz, mas caso eu consiga deixar uma pessoa mais contente, colocar um sorriso apenas no rosto de uma única criança, poderei estar satisfeito. Mas como sou “guloso” quero muitas crianças, jovens sorrindo e com perspectivas de vida melhores. E quem sabe através da música, da cultura alguns possam seguir esta vida linda. Hoje irei para casa fazer comida pois estou com fome. Estou com fome de...

Ouvindo: Gotta Get Away From Tommy do New York Dolls. São 18h42.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Lilás


Ouvindo: Child In Time do Deep Purple. São 12h17.

O interessante desta música do Purple é que Ian Gillan, quando a escreveu, pensava nos gritos e sofrimento da guerra do Vietnã. Esta música é um tanto quanto complexa. Outro dia ouvi (pela primeira vez) uma versão. A versão da canção foi feita do Blackmore´s Night. Esta é uma banda americana de folk rock e new age com um estilo renascentista liderada pelo ex-Deep Purple Ritchie Blackmore (guitarra e violão) e Candice Night (letras e vocal principal) – que é mulher dele. Mas nesta música que escuto não há letras da mulher. Apenas interpreta o vocal maravilhoso do Gillan. Aliás, eu assisti o Gillan duas vezes. Purple é tudo de bom. Confesso que gosto muito dos tempos em que David Civerdale comandava os vocais. Mas o Coverdale tem um timbre mais grave que Gillan e nunca (que eu recordo) cantou Child In Time. Ouvi uma vez, num show antigo, que Coverdale tentou, mas não ficou tão boa a música como com o Gillan. Duelo de gigantes. Muito boa esta música. A mãe também adora esta música.
E ontem fui ver da academia. Quinta-feira, caso eu não desista, irei preencher o meu braço com tinta permanente. E decidido. Até quinta tenho dois dias para repensar. Mas acredito que irei fazer sim. E semana que vem quero começar a academia. Aliás, bela academia do rapaz. O cara é tão grande quanto o Nei Pradieè no auge da sua grande forma. O sujeito participa de competições de peso. Daquele tipo de quem levanta mais ganha ou quem estiver com o corpo mais bonito fatura. Enfim, academia legal, com um local que mais parece ambiente de budistas.
E era isso.

Ouvindo: Child In Time do Deep Purple. São 12h24.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Centenário


Ouvindo: Right Here Right Now do Van Halen. São 17h24.

Andei pensando em ir ou não ir. Pensei bastante. Refleti os prós e contras e resolvi arriscar. Não sei ao certo se consigo ou não. Mas o único risco que corro é de realmente conseguir. Não fará mal. Quem sabe os maldizentes sejam poucos e os torcedores muitos. Acredito na segunda opção. Sei bem concretamente que tudo pode mudar. E como eu vim querendo mudanças, porque não? Pois sim. Sim, sim salabim. Sinto uma vontade grandiosa de ir ver minha família. Por outro lado há uma parte que não quer ir. Não que eu quisesse ficar longe deles, mas optei por não passear pela cidade que me criou. Estou ciente de que se eu for é bem provável d´eu ficar. E isso eu não quero. Sei que quando for será um dor maior ainda ter de voltar. E a parte chata é que minha amada mãe não deixará trazer meu Gatão. Sim, é neto dela.

A minha sobrinha Lauren teve seus cabelos lisinhos cortados de forma curta. Mudaram a visual da Lolly. Irei colocar uma foto dela no post de hoje. E ela adorou o novo visual, pelo que ouvi de minha mãe por telefone neste domingo. Saudades daquela peça de gente pequenina e tão importante. Recordo que este final da semana a Sil esteve com seus pequenos sobrinhos. Pequenos de idade, mas maiores de altura. Eu bem sei o que são sobrinhos. Sil, sobrinhos(as) independem de idade. São nossos amores sim. E são de extrema importância.

