sábado, 11 de fevereiro de 2012

Socorro!

Ouvindo: Ride A White Swan do T.Rex.



A cada dia que nasce torno a contar o quanto falta para chegar um dos presentes mais lindos que eu ganhei em toda a minha vida. Não sei ainda se já tomei ciência do que está por vir. Quem sabe a imensidão da alegria torna-se em um mar de questionamentos, preocupações. Ainda bem que existe mãe nesta hora.
Não apenas a nossa mãe, a avó, mas aquela que leva o presente para todos os lugares onde for. E, convenhamos, por melhor que seja o pai, é esta mulher quem se preocupa com tudo. Desde um simples brinquedo a ser entregue com um ano de idade até a menos provável roupa a ser usada ainda na maternidade.
Para nós, meros e impotentes homens, resta calar ou seguir o que nos pedem. Uma coisa que outra até que nos apressamos e vamos atrás. No fundo, porém, bem sabemos que são elas quem se preocupam com tudo, com os maiores e menores detalhes. Quem sabe nós, preocupemo-nos com coisas banais como “será que chorará muito?”.
Passaram-se alguns meses. Outros poucos ainda restam para deixar tudo pronto para a grande estreia. Como um espetáculo que esperamos meses para participar. Como um show que aguardamos ansiosos pelo dia chegar. As horas não passam e a ansiedade toma conta, sufoca, preocupa. Resta aguardar os dias passarem. E que cruzem rapidamente!
Não sei se todos, ou alguns poucos, se preocupam tanto quanto uma mãe. Podemos ir ao supermercado, carregar as compras, segurar as sacolas, mas são elas quem os levam passear, dormir e comer. Até passam momentos, mesmo que sem perceber, fazendo carinho neles. Aquela mão forte e imponente que suavemente acaricia a barriga.
Acredito que estes toques não passam de ansiedade por chegar o momento de segurar aquele ser tão pequeno e indefeso. O toque que anseia por segurar e fazer carinhos naquelas mãozinhas tão pequeninas, gordinhas, macias, meigas. Olhar para aqueles pezinhos inchadinhos, fofos, com vontade de dar uma mordidinha. 
Mas não vejo a hora de levar um cutucão às três horas da manhã de uma terça-feira, chuvosa e preguiçosa. “Agora é a sua vez!”, diz aquela voz próxima, sonolenta e bem baixinho. O corre-corre nunca antes visto de uma madrugada em função de um bebê. Deve ser maravilhoso. Bom, ainda não sei.
Aliás, deve um pai ou mãe duvidar disso. Ter de acordar de madrugada para socorrer, alçar uma fralda e, com olhos ainda pequeninos de sono, acolher o bebê. Pode até ser maravilhoso, mas depois de algumas vezes, deve se tornar... hum. É, resta esperar para saber como, de fato, será. Deve ser a habilidade que o ser humano tem de se adaptar as suas necessidades e obrigações.
À mãe, à futura mamãe, meu agradecimento. Quem sabe desculpas pela ansiedade que não permite colocar tudo em ordem. Ordenar isso tudo é complexo, estranho. Uma novidade que, como eu, muitos pais devem passar, sofrer, sentir. O ruim disso é sentir-se inútil em muitos aspectos. Ter o desejo de fazer, mas se impedir.
Por mais esforçados que sejamos, ainda não nos comparemos ao fato de ser mãe. E para melhorar isso e alguns pontos a mais, junto com outros futuros pais, participarei, muito contente, de um curso específico para isso. Tirar minhas dúvidas, esboçar meus anseios e, quem sabe, ouvir sensações semelhantes das minhas. Amo vocês!

Ouvindo: Taking Your Chances do Saxon.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sentidos




Ouvindo: Man On The Silver Mountain do Rainbow.

