terça-feira, 20 de novembro de 2007

Lutar


Ouvindo: Tears of The Dragon do Bruce Dickinson. São 17h42.

Eu estava pesquisando pela internet sobre estilos musicais. Encontrei 34 estilos musicais. Pouco? Não, são muitos. Mas o detalhe mais interessante deste número: de cada um destes estilos musicais existem dezenas de subdivisões. E de cada subdivisão existem outras dezenas. Descobri uma espécie de árvore genealógica dos estilos musicais. Contudo, resumindo, são centenas de estilos musicais. Quantos você
conhece? Cinco, seis, dez, vinte? "Vaudeville". Esta é uma subdivisão de um dos mais importantes para a cultura musical: o Blues. Um anexo ao Blues de raiz. Ao Blues chorando, minguado de violões tocados com duas cordas. Pois é. Música é fantástica. Uma cultura inesgotável de informações. Mas agradeço à Deus por ter deixado um sujeito criar a internet. O nome do sujeito é Tim Berners-Lee. Ele é inglês. Mas
qualquer dia escrevo mais sobre ele. Aliás, faz o seguinte: pesquise sobre ele na internet que tem um vasto material sobre como começou a world wide web (www).
Mas voltando aos gêneros musicais. São centenas de definições de estilos musicais. Desde estilos folclóricos locais até eletrônicos utilizados apenas em raves (que nada mais são do que aquelas festas baseadas em ácidos e muita bebida com teor alcoólico alto). Muito interessante mesmo.

Perdi o que tinha em mente para registrar. O final de semana foi tranqüilo. Trabalhei, comi bastante. Fritei alguns bifes na chapa sábado á noite na casa do Emídio e da Estela. Jogamos e comemos mais um pouco. Deus do céu. Quanta comida no final de semana. Sábado ao meio-dia, à noite. Domingo terminei com o pudim de morango que fiz na véspera. Segunda-feira voltei ao normal – sem comer muito.
Obrigatoriamente necessito caminhar um pouco. Ando com a insônia me atormentando novamente. Não por comer demais, é claro. Mas minha cabeça anda tão cansada que nem dormir consigo. Todo bendito dia chego a casa cansado e tento, em vão, cerrar os olhos. Quem sabe caminhar, ou me exercitar um pouco, ajude-me a dormir melhor. Já mudei todas as posições do quarto para tentar, mas não surtiu o efeito esperado.
Dormi no sofá, na sexta, mas mesmo assim não consegui dormir direito. Além da insônia atormentou também a dor nas costas. Mas nem por isso me entristeço. Estou ansioso aguardando uma notícia boa por telefone. Mas ainda há algum tempo para isso acontecer. Até, quem sabe, metade do mês vindouro. E, dependendo, não poderei passar o natal em Bento Gonçalves – minha terra natal e onde há minha família, bichos, amigos e meu som. A saudade parou de bater tão intensamente nestes últimos dias. Não fiquei insensível não. Apenas acabei tentando deixar esta dor de lado. Quer queira quer não, isso machuca. E bastante. Ainda mais comigo e com minha família. As meninas e meninos são TUDO para mim. E sei que quero lutar contra tudo e todos por eles também. Luto contra o mundo, quem sabe. Quem sabe sim, quem sabe não. Mas o
conveniente desta história é o que aprendi, as pessoas que conheci e o amor que obtenho todos os dias. Obrigado.

Ouvindo: Road To Hell do Bruce Dickinson. São 18h29.

sábado, 17 de novembro de 2007

Lamber


Ouvindo: You´ve Lost That Loving Feeling do Elvis Presley. São 18h28.

Sábado legal. Hoje fiz um almoço gourmet. Não sou chef. Sou metido e curioso. Gourmet é uma especificação, conforme consulta virtual, que designa uma comida um pouco mais sofisticada. Fiz um frango ao vinho branco com molho cinco queijos (eram quatro, mas coloquei mais um) e um arroz greco-tailandês. E para beber: Coca-Cola. Importante é comer. E de sobremesa fiz um pudim de morango com doce de leite e pedacinhos de chocolate. Comi pouco, pois quando faço comida não consigo comer muito não. E hoje à noite serei o dono da churrasqueira na casa da Estela, do Emídio de das crianças. Bom, eles têm dois Spitz Alemão, um Poodle, um gato, um papagaio, um coelho e, desde a semana passada, dois jabutis. Estela e Emídio vivem em função dos animais. E lá na casa deles é tudo de bom. A Belinha é tão carinhosa que não se aquieta até as pessoas agacharem e deixar ela dar uma lambida de boas-vindas. O Freddy gosta de se impor, latir, tentar amedrontar, correr e depois dormir. Interessante que o Freddy é apaixonado pelo coelho. Outro dia coloco uma foto dele esperando a porta do jardim ser aberto esperando para ver o coelho. Mas agora mais dois jabutis são para completar a família. Conheço pessoas que têm amor por animais, mas a família dos dois é algo extraterrestre. A casa é dos animais. O dia-a-dia também. E hoje deverei ficar ao lado do fogo. Mas faço com prazer mesmo. Ontem, na casa deles, experimentei a tal da lagosta. Olhei aquele crustáceo grande na beirada da churrasqueira e pensei que fosse um enfeito novo. Que nada! Era um desejo antigo de grávido do Emídio. Queria porque queria comer o tal bicho e comeu. Gosto estranho e forte, mas gostoso. Bom, por cento e poucos contos deveria, por obrigação, ser bom mesmo.
E a sexta terminou falando do acidente sofrido semana passada pela Silvinha e, graças ao Pai do Céu, que nada lhe aconteceu. Mas mesmo assim os três ocupantes do Ford Fusion, que bateu de frente no ônibus que estava minha grande amiga, foram “pro pau”. Mortes instantâneas. Mais três para os tristes números das estradas brasileiras. Depois de comentarmos sobre acidentes e tragédias pessoas, ou vistas “in-loco”, pegamos o rumo de casa. Estávamos cansados. Ah! Com incentivo do povo desta nova terra comecei a estragar o tão saboroso vinho. Misturo vinho com Coca-Cola. Não recordo do nome, mas é algo até agradável. Estraga-se o refrigerante e estraga-se o vinho. Depois de um trabalho sem tamanho para produzir um vinho, estraga-se os dois com a mistura. Mas assim evito beber exacerbadamente. Mas o bom de beber é passar mal. Semana passada foi pesada a noite. Bom, a dona Elaine capotou no banheiro, o Nando acordou torto e eu nem dormi direito. Mas com amigos tudo fica bom. Depois cantamos também e tiramos fotos de todos que na rua estavam depois das quatro da manhã. A turma do G6 é carga pesada. Gente de primeira linha. Quando se bebe, bebe-se mesmo. Não somos de frescuras.
Mas tirando este assunto etílico, estou bem melhor. Estou quase novo. Hoje, especialmente, com sono, mas bem. Falei rapidamente com minha amada mãe ontem á noite e fiquei melhor ainda. Saudades enormes das meninas e dos bichos., Hoje quase chorei ao ver as fotos das meninas. O Gatão está lindão. Os seus pelinhos mais parecem um tapete negro de veludo felpudo. E o filho do Gatão está mais lindo ainda.
Mas aos recados:
Mami: a senhora está bem hein? Adorei as fotos com a Lolly. Os artesanatos ficaram maravilhosos.
Baba: tu estás magra demais. É o amor pelo Rodrigo? Diminuam a intensidade das tr... hehe... e se alimenta direito.
Momô: como andam as aulas para a habilitação?
Lela: nem escrevo nada, pois você quase nunca entra no Mendigo e nunca me escreveu. Só quer saber de namorar. Mas enfim, sinto saudades gigantes, mana importante.
Dale: da mãe da Lolly sinto saudades daquele sorrisão único no mundo.
Luli: falta do meu cunhado também. E vai com calma com o trampo hein, colorado? Pior que o teu time só o Juventude.
Mago: cuida com o bexigão e estuda hein guri? E cuida bem da minha irmã. Bom, isso sei que você faz também.
Lolly: o Tio Negão te ama Lollyzinha. E como vai o “colégio”? Estuda bastante, tá?
Gatão e Pimpim: falta dos bichos. Aliás, o gatão ta lindão, mas o Pink está careca quase, mãe? E outra: não dá muita comida para o gatão, pois ele é guloso. Desde o primeiro dia que esteve em casa ele comeu tudo e quase passou mal. Cuida com a ração dos bichos.
Falta alguém? Sim, meus amigos que deixei. Saudades de vocês.
Mas aviso: não tenho vontade de ir para o RS.
Quero subir um pouco mais o mapa ou, quem sabe, sair dele.

OS: E obrigado pelos comentários de todos vocês. Sei que muitos entram, mas poucos escrevem. Deixem seus comentários. Ficarei feliz em ler e saber que vocês partilham de algum momento comigo também.