Podemos dizer que sobrinhos são nossos filhos de segunda “linhagem”? Ou filhos indiretos? Eu (graças ao meu BOM DEUS ou quem seja o Patrão Maior) tenho quatro irmãs. E sei que todas terão seus filhotes. Eu ainda não sei se os terei. Fico receoso. Estou com 27 anos e sei que até os 130 anos eu posso esperar e decidir. Depois dizem que são apenas as mulheres indecisas. Fazer um filho é ótimo. Sim, ainda mais das mais variadas formas e dos lugares em que “aquela coisa bem boa” pode ser feita. Mas a responsabilidade é maior do que a vontade. Quero sim. Adoro crianças. E gatos também.
Hoje à noite, antes de ir para casa, passarei na academia para ver quanto custa e o que posso fazer para ficar melhor. Melhor comigo. Hoje estou depressivo. De novo. Chegou a hora de repensar certas coisas. E meu pão de ontem ficou bom. Cresceu tanto que obriguei-me a dividi-lo em três.

Ouvindo: Give To LIve do Van Halen. São 18h07.

sábado, 22 de setembro de 2007

Atentado


Ouvindo: Mr. Crowley do Ronnie James Dio com Yngwie Malmsteen e Rob Halford. São 20h50.

Nesta sexta-feira à noite fui fazer algo que até então nunca havia feito: comer pizza sozinho. Pensei em companhia, mas repensei e escolhi comer sozinho. estava solitário no espaçoso salão do restaurante. Passavam das oito e meia da noite. Sentei, solicitei uma cerveja, coloquei os pés na cadeira sobressalente e escolhi. A pizza pequena me deixou extremamente satisfeito. Acabei assistindo o final do Jornal Nacional e a novela da Pitanga que se faz de "tia". Lembrei do Gustavo, meu grande amigo que sempre gostou da Pitanga. Prefiro a Luana Piovani. Não sei o motivo, mas aquele rosto bonito com jeito de mandona me encanta. Bom, creio que encanta muitas outras pessoas (homens e mulheres). Neste nosso Brasil há pessoas bonitas hein? Tanto homens quanto mulheres. Quem me conhece um pouco sabe que não sou hipócrita em dizer que não sei diferenciar pessoas bonitas. Não tenho pudor em dizer que um homem é bonito. Façamos jus á beleza das pessoas. Mas não me encanto apenas com o físico da pessoa. Há muito mais por trás da imagem, do corpo. Entre nós: qual q mulher que não tem estrias ou celulite? Mais ou menos, quase todas reclamam destas coisinhas inúteis. No ‘bem bom’ ninguém se preocupa com isso. Ou sim? Sei que vejo pouco, por causa da miopia, mas de perto eu vejo. E nunca fez ficar, ou melhor, ou pior. Entendo que não me importa. Mas de qualquer forma, respeito a vontade das madames em retirar estas pequenas marcas. Mas outro detalhe que recordei: mulher é invejosa pacas não? Poucas mulheres são bonitas. Sempre há algum defeito. Recordo disso, pois tenho muitas amigas e, de tempos em tempos, recordamos deste assunto. Nunca está perfeitamente bela. E desde quando se procura alguém perfeito? Excetuando a Xuxa, todo o restante peida, arrota, faz xixi. E não venham me dizer o contrário senão irão me frustrar uma infância inteira. Minha e de muitos outros. A Xuxa é exemplo de mulher que envelheceu e ficou mais bela. Junto dela outras mulheres também. Há o contrário também. Nada que uns dólares a mais não resolvam. E bem que fazem. Caso não esteja bom, corta, retira, coloca, retoca, corrige. Tudo é válido.