Independente de quem nos criou como seres humanos, teve a gentileza de nos dar os sentidos. E estes troços são fantásticos. Podemos ver uma bela churrasqueira, tocar em um pedaço de picanha ainda gélida, sentir o gosto da lasca de um pedaço de carne, sentir o cheiro dela assando e ouvir o estalar da brasa. Que prenúncio mais bocó para falar do sentir e escutar.
Porém sou gaúcho e não poderia deixar de exaltar um dos costumes que retratam a minha terra, uma das várias áreas culturais do meu Rio Grande do Sul. E sei que, se não todos, muitos do que estão pousando os olhos sobre estas palavras apreciam o tal do churrasco. Mas convenhamos: é bom, não? Coloca gelar a cerveja e me convide depois. Até faço questão de queimar a barriga em frente ao fogo.
Porém, volto aos sentidos. O tal do criador deu esta oportunidade de ver, sentir e ouvir. Ando reparando mais do que normalmente o fazia. Não sei se é porque estou grávido também que vejo muitas lindas gestantes perambulando por aí, comprando, expondo aquele barrigão lindo. Eu vejo beleza nisso. Quem sabe aquele serzinho lá dentro me motive a ver a beleza e o privilégio que este mesmo serzinho terá quando grande.
A oportunidade de colocar uma mão grosseira em uma barriga, ao que parece, tão frágil, mas se colocando como um forte intransponível. Por dentro daquelas várias camadas existe alguém. Alguém que respira, que se alimenta, que ouve, que sente, que se comunica. Mais coma mãe do que comigo, aqueles chutinhos são formas de comunicação. O que diz? “Hei! Tem alguém aqui dentro!”
Esta forma de comunicação dá um arrepio sem tamanho. Por mais que senti medo na vida, nunca senti medo como este: de ser responsável por alguém pelo resto da vida. E dá medo sim. Digam que não, mas quando paro a pensar em como fazer para que tudo ocorra da melhor forma possível durante a sua futura vida com todos nós, tento imaginar como fazer. Creio que a mãe seja melhor nisso do que o pai.
Aquele toque na barriga nem sempre gera o resultado esperado. Fico esperando aquele tum-tum, cobiço uma resposta. Nem sempre aquele tum-tum é perceptível por minha grosseira mão. Não que eu fique horas e horas com a mão na barriga, mas quando ouço o sinal de que alguém está acordado, pouso minha mão – e tento fazer de maneira suave. Mas a pequenina não dá um chute tão forte quanto eu imaginava. São delicados toques.
Esta comunicação me deixa apreensivo. Já a imagino conversando comigo. Ando ansioso em poder conhecer a sua voz, conversando, assistindo a Galinha Pintadinha, fazendo os corninhos do Rock, como criou Ronnie James Dio alguns anos antes – quem sabe ensine isso para ela. Quem sabe até motivada pela minha paixão. Não sou de ouvir repetidas vezes a mesma musica. Mas, bem provavelmente, o terei de fazer.
Quem tem filho pequeno ou sobrinho por perto sabe do que faço referência. Criança adora dizer: “de novo, de novo, mais uma vez, outra, mais uma, faz mais”. Ando já me acostumando com a ideia, entretanto tenho de segurar a minha imaginação e re-pousar minha mão sobre a barriga, acariciando-a suavemente, e esperar. Um pouco a mais, mas esperar.

Ouvindo: All Because of You do Blackmore´s Night.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Aquilo

OBS: Os últimos posts são referentes a coluna semanal que tenho no jornal Diário do Meio Oeste, Videira-SC, intitulada de Cult. Um momento que me foi concedido para colocar alguns pontos de vista. No fundo, transformou-se em um diário sobre a paternidade.





Ouvindo: Eyes On Fire do Blue Öyster Cult.