Ouvindo: Pretty Woman do Valn Halen. São 19h08.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Cachorro


Ouvindo: Dreams do Van Halen. São 20h51.

Quinta-feira, 15 de novembro, feriado. Dia de trabalho. Apesar de ser bem mais calo o dia de trabalho, foi dia de trampo. Fui até à rádio apenas para apresentar o jornal e voltar à noite para o esporte. Mas estou melhor. Bem melhor do que os dias anteriores. Semana ruim. Nada envolvido com o trabalho. Pelo contrário! No trampo está tudo indo super bom. Correndo bastante. Mas com a chegada do final do ano começa a correria. Mas que venha então o final do ano. Andei pensando que este ano de 2007 está sendo super bom. Mudei como eu queria, aprendi muita coisa que jamais esquecerei. Conheci pessoas incríveis. Deixei pessoas que eu tanto gosto e admiro para trás. Por outro lado, tive o privilégio de conhecer pessoas muito boas. São pessoas que são boas comigo. São gente de verdade. Seres humanos ímpares. E estas mesmas pessoas bem sabem quem são. Elas saberão colocar o chapéu. E um chapéu grande. Pois são elas que me apóiam dia-a-dia. Seja com uma pequena palavra pela internet ou com um abraço. Não sei se faço isso por elas. Ando ausente estas últimas duas semanas. Ausente de espírito. Ando um tanto “avoado”. Sinto-me leve. Leve porque meu espírito fugiu por alguns dias. Andei apenas para frente e para trás. Hoje, nesta quinta-feira, sinto-me como se meu espírito esteja retornando para ecoar dentro de mim. Deixar rosnar aquela raiva interna. E voltar ao seu estado normal. Estive tal qual um zumbi. Vivo, mas sem espírito. Mas decidi ir em frente. Eu bem sei o que me atormenta tanto. Quem me conhece há mais tempo sabe o que é. Mami sabe que tem apenas uma única coisa que sempre me atormentou e eu ainda não aprendi a lidar com isso. Chegará o dia em que eu conseguirei. Sou um sujeito que aprende fácil. Não sou inteligente, mas me viro. Como um pavão.
Mas voltando ao estado normal, sigo neste mundo novo, com gente nova, aprendendo e apanhando dia-a-dia. Não levei nenhum soco certeiro, mas quem sabe eu acerte algum. Detesto violência. São apenas metáforas.
E por falar em metáforas lembrei de uma ocorrida ontem. Estávamos eu e o Luis Fernando voltando do mercado quando avistei uma grande nuvem de fumaça. Avisei-o e ele disse que era na escola nova que estão finalizando. Incêndio! Enquanto eu tentava ligar para o Corpo de Bombeiros ele seguia correndo em direção ao jornal para pegara máquina digital. Depois de várias tentativas consegui ligação na corporação e avisei do sinistro. Nada de grave. Apenas alguns bandidos resolveram furtar fios de eletricidade. Queimaram o plástico para ficar mais leve e virou aquela fumaceira. Quase atolamos o carro, sujamos os sapatos e fomos embora. E depois de chegar em casa virei um poste. Levei um xixi da zeladora do prédio. Como estávamos com os sapatos totalmente embarrados disse para o Nando limpar antes de entrar em casa. Limpamos tudo no piso da garagem e no degrau. Ficou uma bagunça, mas azar de quem passava. E depois de o Nando sair de casa em direção ao seu compromisso, sentei no sofá para ver um filme muito vagabundo (nunca retirem Siga o Mestre). Ainda bem que é um filme emprestado. Bem calmo vendo aquele horror de filme ouço uma voz alta. Era a zeladora xingando alguém. Adivinha quem? Sim, eu novamente. É a segunda mijada em um mês. A primeira foi no primeiro dia do nosso apartamento motivada pela jogada de um toco de cigarro pela janela que a dita cuja avistou a cena. E ontem pela sujeira. Mas o gritedo já ecoava por volta das onze da noite. Tudo bem, pedi desculpas e retornei ao filme. Depois fiquei rindo comigo e abri uma cerveja. E tomei uma, e outra, e outra e fui dormir. Dormi como um anjo. Anjo dorme? Bom, não sou santo. Escrevi anjo. Nando chegou mais tarde, viu tudo limpo e entrou em casa dizendo: “levou uma mijada não?” Na mosca, Nando. Qualquer dia vou fazer xixi na porta dela. E bem em cima do capacho da querida e amigável zeladora. Mas ver ela com a vassoura e o balde na mão gritando até que me fez sorrir. Pelo menos algo para me fazer sorrir nestes últimos dias.
O ruim desta tristeza são os extremos da situação. Estar é um extremo bom e não estar é um extremo ruim e triste. Ainda existem coisas na minha vida que eu não sei ser e não sei dividir. Quem sabe aprenderei. Mas antes de aprender, quero ir n'outra direção.

Ouvindo: Colorfull do Steel Dragon & The Verve. São 21h15.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Silêncio


Ouvindo: O Silêncio. São 18h16.

Pai do Céu. O Senhor bem sabe que peço o mundo e nunca ganho nada fácil. Mas hoje, neste momento, venho Te pedir: dai-me paz neste espírito atormentado. Obrigado.

Ouvindo: O MEU Silêncio. São 18h17.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Cadeira


Ouvindo: Dream On do Ronnie James Dio. São 17h08.

Estávamos debatendo dias atrás sobre brigas em shows, sobre violência, abusos. Fiquei pensando e tentando recordo de onde houve algum tumulto grande em shows de rock. Sim, estou defendendo. Recordo de que tempos atrás houve uma confusão em um show do Charlie Brown Jr. Caso eu não esteja enganado, houve a morte de uma das pessoas que estavam lá. Mas detalhe: o sujeito era um “funkeiro” que estava fora do show. Queria entrar de graça, não conseguiu e começou o tumulto. Enfim que virou bagunça, os seguranças e a Polícia Militar da cidade reagiram e acabaram por “agredir” de forma demasiada. Enfim que fiquei contente: um “funkeiro” a menos. Mas excetuando este comentário um tanto quanto preconceituoso (musicalmente falando), não recordo de incidentes graves. Sei de outros, é claro, mas não irei expressar motivado pela falta de informações. Rocker que é rocker não é violento. Não vai á shows para quebrar tudo ou brigar com alguém. Possuo inúmeros amigos rockers. E são pessoas calmas, tranqüilas e que querem apenas momentos bons e agradáveis escutando uma boa música. Por outro lado, quantas vezes você já viu no noticiário brigas em estádios de futebol e bailes funks? Ou mesmo em rodas de pagode? Não venham me enxotar porque sou rocker. Não venham tentar amenizar um bom show de rock. E mais: roda punk não é quebra-quebra não. Lamento que hoje em dia não existam mais locais para concertos. Sim, concertos de rock. Em shows assistimos em pé. O concerto é um local grande onde podemos ver apresentações sentados. Minha concepção pessoal de show e concerto. Prefiro ainda Concerto de Rock. Ah! Seria bom se houvesse ainda apresentações como de Elvis Presley. Aqueles teatros cheios de gente. Todos sentados. Bom, sempre havia uma dúzia de “meninas eufóricas” que queriam beijá-lo. Mas concordo com elas. O sujeito era o ‘The King’. Até eu o beijaria. Mas rock é diversão e cultura e ponto final.
Engraçado que nesta terça estava indo para casa e parei no posto ao lado de casa para comprar cigarros. Ando fumando Lucky Strike. Alterno entre meu Marlboro e o Lucky Strike. Ganhei até um porta-cigarros bem bonitinho semana passada do LS. A menina do caixa ficou comentando sobre a matéria da tatuagem. Ela me questionou o que é a Igreja do Rock. Fiz uma breve explanação. Mas sabe que falar de algo que gostamos e acreditamos acabamos por exagerar. Mas me contive. Chegou um outro sujeito que ia pagar e escutou. Leu também e ficamos conversando. O sujeito sabe onde eu trabalho, pois me acompanha quase todos os dias. E pediu se não é estranho esta relação: a rádio onde eu exerço minha profissão e o rock. Trabalho é trabalho e minha vida é minha vida. Não misturo os dois. Não uso de um para beneficiar o outro. Mas foi uma conversa rápida e gostosa. Fico contente, pois há gente que pensa a respeito. Sei que estou vivendo em uma cidade relativamente pequena e onde a cultura musical é bem direcionada. A região inteira foi acostumada a poucas opções musicais. Sempre a mesma coisa. E trabalho numa rede de rádios onde o estilo é o mesmo. Sinto que esta região poderia ser tão mais desenvolvida (em todos os sentidos e áreas), mas impedem este crescimento. Região grande, bonita, com gente trabalhadora, com povo acolhedor. Mas são sempre os mesmos que ficam e abusam. Mas confesso: adoro este lugar. Não sinto a mínima vontade de voltar para a Serra Gaúcha. Quem convive comigo sabe que faço um grande comercial da minha terra natal, mas também sabe que não tenho vontade de ir passear por lá.
Ontem à noite uma vontade tremenda de sair desta terra. Não quero saber e nem pensar no motivo. Nada tão relevante. Quem sabe esta minha permanente vontade de mudanças. Ando querendo mudar algo. Quem sabe meus sentimentos, minhas ambições, meus sonhos e projetos. Mudar sempre é bom. Dar uma chacoalhada no esqueleto sempre é benéfico. Não reclamo de absolutamente nada em minha vida. Como todos, sou um ‘reclamão’. Reclamo de tudo, mas agradeço muito mais. Estou querendo apertar o botão do “foda-se” que esteve em minha frente por várias vezes, mas esperarei pelo momento certo. Quando? Não sei, mas irei sentir. Deus fez o rock and roll para você.