Do que uma mulher gosta? A minha amiga Sil, gosta de homens tetudos. Sim, aquele The Rock é grandão sim e tetudo. Mas tudo bem, o cara é fortão. Sil, pr´eu ficar um "pedaço" daquele cara eu teria de fazer musculação diária durante cinco anos levantando o mundo como peso. Mas tudo bem, estou feliz como estou: barrigudo, branco e meio magro. Interessante como a comida anda me fazendo "mal". Tudo o que como me incha. Estou parecendo um balão. Farei regime. Apenas beberei. A bebida nunca me incha. Deixa-me bêbado, ou tontinho, mas não inchado. E sinto-me mais leve quando bebo. Não sei se a sensação de pisar em algodão é motivada pelo álcool ou pelo líquido apenas. Sinto-me leve. Mas depois a cabeça pesa. Todos deveríamos ficar permanentemente bêbados. Sempre tontos. Assim preocupar-nos-íamos com nossos problemas esqueceríamos do restante. Ou quem sabe preocupar-nos-ia com o valor da bebida e deixaríamos de lado o restante. Já volto, vou descascar minha suculenta manga.
O bom de comer manga é sujar as mãos. Fica escorrendo aquele líquido da manga e depois lambuzar os dedos, a boca. Pensei em algo melhor ainda em fazer com a manga. Mas precisaria de companhia. Opa! Fiquei pornográfico. Ai que delícia! Escorrer por todo o corpo aquela manga e depois passar a língua por onde ficou aquela marca meio amarelada da fruta. E o que vocês pensam sobre o Calheiros? Leiam um post antigo chamado "Sexo". Não recordo de quando, mas leiam. Fala sobre o tema. Mas deveria relatar sobre o assunto novamente: o Calheiro fodeu o Brasil inteiro. Conseguiu provar que os nossos parlamentares são todos uns *&¨&%$¨%#%&*¨ do caramba. Deveríamos realmente fazer um abaixo-assinado e entregá-lo ao Bin Laden com o máximo de assinaturas possíveis. E como requerimento: a destinação de alguns carros-bomba ao parlamento brasileiro. Assim poderíamos destruir um bom espaço de Brasília e começar tudo novamente. Mas teria de ser em um dia em que todos, TODOS, estivessem em sessão. mas é muito difícil. Eles ganham muito bem, mas sempre estão viajando. Literalmente, viajando. Poderíamos pedir para o Tio Bin fazer isso. Sei que teriam de investir novamente para a reconstrução. Mas seria um investimento bem feito. Creio que comigo teriam muitos outros adeptos de ir à Brasília e cimentar tijolo sobre tijolo. Começar de novo. Toda guerra há um lado ruim. E há também o bom. São estou sugerindo nada. Apenas querendo que façamos uma reflexão sobre a hipótese. Olhemos na história mundial: sempre para uma mudança funcionar, foi necessária uma mortandade imensa de gente. E por estas guerras é que estamos vivos hoje. E por estas mesmas pessoas que morreram (sejam inocentes ou não) é que somos o que somos hoje e estamos onde estamos. Como afirmei em posts anteriores: há ações boas que causam o mal e há ações más que causam reações boas. Nem sempre o mal é ruim e nem sempre o bom é realmente benéfico.

Ouvindo: Outshined do Soundgarden. São 21h29.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Mãos


Ouvindo: Toes Across The Floor do Blind Melon. São 18h16.