Ontem eu chorei. Não aquele choro desesperado, triste, de deixar as bochechas rosáceas, mas eu chorei. Nem senti as lágrimas escorrerem por minha face, mas chorei. Lacrimejei ao ponto de sentir meu coração arder, suar, gritar. As lágrimas atemorizaram meu coração ao ponto d´eu senti-lo bater tão intensamente quanto um choque estelar.
Por um breve momento eu congelei. Imóvel, vi uma vida inteira passar perante minha mente. Os flashes solitários e inequívocos soaram como uma turbina de avião em plena decolagem. Aquela ensurdecera batida no coração me fez despertar de um instante mágico, fantasioso e irrequieto.
Ouvi como nunca antes uma palpitação ardente, marcante e arrepiante. Não como assistir a um filme de suspense com um som potente, mas como algo interno, íntimo, silencioso. A imensidão do sangue nas veias parou por um momento, se entreolharam pensando o que ocorrera. Retomaram seu trabalho e fizeram-me despertar.
Da apreensão de uma penumbra surtiu a claridade estonteante. Daquele momento infindável, despertei. Cegou-me. Pousei a face sobre minhas mãos, suadas e quentes, e percebi que aquele instante passou. Volte! Volte! Volte! Tentei gritar com minha voz embargada, seca, apelativa, mas nenhuma resposta.
O silêncio se fez presente e os olhos foram obrigados a retornar ao ponto inicial. Queria que meus ouvidos compreendessem que som era aquele. Da rapidez daquele barulho, um ruído estranho, incompreensível, mas forte, rápido e constante; surreal. Não me acalente com suas mãos macias e voz doce. Queria é escutar novamente. Mais e mais.
Quero sentir em minhas mãos este trepidar de um vulcão, o calor que transcorre por dentro de cada canal. Quero sentir minhas mãos quentes e suadas, trêmulas pela ânsia de um pouco mais apenas. Um instante infindável somente. O instante que antes congelara, agora passa como um raio em noite de chuva forte. Rápido, formoso e perigoso.
Percebo, agora, os quão únicos e imponentes sãos momentos que vivemos. Cada um, independente do tempo que permaneça, anota em nossa vida, no livro de nossa biografia mental, a importância de termos vivido aquilo. Não existe definição racional sobre o “aquilo”. Não são palavras que o explicarão. São apenas, “aquilo”.
As lágrimas não significam, necessariamente, a tristeza de um momento de partida, de raiva, de despedida, de solidão. Representam, acima de tudo, o sentimento de um momento, de um instante. Este instante pode perdurar por milésimos de segundo ou por anos. Quero que permaneça por uma vida inteira.
Farei o impossível para sentir aquele estrondo por gerações, por vidas. Caso necessário, voltarei de onde for para ouvir “aquilo” novamente. Mudarei o rumo do meu mundo para escutar novamente, mais e mais, aquele barulho tão gostoso, apaixonante, ensurdecedor que foi o coração da minha filha.

Ouvindo: The Tower of Hope do Ayreon.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Inquietude








Ouvindo: The South's Gonna Do It Again do Charlie Daniels Band.

Como é ruim a ansiedade. Esperar é ruim, mas a ansiedade quase mata. Junto da ansiedade vem a aflição, da aflição a dúvida, da dúvida o dilema, do dilema vem a preocupação, da preocupação os pensamentos ruins, dos pensamentos ruins retorna a ansiedade. Mas é ruim demais esperar. Pior é ter de esperar e nada a fazer. Apenas esperar.

A vida é um longo caminho de espera. Esperamos nove meses para ver o rosto do obstetra. Esperamos nove meses para levar uma pitomba, já de supetão. Ao contrário de nos receber sorrindo e contentes, com um presente, levamos um bofetão. E a vida prossegue. Quantos são os bofetes que levamos ao longo da vida? Para muitos, um por dia.

Mas mitos ou verdades, devo esclarecer que esta história “do tapa no bumbum” é mito. Tirei a dúvida antes de escrever esta metáfora. Antigamente era usado como forma de fazer o bebê “acordar para o mundo”, mas é algo condenado pela medicina atual. Estamos entendidos? Apenas como esclarecimento mesmo, porque os obstetras já não mais “dão o tapinha”.