Ouvindo: God Gave Rock And Roll To You do Kiss. São 18h00.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Visual


Ouvindo: Nowhere Fast do Meat Loaf. São 17h19.

Coloquei meu fone de ouvido e estou mantendo silencia. Não sei ao
certo, mas este silêncio está me tomando por completo. Um silêncio que
sinto subir por baixo da desgastada sola de meus pés. Sinto que este
silêncio sobe e não consigo controlar. Sinto-o tão forte que não teria
força de segurá-lo mais. Acabei deixando o silencio me dominar.
Silêncio que me aflige e causa calafrios. Silencio-me completamente.
Mas junto de todo mal sempre vem junto uma solução. Deixei o silêncio
falar. Deixei o silêncio falara comigo e pedir o motivo de surgir. De
um dia tão movimentado, ele (o silêncio) me deixa calado. Apenas
converso comigo mesmo (e com ele). Nega-me respostas. Apenas o sinto
crescendo. Sugando qualquer possibilidade de mobilizar-me no sentido
oposto. Optei por deixá-lo fazer o que deseja. Mas impus limites.
Concedi uma liberdade parcial. Pode ir até onde não me cause mal.
Mas acabei de desligar o telefone, conversei um pouco e o silêncio,
aparentemente, foi embora. Rumou par algum outro local. Ou alguma
outra pessoa. Espero que ele tenha pegado carona nesta chuva que caiu
sobre a região inteira nesta sexta e seguiu o curso do Rio do Peixe.
E nesta noite remos encontro do G6. O grupo estará desfalcado de sua
titula, a Silvia. Ela vai à capital paranaense. Boa sorte, Sil.
Estarei orando por você daqui de longe. Mas o grupo terá a presença de
forasteiros também convidados. E a paella do Emídio é de tirar o
chapéu. A bota, as meias, a camisa. É para comer e suar de tanto
comer. Porque pó nosso advogado/radialista é bom no comando da
cozinha. Gosto das técnicas do Emídio, pois quase todas são feitas com
um acessório importante: a churrasqueira. Dias atrás comemos pizza de
churrasqueira. Muito gostosas ficaram. Nada que umas pizzas Perdigão
turbinadas não resolvam. Mas o importante mesmo é o chopp. Aquela
choppeira do Emídio e da Estelinha é uma maravilha. Até o trabalho de
trocar as garrafas e bombear aquele treco para cima e para baixo ficam
divertidos. E quem sabe ainda role uma cantoria.
E para bater mais saudades, conversei com minha amada mãe e com minha
mana hoje á tarde, enquanto a tia arrumava a casa. Apesar de que somos
bem legais: a casa está sempre arrumada. Ainda não me acostumei com o
odor de fritura da pastelaria que fica sob o apartamento. Mesmo três
andarem acima sinto aquele odoro enjoativo da fritura. Bacon, camarão,
queijo, carne e o diabo. Dias atrás parecida cheiro de carne humana
queimada. Eu já senti cheiro de gente queimada em acidente. E é
horrível. Mas confesso que quando senti me deu fome. Horripilante não?
Mas é verdade, cheiro de carne é sempre bom. Sei que você também gosta
de churrasco. Cheiro ruim mesmo é cheiro de gente morta e em estado de
putrefação. Isso sim é cheiro ruim. Bom, com tanta coisa que "enfiamos
para dentro", aquilo é pouco. Nós somos todos podres mesmo.
Aliás, mudei meu visual ontem. E outra rapidinha: me pararam na rua para pedir sobre a Igreja do Rock. Fiquei contente.

Ouvindo: Here I Go Again do Whitesnake. São 18h17.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Doce


Ouvindo: I Can Only Give You Everything do MC5. São 17h34.

Para quem gosta de punk o MC5 é um prato cheio. Formada em 1964, em Detroit (EUA), os sujeitos foram os precursores de um dos movimentos mais amados e odiados pelo povo em geral: o punk. Até hoje há quem diga que os punks são “endiabrados moleques e arruaceiros”. Entretanto, há um ‘porém’ que ninguém quer ver: a expressão política e momentânea deste estilo musical que deixou marcas profundas e enraizadas na cultura mundial. Em quase todos os “cantos deste nosso mundo quase redondo” há alguém que tem um pouco de punk. Quem sabe revoltados ou indignados com a situação do local onde vive.
E ouvindo um pouco de MC5 volto minha mente para o passado – não ta distante. Parece que estou aqui recordando das tardes que ficava em casa, quando morava na velha residência da Rua Minas Gerais - ouvindo Ramones. O disco Mondo Bizarro ou o Acid Eaters. Naquele velho aparelho Frahnzão de rodar discos de vinil. Saudades do tempo em que eu preocupava-me menos com tudo. Saudades dos tempos em que éramos crianças e ficávamos ao lado da mãe vendo ela fazer pão, pedido para ela lamber aquele resto da massa do bolo (mãe, como se chama aquele aparelho de mexer bolo?), de pegar a farofa da cuca tentando fazer com que ela não avistasse. Recordo-me como se tivesse sido hoje pela manhã como ela ficava pensando em para quem iria dar aquele treco cheio de resto de bolo. Bastante doce e muito gostoso. Saudades da senhora, minha querida e amada mãe. À dona Sônia, minha eterna, diária e permanente gratidão. Obrigado mami.
E ontem à noite fiz o doce de morango. Aprendi com uma ouvinte amiga minha. A Dulce me ensinou e o aprendiz fez melhor do que a professora. O doce ficou super bom. E ontem caprichei. Turbinei o doce. Mas irei passar a receita. Estranho! Um rocker fazendo doce. Coisa maluca. Mas precisamos comer também. Cozinhar tornou-se um prazer gostoso pra mim.
E segue a receita. Bom, a receita é por minha conta, certo?
Ingredientes:
- Uma porção de vontade;
- Uma porção maior de prazer;
- Uma colherada de motivo;

E os assessórios:
- Dois ovos (apenas a gema – para quem não sabe, é a parte amarela. Conforme me disseram, assim fica sem gosto do ovo);
- Uma lata ou caixinha de leite condensado;
- Um litro de leite (faz com leite desnatado que é melhor e mais ‘light’);
- Três colheres de sopa (bem cheias) de maisena;
- Uma caixa de morangos ou outra fruta (uva, pêssego ou abacaxi).

Cobertura:

- Uma barra de chocolate grande (ou chocolate para derreter);
- Uma lata ou caixa de creme de leite.

Instruções (By Iaran):

Retire apenas a gema do ovo (parte amarela) e bata dentro de um copo – pode ser com garfo. N´outro copo coloque um pouco do leite e dissolva bem as três colheres de maisena. Coloque no fogo uma panela com o litro de leite. E vá colocando tudo dentro (ovo, maisena e o leite condensado). Fique sempre mexendo. Mexa até quase ferver tudo. Você vai perceber que ficará um tanto quanto pastoso.
Numa travessa corte os morangos em pequenos pedaços e coloque por baixo. Depois coloque o creme (ainda quente) sobre a fruta. Deixe de lado. E agora pegue o chocolate e derreta ele (em banho maria ou no microondas). Prefiro no banho maria, pois queimei o chocolate no micro. Ainda sou novato na cozinha. Depois de derretido (MAS NÃO DEIXEI QUEIMAR), coloque o creme de leite e misture bem com o chocolate. Feito isso, coloque o resultado da mistura sobre o doce (que deve já estar na travessa). Caso queira deixar mais bonitinho, pode colocar pequenos pedacinhos de chocolate sobre o doce ou mesmo algumas frutas. E depois coloque na geladeira. Não coloque no freezer como eu fiz, pois irá congelar e ficará mais gelado que sorvete. Fica bom também, mas é melhor servir para comer com colher e não como pequenos cubos. Pronto, está feito o doce.
E agora que adocei a boca do Mendigo, vou terminar meu trabalho.