Ontem foi super bom. Em compensação hoje estou acabado. Mas estou feliz. Quem sabe minhas palavras pareçam reclamações. Mas não seriam com esta pretensão. Ando contente. O corpo reclama um pouco do cansaço, da dedicação diária, mas faço porque preciso. A cabeça nesta tarde parece estar pesada. Acredito que a chuva tenha causado esta sensação. Mas os dias são ótimos. Depois que senti o calor chegando animei-me. Há pouco fui ao tatuador conversar com ele sobre o meu desenho. Correção: sobre o meu projeto. Ele fará um novo desenho baseado na foto que entreguei para ele. O Felipe deu um auxílio na montagem. A Igreja do Rock é um desejo antigo e que poderei realizar ainda nesta existência. Levar a educação, a cultura do mundo através do rock às pessoas que estão em situação de risco. “Em situação de risco” refiro-me à jovens carentes que estão a beira da marginalidade, das drogas, do crime. É algo bastante ambicioso, mas que com vontade e perseverança (e investimento financeiro e de tempo) poderei conceber. E, claro, teremos o boteco do rock. A palavra ‘Igreja’ podemos subentender como “ensinamento, educação, doutrina”. Seria um templo de diversão, cultura, lazer, entretenimento e rock (of course!). Mas aos poucos vou formatando e pensando melhor em como iniciar. Sempre o início é a parte mais complexa. Depois vão tomando contato com outras pessoas, com outras idéias, aumento o número de adeptos, de pessoas dispostas a colaborar. Sou solitário muitas vezes, mas acredito (e muito) na coletividade. Quatro mãos são mais fortes do que duas apenas. De braços dados conseguimos superar obstáculos com maior facilidade. União e amor. Palavras que auxiliam muito. Segunda-feira irei conversar com o sujeito que irá perpetuar uma espécie de “carimbo, logotipo” em meu braço esquerdo. Que sono. A escova de dente é bem bacana. Até parece que serve como massageador. Adorei. Não tenho tudo o que eu quero, mas, por momento, tenho bastante do que me é necessário. Saudades.

Ouvindo: Hohelied Der Liebe da Lacrimosa. São 18h43.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Mimo


Ouvindo: Too Many Tears do David Coverdale & Whitesnake. São 12h14.

Hoje me dei um presente de dia 20 de setembro. Não tem nada em especial. Após muitos anos resolvi realizar um sonho de infância. Comprei uma escova de dente elétrica. Sim, pode parecer bobagem, mas me dei este pequeno mimo. Eu mereço. Depois eu reclamo porque estou gordo. Nem escovar os dentes mais eu quero fazer força. Parece um vibrador. Quem sabe consiga atrapalhar o sono do pessoal de casa durante a escovação matinal ou noturna. Mandei fazer umas fotos para fazer o meu mural de lembranças. Tem muitas fotos do pessoal de casa, de algumas pessoas em especial. Estou doido para inaugurar minha escova elétrica. E porque gostei do brinquedo levarei sempre no bolso. Andar com aquele bagulho azul bonito no bolso. E criei vergonha na cara e habilitei meu celular também. Aproveitei o dia para fazer isso. Quem quiser peça o número. Não irei publicar, é claro. Por mim só eu nem teria adquirido um novo número. Estava bom sem este aparelho tecnologicamente útil e profissionalmente mais ainda. Mas mantinha-me contente com os telefones da rádio e de casa. Agora me obrigado a andar com um bagulho para onde for e com a escova de dente elétrica. Juntando com o mp4. Minha próxima aquisição será uma calça militar. Aquelas calças com vários bolsos. Assim consigo colocar minhas escova de dentes elétrica, o velho celular, o meu inseparável Malboro, o isqueiro, a carteira com documentos e pouco dinheiro, o mp4, a caneta, o gravador e meus papéis para anotações diárias. Coisa de repórter andar com papel e caneta no bolso. Fui pesar-me ontem e estou com 76,2kg. Engordei seis quilos e pouco desde que cheguei nesta nova terra. Ainda vou criar vergonha na cara, refazer as contas e começar a academia. Ficar bonito. Agora resta esperar as fotos chegarem para pegar uma em especial: a do desenho da minha tatuagem. O sujeito da loja de fotografias "esqueceu" do meu pedido. Amanhã vou lá.

Ouvindo: Dancin´ Fool do Frank Zappa. São 12h22.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Para sempre agora



Ouvindo: Spirit of Radio do Rush. São 18h21.