Mas a ansiedade mata. E o presente que virá faz-nos esperar. E esperar dói, corrói, destrói. Bom, nem tanto. Mas que é chato isso o é. Apenas queria uma informação bem rápida: guri ou guria. Mas conversar com a barriga não adianta. Tenho de esperar mais uma semana. Uma semana ainda! Caso fosse uma fila, teria ido embora. Mas, neste caso, a minha ansiedade é algo feliz, construtiva, de esperança, de futuro.

O estranho é que esta sensação contagia. Caso uma pessoa sente, psicossomaticamente, passa para a outra. Coisas de espírito, como bocejar. Duvido que você já não tenha visto alguém bocejar e, sem querer, abriu o bocão. Piada? Até parece, mas não é. Ando mais ansioso do que outrora. E a semana que não passa, a sexta-feira que não chega. Azar do final de semana. Quero a sexta-feira. E será incrível.

Bah! Ou frustrante? Pode ser. É uma hipótese. Vai que o guri ou a guria não queria aparecer, por timidez? Vou respirar bem fundo e me contentar com o que for. O ruim da ansiedade é a espera. Tenho de esperar para tudo. Ou sigo o conselho de alguém: “compra tudo branco que não tem erro!”. Bom, é uma possibilidade. Porém, prefiro ver a vida colorida.

Não colorida ao ponto de ser um palhacinho, mas mais colorido(a), bonito(a), alegre. Ah! E tenho ainda de esperar. Mas pegar tudo branco também é sacanagem. Seria, da minha parte, desleixo. Ouço agora um “pega amarelo ou verdinho que também serve pros dois!”. Não, melhor esperar uma semaninha. Quem sabe fraldas e lenços podem ser branquinhos. Quanto a roupinha, espero chegar a notícia da sexta que vem.

E que eu possa ver minha Pátria mais alegre. Este meu Brasil Brasileiro. Feliz do pai ou da mãe que pode ver seu bebê (sempre bebê) desfilando no 7 de Setembro. Não sei ainda, mas deve ser maravilhoso olhar o bebê caminhando junto dos colegas e receber um abano, mesmo que sem jeito, mas de “oi gente!”.

Ouvindo: You've Got A Hold On Me do Bruce Kulick.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um mundo melhor


Um mundo melhor


Ouvindo: Not Enough do Van Halen.

“Eu tenho um sonho”. Esta célebre frase foi dita pelo pastor e ativista político americano, Martin Luther King Jr., em agosto de 1963, e se dirigia ao desejo de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos. Ele tinha um propósito, um anseio, um sonho. Pode parecer bastante egoísta usarmos o pronome pessoal em primeira pessoa ‘EU’ . Diariamente usamos para “eu isso, eu aquilo, eu aquilo outro” em muitas ocasiões. Independente da utilização, o EU, por si só, já é egoísta. O “nós” seria algo bem mais agradável.

Mas, especialmente hoje, EU serei egoísta. Sim, falarei do mEU sonho. Até dias atrás, meus desejos se baseavam em algo material, estritamente pessoal, enfim, individualista. Carro novo, casa grande, roupas bonitas, cabelo da moda, celular de última geração, TV grandona. Mas faz algumas semanas que meus anseios mudaram radicalmente de direção. O norte se tornou o sul, o leste mudou para oeste, a seta da bússola dos sonhos virou para o outro lado. E isso me fez repensar o que é, de fato, um sonho. Mas me refiro ao sonho individual, aquele bem íntimo.

Atualmente ando sonhando em um mundo melhor. O que deixarei para minha filha, ou filho, viver - ainda não tenho esta confirmação, mas virá em algumas poucas semanas. Não apenas o que se constrói, como uma casa, ou se monta, como um carro, mas o que deixarei, com a colaboração de você, de seu irmão, de seu filho mais velho, de primos. Caso antes eu sonhava em bens móveis ou imóveis, hoje penso no mundo. No que estou fazendo com ele, o que estou causando para ele. Contudo, me acalenta a autoacusação, mas também apontar você como culpado. Somos todos culpados.