Ouvindo: Baby Loves To Rock do Chep Trick. São 18h14.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sair


Ouvindo: Rise do Public Image Ltd (P.I.L.). São 17h40.

Creio que poucas pessoas conheçam esta banda: P.I.L. ou PIL. Para que não tem noção de que grupo é, o P.I.L. foi criado em 1978 pelo ex-integrante do Sex Pistols, Johnny Lydon. O grupo fechou o boteco e Lydon criou o P.I.L. juntamente com o guitarrista Keith Levenne (ex-Clash), o baixista Jah Wooble e o baterista David Crowe. Lançaram alguns compactos apenas com o nome de Public Image. Depois ficaram um período trocando de bateristas até que lançaram Metal Box, que foi um disco triplo vendido numa caixa de metal de filmes. Aliás, vi a caixa por fotos e deve ter sido guardada com muito carinho por quem comprou. Mas a música que escuto neste inicio de post foi a de maior sucesso deles: Rise. Um som bastante interessante do P.I.L.
Mas por outro lado, até onde vai nossa felicidade? Até onde podemos ir por ela? De tempos em tempos fico reavaliando meus passos e minhas alegrias. Nem avalio minhas tristezas senão sentir-me-ia frustrado demais. Evito então pensar em algo triste. Mas por mais que evite não sou de ferro e, de vez em sempre, fico triste. Mas nada que esta semana tenha sido triste. Pelo contrário. Ando muito contente com a “fase” atual. Nesta noite de segunda fui passear noutra cidade. Sinceramente, fomos num local onde eu gosto e me sinto bem. Não é bar não! Não pensem nisso. Mas é um local que também me deixa bem. Sim, bar sempre deixa qualquer um muito bem. Ada que umas oito, nove cervejas não resolvam. Depois de oito seguidas qualquer lugar fica bom. Exceto bailão. Ficar tontinho em bailão não dá. Mas devo ter escrito sobre esta minha aventura aqui, nesta nova terra. Nem quero mais recordar. Comecei a suar frio apenas de recordar. Brrrrr.
E voltei para casa renovado. Lugar bom. Sinto-me contente. Alguns quilos a menos, metaforicamente escrevendo. Esta segunda foi boa, terça foi melhor. E a quarta? A quarta promete. Promete um dia de trabalhão bastante intenso. Voltarei a fazer as reportagens de rua nesta quarta. Meu colega volta de suas férias. Estava eu como editor e produtor durante os últimos trinta e poucos dias. Mas passou de forma rápida. Sinto-me orgulhoso por todo este trabalho feito. Sofro com algumas “coisas”, mas nada que me faça ficar triste ou descontente, pelo menos. O que me deixa um pouco decepcionado é querer ajudar, ou ensinar algo, e a pessoa olhar com desdém. Sou um sujeito que adora aprender. E ouço o que os outros falam. Sim, falo bastante também, mas ouço mais. E pior é dizer como se faz e olhar o resultado totalmente oposto. Respeito que é dotado de pouca inteligência, mas ser ignorante ao ponto de NÃO querer aprender algo novo é demais pra mim. Dar soco em muro de cimento não é comigo. Caso queira ajuda, ótimo. Do contrário: foda-se.
Mas sigo em minha jornada. Acredito que esta jornada está ainda por começar. Quem sabe uma nova e longe ou uma continuação bem perto. De qualquer forma, estou esperando e com as malas prontas. Que o vento me leve para onde há sol e luz. Amém!

Ouvindo: No Present For Christmas do King Diamond. São 18h15.

domingo, 4 de novembro de 2007

Muro


Ouvindo: Poison Heart do Ramones. São 12h22.

Hoje estou contente. Antes de qualquer coisa, por um final de semana super bom. E outro motivo foi ter sido publicada uma matéria comigo. A Elaine, agora como uma jornalista fantástica (sabe q sou teu fã), fez uma matéria sobre tatuagens. E eu fui a cobaia (fonte) dela. E fiquei feliz pro ter exposto um pouco mais o projeto da Igreja do Rock. Sim, tudo tem de ter sentido. E minha tatoo é um. Tatuagens servem como adereços estéticos, pessoais ou amorosos. E para minha pessoa serviu para lembrar todo os dias que eu tenho um desejo. Um sonho, quem sabe. Construir a Igreja do Rock não será fácil, eu sei muito bem. Mas para tudo precisamos de um início. E o início é, em muitas ocasiões, a parte mais complexa. Mas comecei. Agora, com calma, vou matutando em como colocar em prática. Ando correndo bastante, trabalhando, dedicando ao meu trabalho. Até porque é o que me paga e assim consigo me manter. Mas aos poucos vou repensando determinadas ações. A Igreja surgiu há um bom tempo. Dentro de minha mente criativamente falha, surgiu a possibilidade de unir algo que eu sigo diariamente (o Rock) com algo que eu pudesse ser útil neste mundo estúpido, mas lindo e maravilhoso, em que vivemos: ajudar quem precisa. Não quero ser um mártir ou alguém que pretenda se eleger para ser presidente – por enquanto - (* mas quem sabe presidente algum dia? *) ou algo semelhante. Mas quero algo que possa oferecer para UMA única pessoa, se possível. Não quero evangelizar o mundo, comprar redes de rádios, jornais e televisões, implantar um templo em casa esquina. Pretendo ajudar uma pessoa apenas. Caso eu consiga tirar uma pequena criança da marginalidade, das drogas, do pagode, do samba, do axé, eu ficarei contente. Tirar umas das possibilidades destas crianças em risco: a rua e todos os riscos que nela estão. Recordo que vi um filme (ou história) uma vez que um rapaz jogou de volta para o mar uma conchinha - aquelas do mar - e alguém disse que não deveria mais fazer isso porque existem milhões e seria isso desnecessário. Mas esta mesma pessoa retrucou e disse que fez a diferença na vida de uma delas pelo menos. Quem sabe ajudar o mundo seria querer demais. Mas começando com UMA apenas, sentir-me-ei contente e realizado. Já plantei uma árvore - cortei umas dez, comecei meu livro, não sou pai (nem tenho planos de ser por enquanto), creio que sou um filho bom, um irmão ausente, um amigo sem jeito, uma pessoa pobre, mas limpinha e cheirosa. Mas sou rico por dentro. Sou rico por fora. Sou milionário por ter amigos bons, por conviver com pessoas boas. Sou `trilhardário` por ter Deus sempre perto. Sou uma pessoa que não tem preço por ter VIDA. E sou agradecido por cada pessoa que passou pela minha vida e agradeço, antecipadamente, por aquelas que surgirão neste meu caminho.
E para A IGREJA DO ROCK irei dedicar boa parte do meu tempo. E sei que tenho bastante tempo. E não quero que seja algo simples esteticamente. EU nasci e cresci com perspectivas limitadas. Não quero isso para outras pessoas. Quero que minha família tenha tudo e que todas as pessoas tenham também a possibilidade de viver bem em um país que impõe limitações à boa parte de seus habitantes. O País melhorou bastante nos últimos anos, mas ainda há muito mais para se fazer. De grão em grão é que engordamos a galinha para o abate. E de grão em grão irei começar o muro do meu sonho.

Ouvindo: Something To Believe In do Poison. São 12h59.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

G6


Ouvindo: Save Me do Queen. São 11h39.

Semana que termina com uma chuva incessante. Incessante chuva que não pára. Pára chuva incessante que não acaba. Chuva pára incessantemente que não finda. Resumindo: chove. Com as botas e calça molhados venho ao Mendigo. Saudades do período que visitava ele diariamente. Não que não o visite, mas ando alimentado-o esporadicamente. Dias de muito trabalho. Dias estranhos. Semana que foi corrida, mas que finalizou tranquilamente. Calma até demais. Bom, na véspera o G6 se reuniu. Salgadinhos regados a cerveja e cigarro. E aquele papo gostoso que só o G6 sabe ter. Falamos mal de todo mundo e falamos mal de nós mesmos. E nos divertimos. Mas falar mal é bom. Resulta sempre em boas risadas. Na penúltima reunião do G6 faltou uma integrante. Mas nesta quinta a Elaine foi uma hostess chique. Serviu aqueles salgadinhos bem quentes e gostosos. Elaine sua FDP! Estou bravo com você porque aqueles salgadinhos estavam bons e comi demais. E estou me sentido estufado. Com uma sensação de ter comido fermento químico. Eu e a Elaine estamos virando comedores impulsivos de qualquer coisa. Enquanto tem, estamos comendo. E hoje me sinto estufado. Conversamos tanto sobre remédios e chás para amenizar a sensação de exagero da noite anterior que esqueci o nome dos produtos. Aliás, dormi tal qual uma pedra. Dura e fria. E acordei molhado. Sim, molhadinho. Esqueci de fechar a janela e o temporal que caiu molhou todo o quarto. E eu nem percebi. Senti hoje pela manhã. Apenas senti um frio danado e peguei o cobertor. E o cobertor, que era para aquecer, gelou tudo. Estava molhado. Mas mesmo assim vim batalhar e matar alguns leões. Molhei meus pés, minha bota, metade da cala, mas estou sorridente. Final de semana vai ser bem tranqüilo. E um viva para o G6 que eu tanto gosto: VIVA!