Pensei que deveria me perder do amor, ativar meu fogo na luz. quem sabe conseguiria perseguir uma pena que corre com o vento. Por uma intensidade sem tamanho que costura um manto de delicias que a vida nos proporciona, tecendo um fio que não tem fim. A vida tem início. A vida tem um fim. Fim que ninguém sabe onde acaba ou onde inicia. Fim para quem olha reinício para quem morre. Reencarnação?
Por todas as horas e dias que passam tão rápido, as marés que fizeram a chama diminuir. Pelo fim, um braço estendido, a mão no tear, a agulha entre os dedos. De todo meu amor para você agora, amanhã, ou depois. Para sempre? Muito tempo. Quero agora. Uma xícara de café morno erguida, um pedaço de pão na outra. O açúcar olhando sob a colher que enfeita o pote. Uma voz soa clara acima dos ruídos vindos de fora. Uma palavra, algo em que se apoiar. Seu é o tecido, minha é a mão que costura o tempo. Do tempo é que emana a força que repousa por dentro. Do mais íntimo é que surge o calor do fogo, o amor, o lampião que segura a brasa. Manter acesa. Mesmo que a pena apareça e caia sobre a brasa. Algo que não há de queimar. Vou tomar um café.

Ouvindo: King Of Pain do The Police. São 18h35.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Importado


Ouvindo: Ghost Of The Navigator do Iron Maiden. São 17h27.

Desta canção eu recordo quando estava em Bento, em dias cinzentos ou chuvosos. Não sei ao certo, mas recordara antes sobre tempos instáveis. Hoje o clima permanece nesse sentido: chove-e-esfria-esquenta-volta-a-chover-esquenta-de-novo-chove. Mas estou mais contente. Nem com o dia desta forma me entristeço. Ando realmente “mais prá-lá-do-que-prá-cá”. Mas mudei! Bom, deixa-me ser honesto: nem tanto assim. Mas mudei um pouco. Pensam que é só falar “bum!” e tudo muda? Não, não é por este caminho. Bom se o fosse simples assim. Apesar de que muitas coisas que nos acontecem é porque realmente permitimos. Seja direta ou indiretamente. Fatalidades e desastres existem e acontecem. Todos os dias assistimos às mais diversas fatalidades que a vida nos impõe. Quer evitar este tipo de ação? Peça para alguém dar-te um tiro e te enterrar bem fundo. E mesmo assim corre o risco de um filho da mãe tirar o que restou do seu corpo e jogar num lixão. E este lixão ser removido ou uma enchente levar para longe. A natureza é complexa demais para tentarmos entendê-la por completo. Prefiro seguir vivendo sem pensar muito ou tentar obter respostas sobre assuntos que poderia eu pesquisar muito e nenhuma, ou pouca, conclusão teria. Dentro da minha grande ignorância intelectual procuro sanar algumas dúvidas minhas. Independente da forma. Perguntando ou pesquisando. Mas estou virando burro. Estou trabalhando demais e lendo pouco. Nem almocei ainda nesta terça. Caso numa terça-feira estou assim, imaginem na sexta!? Mas eu adoro este mundão. Todo dia me deparo com uma situação diferente. Tento vasculhar algo que não sei para poder conhecer e me meter. E de metido eu tenho muito. Hoje já me escalei para a diretora da uma estatal me levar conhecer a central de tratamento de água. Por conta própria. Uma espécie de visita técnica privè. Conhecer o que eu bebo diariamente é importante. Acabei discutindo porque a cidade ainda não tem tratamento de esgoto. Isso é qualidade de vida. A nossa força política prefere fazer prédio e colocar asfalto. Canos enterrados não dão votos. Saneamento básico é fundamental para as futuras gerações. Há uma lei promulgada recentemente que exige isso dos políticos. E dinheiro há para tudo isso e muito mais. Falta a tão conhecida e comentada “vontade política”. Levantar o rabo da cadeira estofada com tecido importado, costurado por indianas virgens, retirados de pedacinhos de tecidos produzidos por espécies raras de animais do interior da oeste no sul do fundo da puta que o pariu. Para minhas futuras gerações. Há alguns anos (e minha família sabe disso) que penso em ter filhos. MAS AINDA NÃO ENCONTREI UMA MÃE! Tudo quanto é mulher pode ser mãe. Mas a mãe dos NOSSOS FILHOS ainda não. Quem sabe não seja a hora. Aliás, ainda bem que não encontrei até agora. Quem sabe teria ela me encontrado. Mas o mundo deu voltas para os lados de cá. Aliás, nem sei mais se quero ter filhos. Decidi: vou adotar outro gato.