Ouvindo: Ain´t Talking About Love do Van Halen. São 12h07.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Saco


Ouvindo: Epic do Faith No More. São 12h14.

Como é engraçada a nossa vida. Há dias em que acordamos felizes e contentes. Outros dias acordamos mais contentes e felizes. E há dias ainda que acordamos tristes e decepcionados. E outros mais ainda. Hoje acordei estranhando tudo. O Sol estava brilhando meio manco. Não sabia que aparecia ou se ficava escondido atrás das nuvens carregadas. Já as nuvens não sabiam se largavam a água ou se ficavam retendo ainda mais o que devia. E acordei meio torto, sem saber onde estava ou onde iria. Despertou o celular eram exatamente 07h10. A mensagem de saudação diz: "Tenha um ótimo dia Iaran". Esta é a minha mensagem de acordar. Levantei ainda estranhando o quarto, o Sol, as nuvens que vejo muito pouco através da minha janela sem cortina. Mas mesmo assim, fiquei perdido. Deitei novamente após uma volta no quarto. Fiquei deitado mais cinco minutos e me localizei. Terça-feira, hora de levantar e ir trabalhar. Fui á área de serviço pegar minha toalha de banho e segui para o banheiro. Olhei para o espelho, não vi nada e abri o chuveiro para tomar um banho. A água escorria pelo meu corpo. A sensação que tive foi de ardência nos olhos. Nem havia pegado o sabonete Dove ainda que comprei. Aquele sabonete é gostoso, macio e tem cheiro bom. Fiquei alguns instantes tentando me encontrar e peguei o sabonete. Enquanto tentava esfregar ele por qualquer canto do corpo, meus olhos seguiam ardendo. Apenas via a espuma escorrendo. Mas nem sabia exatamente onde eu estava. Apenas sabia que estava eu me molhando e tentando ensaboar o corpo. E por falar em corpo, ontem me apavorei. A partir de hoje estarei de dieta. Irei passar na fruteira perto de casa, comprar dez quilos de maçã, uns 5 de bananas, algumas mangas e um vasto jardim de capim para deixar na geladeira. Engordei mais um pouco. Depois do jantar de domingo, do jantar de segunda, hoje sinto-me mal por ter comido tanto. Churrasco na casa do Mane, depois na casa do Munaro. Hoje teria uma outra, mas irei ara o ensaio do teatro. Nem sei ao certo se haverá ensaio. Mas, a princípio, teremos sim. Ando sem vontade de sair de casa. Ando preferindo ficar no meu cantinho. Ando pensativo a respeito de algumas coisas que me aconteceram. E se, realmente, valem a pena. Ou melhor: até onde valem a pena. Por outro lado, estou ansioso. E esta minha ansiedade paira por todos os meus momentos do dia. Seja em casa, no trabalho ou na rua.
Algo que eu sempre tive permanente em minha vida foi o medo. Medo de não sei o que. Até sei. Creio que nasci assustado. E este medo e/ou receio me atrapalha. Deixa-me triste por um lado. Pensativo por outro. Sinto medo, mas mesmo assim enfrento. Esta minha ânsia por conhecer, descobrir me deixa bravo comigo mesmo. Quero conhecer. E acabo me quebrando depois. Descobri muita coisa em mim que antes não enchia o saco, literalmente. Mas decido em breve sobre alguns assuntos incomodativos. Mas este medo de mandar tudo "aquele" lugar me deixa mais chateado ainda. Mas sigo vivendo, apanhando e aprendendo.

Ouvindo: Alive do Pearl Jam. São 12h33.

domingo, 28 de outubro de 2007

Stock


Ouvindo: Hallowed By THe Name do Iron Maiden. São 11h01.

Estou ainda deitado. Liguei a televisão e está por começar uma prova de StockCar. Hoje a prova é em Tarumã, no Rio Grande do Sul. Acordei sozinho, relativamente cedo para um domingo que sorriu para mim. O sol abrilhanta um dia que começou gostoso. Parece que o sorriso do Sol invadiu a sala. Ah! Hoje resolvi dormir na sala. Estou só em casa no final de semana. Coloquei o colchão na sala. Ontem saí do trabalho por volta das 20h e fui dar uma caminhada até a casa de uma família muito querida que conheci aqui nesta terra. Há dias havia prometido uma visita e ontem fui até lá. Aproveitei e fiz um exercício. Avisei que iria, mas apenas para tomar um café. Cheguei lá e realmente o café estava pronto. Café, mais uma pilha de comida. Os Demori sempre exageram. São pessoas maravilhosos que também conheci. Hoje à noite tem janta na casa do Mane. Um caminhoneiro gente boa pacas. Ele disse que tem de ser hoje, pois depois apenas em 2008. Ele é tão profissional que tem programação. Sim, planejamento. Até por isso que ele é um dos mais requisitados da cidade, pelo que fiquei sabendo. Não fiz nada ontem. Voltei para casa eram quase dez da noite e cansado. Há semanas que eu não sabia o que era dormir direito. E dormi muito bem da sexta para o sábado. Acordei já passavam do meio-dia. Fiquei em casa, fui ao mercado, voltei e depois fui ao trabalho. E hoje acordei eram pouco antes das dez. Não consigo mais dormir tanto. Adaptei meu organismo a acordar cedo. E ainda encontrei vontade de fazer comida. Detalhe: eram onze e meia da noite. E fiz uma comida bem boa. Mas nem comi. Apenas pelo prazer de sentir o cheiro aqui dentro. Fiz, terminei e deixei no forno. Quem sabe daqui a pouco eu coma. Senão congelo e tenho para a semana. Este final de semana sozinho até estou bem. Tenho internet, tenho TV, tenho telefone que não funciona quando quero, tenho o sol e tenho tempo para descansar um pouco. Um telefone VOIP. Melhor é que não pago nada. Bom, mas não funciona quando quero.
Neste exato momento estou aguardando o YouTube captar meu vídeo. E sigo deitado com os controles por perto. Quando cansar de ver a corrida coloco no canal onde vendem bovinos. Sempre há umas gostosas que aparecem. Mas o que me chama atenção é a forma dos locutores/narradores dos leilões. Daqui a pouco terei de levantar, tomar um banho bem bom e ir para o trabalho. Tem jogo hoje à tarde e faço o plantão de estúdio. Adoro fazer o plantão. Mas plantão não é uma planta grande não. Plantão é um trabalho em que fico dentro do estúdio e dou o suporte informativo ara a transmissão, narração do jogo. São as informações de outros jogos em andamento, campeonatos, resultados.
Na quinta-feira fui para um outro município participar de uma reunião da Rede. Da rede de rádios em que fazemos parte. Foi bom, apesar de cansativo. Minha insônia persistiu até sexta. Mas no final de semana consegui relaxar e descansar. Não conseguia dormir durante a noite. Foi um encontro bom e tranqüilo. Nada de tão estressante. Na sexta o dia foi corrido. Trabalhei bastante e espichei a noite em dois eventos: uma apresentação da APAE – que queria ter ficado, mas não pude; e uma palestra com Gonçalo Borges. Um senhor de 53 anos que pinta com a boca e com os pés já que seus braços são ‘defeituosos’. Esta deficiência ele conseguiu adaptar usando boca e pés. Quem sabe seja uma força grande e que, em minha opinião, ele supervaloriza a sua pessoa. E ganha dinheiro nisso. Esperto ele. Confesso que fui ao evento, pois todos da empresa forma. E outro motivo foi a janta. Não queria ver a palestra não. Gosto de aprender, mas não ir bater palma para alguém que coloca um dvd antigo e fala da sua vida. Para pensar que ele é coitado e com força conseguiu ganhar dinheiro. Enfim, há público ara tudo. Gostei mesmo de ficar bebendo, comendo e conversando com a Elaine. Esta parte foi boa. O G6 estava desfalcado pela presença da Sil e do Nandinho. A Estela e o Emidio estavam lá também: sendo mestres-de-cerimônia do dito evento. E voltei para casa, fiquei na net um pouco e fui para o berço. E foi ótimo deitar e sentir o travesseiro.

Ouvindo: Fear Of The Dark do Iron Maiden e vendo TV. São 11h24.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Espuma


Ouvindo: Mid Winter's Night do Blackmore's Night. São 20h55.

Pela primeira vez escrevo da minha cama. Há pouco saí dum banho que há tempos eu não me dava o direito de tomar. Um daqueles banhos com bastante espuma. O sabonete foi-se. Mas estou tão cansado que cheguei a me divertir com o produto de limpeza corpórea. Ele deslizava com tanta sutileza pela minha pele. Passava-me uma sensação de carinho intenso. Umedecido pela água quente e forte que descia pelas frestas propositadamente colocadas no chuveiro dava-me uma sensação de massagem dupla. Uma pelo sabonete e outra pela água quente que tocava com força minhas costas cansadas. Algo de sentir e apenas deixar estar. Avistava aquela massa sobressalente escorregando de minha pele branca e pensava onde ela iria parar. Tão carinhosamente escorria da pele. Suave como uma pele macia e cheirosa. Fazia me recordar do toque suave, carinhoso em que tanto eu... Mas a avistava sendo desperdiçada daquele momento mágico e agradável para um buraco profundo e negro perto de meus pés cansados do dia. Tentava me despedir de cada bolha formada, mas a água - um pouco menos quente neste momento - não permitia despedidas e levava com sua força para aquele lugar que temia eu pela sua cruel boca grande. Boca grande acrescida de uma proteção metálica que não pensava em mais nada a não ser filtrar todas as impurezas e ficar apenas com a sua maciez indescritível da espuma. Buraco cruel. Após entristecer-me com aquela cena, baixei mais a cabeça, fechei os olhos, deixei escorrer o restante daquela companhia agradabilíssima, girei o objeto metálico que tem o domínio da água e aproveitei os últimos pingos daquele líquido quente e que me acolheu tão bem em suas pequenas mãos. E fui me secar. Ah! Aquela toalha felpuda e cheirosa... Outro dia descrevo como foi a secagem.
E o nosso Mendigo anda pobre. Paupérrimo para ser mais correto. Ando trabalhando bastante. Seria mentiroso em afirmar que meu corpo está cansado. Correto estou ao escrever que minha cabeça está cansada. O corpo pede, a mente nega. Pensamentos me fogem como a areia da praia que seguramos na ventania. Escorrem-me pelos dedos as palavras. Sempre adorei as palavras que formas as letras. Nem sempre as forma corretamente, mas o conjunto delas me deixam alegres. E esta alegria é que ando perdendo. Mas a perco momentaneamente. O trabalho está sendo fatigante. Mas estou orgulhoso do que ando fazendo. Sempre precisei não provar nada para ninguém. Alguns dão valor outros não. É como vender um produto. Para alguns aquele produto vale um número grande, entretanto vale menos para outros. O nosso trabalho é assim. Podemos chamar isso de "valorização profissional". Atualmente muitos queixam-se de seus superiores devido ao "quanto você paga meu trabalho?" Alguns mais, outros menos. Mas, em nossa mente racional, sempre temos um valor maior. Pelo certo ou pelo errado, sinto-me feliz. Algumas poucas pessoas sabem de uma passagem que aconteceu comigo logo que cheguei nesta terra nova. Creio que havia pouco mais de 40 dias que estava eu aqui. Consegui conversar, conhecer pessoas novas, debater, trocar informações e PEDIR. Eu pedi e fui atendido. Busquei ajuda onde eu acreditava ser possível. E fui atendido. E, creio que hoje, pude demonstrar um pouco do que sou capaz. Não que eu não o fizesse anteriormente. Pelo contrário. Comecei fazendo o que sempre fiz. Mas como sempre há opiniões distintas, alguns sentiram-se injustiçados. Mas agradeço isso à estas pessoas. Deixaram-me mais forte. Mais forte e mais agradecido. Agradecido pelo apoio que recebi de "minha família nova". Sim. Após a apresentação de sexta-feira (contando rapidamente), estava eu atrás do Nandinho e da Sil e pensei: "eis minha nova família". Somos (ou éramos) pessoas 'sozinhas' nesta terra nova. Mas consegui ver neles (e na Elaine que não pode ir) um complemento das meninas, meninos e bichos que estão em Bento e a Lela no Rio. São eles que me apoiaram desde que cheguei nesta terra. E que, para minha gratidão e felicidade, tornaram-se pessoas que eu tenho como da família. E até porque são. Família não é apenas nome, sobrenome ou sangue. São pessoas que estão perto. E estas pessoas eu agradeço por existirem, por me xingar, por se preocupar, por me orientar e me ajudar. À vocês, meu obrigado sincero.
Esqueci o que iria escrever.

Ouvindo: Guitar Job do Ritchie Blackmore. São 21h47.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cadeira


Ouvindo: Home Again do Blackmore's Night. São 17h30.

Semana que começou corrida e persistente. Algo está por mudar. Quem sabe minha vida por esta nova terra. Ainda não sei o rumo a seguir. Apenas deixo a água me levar. Brigar contra ela é complicado. Ainda não aprendi a nadar. E nadar contra é pior ainda. Confesso que adoraria acostumar a conviver com certas ações, certos acontecimentos. Mas sempre as novidades surgem como algo de novo, é claro. Sensações, sentimentos, emoções, toques, arrepios fazem parte deste conjunto de inovações pessoais.
O Mendigo está tão mendigo, mas tão mendigo que nem água ando mais fornecendo à ele. Esperei o Mendigo crescer para cortar a água e as palavras que o alimentam. Mas com calma e um pouco de cabeça em ordem retorno. De casa já pensei em escrever várias vezes. Coloco o aparelho no colo e começo. Mas juro que as letras fogem dos meus dedos. Elas simplesmente somem. Fogem destas mãos cansadas, trêmulas, calejadas de dias e dias de pensamentos que se dedicam, quase que exclusivamente, ao trabalho.
E nesta quinta estarei indo “viajar” para uma reunião de trabalho. Alguns 200 km daqui, mas tudo bem. Amanhã me viro em três para deixar tudo certo para quinta-feira. Nesta quarta sei apenas que o dia vai começar. Terminar? Só quando realmente não tiver mais nada para fazer. Tem evento. Hoje cancelaram o teatro. Ninguém vai poder. Então deixaremos para semana que vem decidir o que tivermos de decidir.
Mas para o dia ficar mais engraçado fui tomar banho e o bendito chuveiro pifou. Não sei ao certo o que aconteceu. Apenas sei que a água esfriou. Pensei que fosse a chave de luz, mas ela estava funcionando. Estava com condicionador em meus cabelos e todo ensaboado e a água esfriou repentinamente. Nem fez barulho. O chuveiro apenas esfriou e pronto. Terminei o serviço com água fria. Parece que depois de vir para cá fiquei mais homem. Mãe, até banho frio teu filho está tomando! Bom, não foi um banho daqueles longos, mas foi. Está bom assim. À noite arrumo o sujeito. Deixei um bilhete para o Nando. Espero que ele o veja.
Mas voltando aos fatos. Domingo à noite quebrei a cadeira. Pasmem. Sim, a cadeira metálica cedeu com meu peso. E machuquei meu braço. Já não temos nada e ainda entorto aquela cadeira metálica de praia. Nando, é verdade: ando engordando. Mas agora quem se ferra é você porque voltarei a fazer comidas light. Sem sal, sem gordura e sem gosto. E ele ainda ficou rindo da minha cara que estou pesado. Havia terminado com amassa boa que fiz no sábado. E de raiva voltei e ingeri o resto. E fui dormir.
Hoje bateu uma vontade tremenda de ouvir Blackmore´s Night. Quem não conhece irá aprovar. Nada tem a ver com rock, excetuando o guitarrista: Ritchie Blackmore. Uma voz feminina acima de melodias gostosas. Nada de guitarras pesadas. Apenas um som com um tecladão analógico, violões bem distribuídos, uma “levada” agradável e suave. Bom para meditar, pensar e escrever. Bom para relaxar.


Ouvindo: Ariel do Ritchie Blackmore. São 18h39.

domingo, 21 de outubro de 2007

Música


Ouvindo: Layla do Eric Clapton. São 14h29.