Ouvindo: The Clansman do Iron Maiden. São 18h08.

Paciência


Ouvindo: Tears Of The Dragon do Bruce Dickinson. São 12h15.

Há dias que tento entrar no Mendigo e escrever algo de mais produtivo. Mas ando trabalhando bastante, correndo (pelo trabalho) mais ainda e deixando muitas coisas de lado. Hoje tenho teatro à noite. Semana passada estava meio "mal da cabeça" e nem fui ao ensaio. A peça ficou bem legal.
Mas não reclamo de nada. Creio que não esteja mais reclamando. Estou mais é agradecendo do que o contrário. Sou grato por tudo o que me aconteceu. Seja bom ou ruim. Tudo teve seu lado benéfico para minha estada nesta nova terra. Nova terra que a cada dia que começa me recebe melhor. Sinto desempenhar um bom papel de cidadão. E sinto-me como em casa. Quem sabe até melhor do que no Rio Grande. Aliás, estamos na Semana Farroupilha. Aqui também estão realizando a Semana da Cultura Gaúcha. Algo muito "pobre" se comparado ao que habitualmente presenciava. Avistava aqueles acampamentos farroupilhas grandiosos, cheios de tradicionalistas e simpatizantes. Uma verdadeira festa que começa uma semana antes e termina uma depois. Há aqueles gaúchos de fé de entram em férias nesta época do ano para poder passar 15 dias tomando chimarrão, contando causos, rindo, comendo carne e ouvindo uma música gaúcha. Seja vaneira, chamamé ou poesia. Nos acampamentos há sempre alguns que evitam dormir para cuidar das "barracas". Coisa de gaúcho. Mas fico feliz de poder me sentir um pouco mais perto das minhas raízes. Não sou hipócrita em dizer que sou gaúcho que usa bombacha, bota alta. O gaúcho não é apenas um fantoche da cultura. Tem muito mais. Sou um gaúcho de coração e está de bom tamanho. Sou meio catarinense meio gaúcho. Minha mãe é barriga-verde, bem como minha mana Valeska. Meu pai é de algum outro lugar do mundo, mas creio que seja gaúcho. Minha mãe deve estar rindo, pois não recordo de onde nasceu o velho. Mãe, se é que sei onde o velho Iaran nasceu. Ela havia me contado, mas esqueci. Enfim que sou bento-gonçalvense com orgulho, mas que não pretende voltar tão cedo para a terra. Está bom por aqui. Estava pensando em ir visitar as meninas e ver meus bichos mês que vem, mas vou esperar. Alguns assuntos ainda precisam estar em seus devidos lugares. Quero ir com calma e sem preocupações. Mas creio que irei. Mas neste assunto fico pensando em algo que disse à minha amada mãe antes de vir para este novo mundo: afirmei que não iria voltar tão cedo. Não por nada, mas parece que minha vontade se faz concretizar. Mas com calma e paciência tudo se resolve. Saudades são sempre boas e ruins sentir, mas com calma e um pouco de tempo isso se aquieta. Sei que vocês gurias, bichos e amigos gostam um pouco (ou muito) de mim, mas sei que vocês estão bem. Recordações são sentimentos bons que guardamos. Independente do local ou do tempo. São inerentes à existência do tempo e/ou distância. Eu os amo acima de qualquer coisa e sei que aprendi a olhar vocês com outros olhos. Aprendi a respeitar e valorizar o que temos de mais importante: pessoas, família, bichos.

Ouvindo: Hide in the Rainbow do Ronnie James Dio. São 12h26.