Sexta-feira à noite foi emocionante. Sentei para escrever no Mendigo no sábado, mas minha internet estava off. Fui trabalhar um pouco pela manhã, já que havia sido liberado no restante do dia. E fiz um almoço super bom. Gostoso mesmo. Mas pude ter a opinião de uma outra pessoa que não fosse o Nando. Porque para ele tudo está sempre bom. Eu questiono: “Nando, arroz ou massa?”. Ele responde: “Tanto faz”. “Vamos tomar refrigerante ou cerveja?”. E ele novamente: “tanto faz!”. “Nando, vai à puta que o pariu”. E ele responde: “pode ser que está ótimo também!”.
Mas neste sábado pude ter uma opinião distinta. Eu sei que estava bem bom o molho. Saí da rádio e fui para o mercado comprar alguns apetrechos. Escolhi alguns ingredientes, esqueci de outros e fui ao açougue depois, pois não iria ficar na gigante fila do mercado aqui do Centro. Fui ao açougue - caro, mas de boa qualidade - perto de casa. Peguei uma carne macia e segui meu rumo uma quadra acima. E comecei a fazer os preparativos eram 12h10. E depois de quase duas horas, comemos. Em pé. Sim, comemos em pé, pois ainda temos de buscar as banquetas para o balcão americano de casa. Preferimos assim, Sem mesa. Mas esta semana vou perambular e comprar quatro banquetas. Recordo que em bento tem muitas opções para este tipo de móvel. Até porque lá é um dos maiores pólos moveleiros do mundo. Mas enfim, esta semana irei atrás. Fugi do assunto.
A apresentação de sexta foi muito bonita. Realmente foi bonita. As meninas se superaram. Todos do grupo. Eu fiz a voz de Jesus no final da peça. Não apareci na peça. Fiquei cuidando da iluminação e do som. Fiz, fiz algo com efeitos para dar um “Q” a mais. E ficou bonita mesma. O CEVI estava com muita gente – não lotado – e todos aplaudiram. Riram e no final, como eu, alguns choraram. Sim, eu deixei escorrer algumas lágrimas porque a parte final é bem bonita. Creio que segunda consigo a filmagem. Mesmo que seja em máquina digital, mas dá para ter uma noção do que foi. E foi muito linda mesma. Esforço de todos, momentos estressantes, mas o final foi muito bacana. O Grupo “De Malas Prontas” não sei se terá prosseguimento. Todos somos pessoas que trabalhamos um monte. São profissionais das mais diversas áreas: educação, rádio, multinacional, farmácia, comércio. Mas são responsabilidades grandes e que, de uma brincadeira, o teatro se tornou algo sério. E já querem que façamos uma peça para o final do ano. Mas não sei se o grupo continuará. Todos estamos cansados. Uns relapsos, outros nem tanto. Todos falhamos. E não podemos falhar nisso. Porque um depende do outro. Coletividade é assim. Todos por todos e todos por todos. Sim, todos precisamos estar em sintonia. Ninguém pode falhar porque caso aconteça algo, todos estão envolvidos. E por este motivo, é que estaremos conversando na terça-feira ara decidir o futuro do grupo. Fiz uma nota que saiu no jornal deste sábado. Claro que sim, no jornal onde o Nando é o jornalista responsável. Santo de casa também ajuda. Ao fundo ouço uma canção que a Luana cantou uma vez no Joe, em Garibaldi, e me fez chorar. O nome da música é Quando a Chuva Passar da Ivete Sangalo. Alguém aqui por perto está ouvindo. Lembro muito bem em que momento eu estava. Havia acabado um relacionamento e resolvi assistir a Lu em Garibaldi. Foi numa quinta-feira. Tenho nítida em minha memória aquela cena: ela começou a cantar e me olhou. Sabia muito bem como estava eu. Soltou um sorriso e apontou pra mim. Detesto este tipo de música, mas como ela cantou sabia que estava falando comigo. Saudades de ver você cantando, Lu. Beijo carinhoso para toda família Pradieè.
E este domingo de tempo instável, temperatura amena, transparece uma sensação de triste, ruas vazias, folhas molhadas sobre as vias, poucas pessoas caminhando, poucos carros circulando. Parece que estão todos ainda tontos da noite dos sábado. E como eu, ainda esperando a semana começar. Bom, na minha vida não existe final de semana nem feriado. Todo dia é dia de trabalho.

Ouvindo: Lola do The Kinks. São 15h10.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Senhor


Ouvindo: Gotta Serve Somebody do Bob Dylan. São 17h46.

Esta música fez com que Dylan ganhasse um Grammy (o Oscar da música) em 1979. Robert Allen Zimmerman nasceu 24 de maio de 1941 e é um cantor e compositor americano. Nascido no estado de Minnesota berço de um dos locais onde se difundiu muito o blues, juntamente com New Orleans (berço de grandes expoentes e vanguardistas da música negra americana), Dylan já escrevia poemas aos 10 anos de idade. Foi autodidata em violão e piano. Iniciou sua carreta cantando músicas de Little Richard e Buddy Holy, mas entrou para a Universidade e começou a cantar folk rock. Ainda era desconhecido este estilo musical. Misturava poesia com rock, inserções folclóricas em suas canções. Em décadas de estrada, lançou 45 discos oficiais, desde que começou em 1962. Seu segundo álbum, “The Freewhellin' Bob Dylan”(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com "Blowin' In The Wind", que se tornou um hino do movimento dos direitos civis. Além desta, músicas como "A hards-rain a gonna-fall", "Masters Of War", entre outras, tornaram-se clássicas como músicas de "protesto". Até hoje ele não admite ser um "cantor de protesto". Rótulo que até hoje ele não gosta. Velho, mas com uma vivacidade muito grande, ele segue cantando. Lançou um disco acústico e tem dezenas de suas músicas regravadas por outros artistas.
E esta é minha trilha sonora desta sexta-feira, dia 19. Dentro de alguns poucos instantes estarei me dirigindo à um Centro Cultura aqui desta terra, onde iremos apresentar a peça teatral “A Chegada do Senhor”. Vai ser bem bacana. Infelizmente minha amada mãe não estará presente. Mas mãe, fica calma que logo a senhora vai me avistar em locais maiores. Pode ter a certeza absoluta de que ainda a senhora irá passear bastante comigo por este mundão gigante e que nos acolhe tão bem. Ainda eco um pouco mais de tempo. Mas enfim, sinto saudades da senhora, dos papos, do pão, da comida sem sal, sem gordura, das “coisas” light que comia eu em Bento. Aqui ando engordando. Mas estou me cuidando. Retirei um pouco dos doces de meu cardápio. Saudades de vocês. Lelinha me comentou sobre o final de ano, mas confesso que ainda não sei. Não sei se irei. Mas torçam para eu ir para aquele lugar que comentei. Assim vocês me verão bastante e todos os dias. Mesmo que daquela forma. Torçam e orem por mim. Bom, vou terminar o programa, pois em breve começamos a peça. Saudades do gatão que vai ser pai de novo. Do Pink, das meninas, da minha família.

Ouvindo: The Times They Are-A-Changing do Bob Dylan. São 18h32.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Doutor


Ouvindo: The End do The Doors. São 18h33.

Dias estranhos supõem-se estes últimos. Não imagino se é motivado pelo clima inconstante ou pelo senso de espírito. O meu canto novo está super bom. Consegui organizar meus apetrechos nesta noite de quarta-feira. Fui, rapidamente, visitar a Te e buscar minhas roupas restantes. Nem eu imaginei que tinha tanta coisa. Realmente vim para cá de mala. Só faltou a cuia. Quando decidi enfrentar um mundo, anos atrás, realmente sentia dentro que seria definitivo no momento que eu necessitasse de algo a mais, além do trabalho simplesmente. Tentei, algumas vezes, correr por aí, arriscar n´outro setores. Mas por outro lado algo me trazia de volta para a comunicação. Gosto bastante do que faço e, quem sabe, faço bem. Não tão bem quanto eu gostaria, mas faço o máximo todos os dias com o que me é disponibilizado. Engraçado como há pessoas que não gostam de receber qualquer correção. Eu fico tão contente quanto alguém me corrige, me diz que eu falei errado, fiz errado. Que assim é certo e não daquela forma. Antes de mais nada fico contente porque está prestigiando meu trabalho; segundo porque aprender é algo que eu gosto. Nem sempre da forma como faço é a correta. Mas esforço-me todo dia para fazer da melhor maneira possível. Queria poder ter mais tempo para produzir algo que eu acredito ser bom, para mim, para a sociedade, para a empresa e, claro, para o ouvinte. Ontem fiquei pensando em me inscrever para um prêmio de rádio. Um prêmio para melhores reportagens sobre a indústria deste estado. Não pela premiação de quatro mil reais, mas sim pela exaltação do trabalho. Claro que o dinheiro é sempre bem recebido. Seria este um desafio grande. Não sou jornalista, como dizem. Sou radialista. É bem diferente. Mas voltando ao assunto do aprender. Nesta manhã fui fazer uma correção de uma expressão pessoal usada por um colega. Informei-o que um fulano que ele havia entrevistado não era doutor. Não é porque ele tem um cargo importante que ele seja “doutor”. Assim seria minimizar os esforços de inúmeras pessoas que se dedicaram à um estudo suplementar, ao doutorado. Acredito ser uma ignorância tão grande chamar o delegado, o médico, o juiz de “doutor”. Uma cultura estúpida e tão retrógrada que ainda alguns mantêm apenas para “acariciar” o ego de alguns. Chamo de “doutor” realmente quem o é. Não chamamos os professores de doutores, de mestres. Professor estuda muito, ajuda a criar a nossa cultura – ou boa parte dela. Chamamos de apenas professor. E por mais diplomas que tenham, muitos persistem apenas em chamá-los de “professor”. Claro que ser professor é lindo, bonito. Uma linda e fundamental profissão. Mas chamar “doutor” um qualquer? Não, isso não. Aprendi isso e hoje eu guardo e levo comigo para onde eu for. Realmente devemos valorizar e dar créditos às pessoas que mereçam. Não apenas por “amizade”. Resumindo: não por puxa-saquismo. Não sou inteligente, nem nada parecido. Sou um sujeito que estudou, pesquisou, finalizou (com certa dificuldade e esforço) o Ensino Médio. Que este ano iniciou um Curso Superior, mas que teve de trancar por causa do trabalho e deste desejo grande de mudanças. Vim parar nesta nova terra. Aliás, ontem completaram seis meses de vida neste mundo novo e que me recebe tão bem. Estava estudando através de uma bolsa do ProUni. Obriguei-me a parar a faculdade para poder vir para cá. Cheguei aqui e ganhei novamente outra bolsa. Mas infelizmente não pude me matricular, pois o curso é noutra cidade e não havia tempo hábil de sair do trabalho ás sete e chegar sete e 10 noutra cidade. Conversei com minha mãe, pensei e decidi deixar passar. Fiz vestibular logo depois e passei. Fiz e passei. Um curso superior de Letras, com habilitação em Espanhol. Caiu do céu, pois gosto de idiomas. Sinto saudades e falta do italiano e do inglês. Mas irei me estabilizar financeiramente e voltarei aos estudos. Agora estou aguardando o início das aulas, ainda não previsto. Sou sedento por aprender. E saber ouvir também é algo que devemos aprender.

Ouvindo: L.A. Woman do The Doors. São 19h04.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Licença


Ouvindo: Fear Of The Dark do Iron Maiden. São 12h08.

Ouvi dizer que o Calheiros irá renunciar. Já era hora. Aliás, passou da hora. O sujeito pensa que é invencível. Blindado apenas o NOSSO Lula. Este é o meu presidente. Lula lá... brilha uma estrela... Lula lá..brilha a esperança. Recordo desta canção que uma amiga cantarolava sempre. Aprendi a conhecer o PT naquele tempo. Abraço pra Fefe e pra dona Elaine. Pois então, o Calheiros não conseguiu agüentar a pressão e está pensando em renunciar. Assim o senador da República não perderá os direitos políticos, caso seja realmente cassado. Esta chamada imunidade parlamentar é complicada. Nós, simples cidadãos, temos de apanhar da polícia, ouvir desaforos de juiz, usar o cinto, respeitar a velocidade, ultrapassar apenas onde devemos, estacionar em local permitido, pagar para comer, comprar as roupas, pagar aluguel e muito mais. E há outras milhares de pessoas que usufruem do nosso cômodo e assistencialista regimento interno brasileiro (legislação que os próprios deputados, senadores, vereadores fazem). Eles se protegem. Um ao outro. É como aquela velha frase dos três mosqueteiros: "Um por todos e todos por um". Todos por um Brasil apenas deles. E anda temos de suportar sentarem naquelas cadeiras macias, caríssimas, confortabilíssimas do Congresso, da Câmara, das Assembléias. Computador de ponta em cima da mesa, café servido à vontade, vinho, comida importada, guloseimas servidos por assessores 'superutilizados'. Enfim que vida de assessor é complicada. Claro que não sou hipócrita em dizer que não, mas os sujeitos trabalham bastante. Quem conhece um sabe a que me refiro. Até porque assessoram em tudo. Desde maracutaias até papéis que deveriam ser assumidos pelos chefes. Eu também gosto de política e gostaria de ser assessor. Correr como doido e usar terno todo dia. Adoro ternos.
Não discuto a utilização dos nossos políticos, mas alguns deles que fazem esta barbaridade com o povo brasileiro diariamente e nada acontece. Ninguém é preso, raramente um que outro é cassado e fecham-se as cortinas do picadeiro destes palhaços. Aliás, somos nós os palhaços. Sim, nós reclamamos, mas são eles que ficam comendo caviar de noite. Nós estamos, neste momento, tentando dormir, para acordar no outro dia para uma batalha sem tamanho. Matar quatro, cinco leões por dia para viver neste país em que ricos ficam cada vez mais ricos, pobres mais pobres, fetos sendo jogados no lixo, filha matando pai a marretadas, acidentes vitimando centenas de pessoas, sangue escorrendo pelos bueiros das cidades. Não estou reclamando de nada. Apenas contando algo que vejo. Agora peço licença porque irei usufruir do meu café.

Ouvindo: Viva Las Vegas do Elvis. São 12h21.

Campos


Ouvindo: Revelations do Iron Maiden. São 22h12.



Estamos no Horário de Verão. Em letra maiúscula porque tornou-se decreto federal. Estranhei hoje. Eram sete e pouco da noite e saía do trabalho. Avistei uma claridade intensa ofuscando meus olhos. Fui ao mercado. Uns três dias e me adapto ao horário que eu tanto gosto. Quem sabe sou dos poucos que adoram este horário. Aparentemente aproveitamos mais o dia. Mais trabalho, mais luz, mais claridade, "mais horas" de atividade. Contudo, menos sono. Menos sonos é igual ao cansaço. Cansaço é sinal de preguiça e preguiça leva ao sono que leva ao cansaço e... fodeu!

Mas o final de semana foi tranqüilo, dentro do possível e do estado de espírito gordo. Andei mais ara lá do que para cá. E chegou a segunda-feira e começou a correria que eu tanto gosto. Chuva que não cessa há dias. Dias cinzentos que me trazem boas vibrações. Sou fã incondicional do sol e do calor. Mas desde ontem este tempo anda me deixando suave como uma folha seca nos campos abertos onde a suave brisa move tudo o que é ligeiramente leve. Bom, como não sou poeta e nem tento ser, serei breve.

O Mendigo anda defasado e um tanto abandonado. Até porque Mendigo que é Mendigo é pobre, esquecido, triste e barbudo. Bom, eu sigo Mendigo, mas limpinho e cheiroso. Barbudo sim, maltrapilho não. Molhado, às vezes. Mas limpinho e cheiroso.



Bom, vou ir dormir porque perdi a hora. Saudades de ficar horas e horas na internet.



Ouvindo: The Trooper do Iron Maiden. São 23h27.

sábado, 13 de outubro de 2007

Angústia


Ouvindo: Estranged do Guns. São 13h07.

Hoje foi o dia em que eu não queria ter levantado. Mas obriguei-me porque precisava ver um roupeiro e das banquetas da sala do novo apartamento. Queria escrever algumas coisas, mas vou optar por fazer quando estiver mais calmo. Não poderia escrever apenas, soltar palavras. Até porque não obterei respostas. Quando decidi vir para esta nova terra quis deixar todo meu passado, meu sofrimento, minhas angústias, `neuras` para trás. E quando cheguei consegui deixar muito disso lá atrás. Prometi pr'eu mesmo que não iria ter certas atitudes, ações, desejos. Que queria apenas dedicar meu tempo aos meus objetivos, ao meu trabalho, ao meu crescimento, conhecer pessoas novas e que me fizessem bem. Muito disso conquistei. Ainda tenho um percurso longo a seguir. Tenho certeza que nasci com sete vidas. Para ser muito mais sincero, já não era para eu estar no convívio de todos vocês há muito tempo. Eu sei e Pai do Céu sabe. Algumas poucas pessoas o sabem. Quem sabe tenha eu sete vidas, como um gato. Não sei quantas ainda me restam. Caso eu não esteja errado, tenho apenas esta. E sou um sujeito jovem. Com um mundo olhando por mim e para mim. Vejo a cada dia as flores sorrirem para mim, o sol me acolhendo com seu quentes raios. Olhando as nuvens levitando sobre minha cabeça desejando um lindo dia. Sinto a chuva caindo em minha cabeça cabeluda avisando que é necessária para a vida. Que ela precisa molhar para poder dar continuidade à nossa existência. Que nossos rios precisam ter água para suprir esta necessidade. E por isso é que quero viver. Quero viver bem e feliz. São por estes poucos motivos e por meus amigos, minha família, os bichos que sinto saudades, pelo rock e por você que está aqui, lendo, que eu quero seguir neste mundo. Neste mundo. Por quanto tempo? Pelo tempo que for necessário para ver sorrisos, ver alegria, ver felicidade. Quando isso acaba, ou diminui, surgem as possibilidades de fim. E faço, dia-a-dia, que isso não cesse.
Bom, ontem estava indo cortar uma fatia do pão que eu fiz e afundei (literalmente) a faca em meu polegar esquerdo. Senti a lâmina raspando o osso. Uma faca com cabo vermelho, escorrendo um sangue vermelho - quase preto de tão intenso.
Sábado nublado, com movimento grande, após o feriado de ontem. Movimento grande, mas a solidão interna que me aflige.

Ouvindo: Novembre Rain do Guns. São 13h20.