Hoje, mais do que nunca, penso no que fazer para deixar o mundo melhor e mais agradável para quem está chegando. Como será que aquele ser tão pequenininho e ignorante do que é a vida (se é que alguém sabe o que é isso!) receberá este mundo que vivo, sobrevivo, ajudo a construir, mas também ajuda a depredar. Hoje, mais do que nunca nestas mais de três décadas, estou sonhando no que fazer para deixar um planeta mais lindo, limpo, agradável, honesto, puro e melhor para uma geração que, junto da minha ou meu, aproveitará e desfrutará.

Como qualquer outro pai e mãe, nosso bebê merece viver em um lugar em que possa se divertir, brincar na areia da praça, se arrepiar com o balanço, gelar o pai com a descida do escorregador, correr para não deixar o ser pequenininho puxar o rabo do cachorro bravo, cuidar para não cair e se machucar. Muitos praticaram algumas destas ações e hoje evitam que os filhos façam, se machuquem. Machuquei sim o joelho, mas hoje está novinho. Quero que me filho tenha um mundo em que possa fazer isso também, ter esta experiência que muitos de nós passamos.

Pensando bem, a minha fumaça acaba colaborando para estragar este nosso mundo e danificando o mundo de quem virá, em breve. A cegonha anda sobrevoando... na espreita, de butuca. E sabe de uma coisa, dona cegonha, a janela de casa está sempre aberta e com comida fresca.

Ouvindo: Alive do Pearl Jam.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

A doação


Ouvindo: Human Being do New York Dolls. São 12h06.

O grupo foi um dos precursores do movimento punk-rock. Mas voltemos este dado a 1971 quando um grupo de jovens (e freqüentadores da loja de Malcon McLaren em Nova York) resolveram formar um grupo musical sem pretensões ambiciosas. Apareceram numa época onde Stooges (que voltou só em 73) e Velvet Underground não faziam mais a cena underground, nem os MC5 também. Acabaram imprimindo um estilo rebelde e do gênero "one-two-three-four". Angariaram uma verdadeira legião de fãs desde seu início. O grupo era comandado pelo lendário (e não menos importante musico) Johnny Thunders, nas guitarras. Não necessariamente o vocalista tem de ser o principal e mais lembrado. David Johansen foi importante, mas não tão pragmático quanto Thunders. Lançaram os seguintes álbuns: New York Dolls (73), Too Much Too Soon (74), Lipstick Killers - The Mercer Street Sessions 1972 (81), Red Patent Leather (84), Seven Day Weekend (92), Paris Le Trash (93), Live In Concert, Paris 1974 (98), From Paris With Love (L.U.V.) (2002), Manhattan Mayhem (2003) e One Day It Will Please Us to Remember Even This (2006). Os três primeiros forma oficiais. O restante compilações e remasterizações merecidas. Um tributo ao tão conceituado punk-rock. O próprio Ramones tecia elogios ao grupo nova-iorquino.
Mas voltemos ao ano de 2008, 11 de abril. Opa, é hoje! Sim, o tempo passou. A história ficou para trás. O sol já subiu, a lua está escondida por algum lugar deste céu azul e brilhante que presenteia todos da região nesta sexta-feira. Um presente assim todos os dias é algo celestial. A manhã começou com nevoeiro. Avistei a neblina baixa da janela da área de serviço do apartamento. Estendi a toalha umedecida após o banho e, de pés descalços, segui até meu quarto onde me arrumei e fui obrigado a colocar um agasalho. Uma hora depois a temperatura já chegava ao 26 graus. Retirei o agasalho e fiquei apenas de camiseta, como estou neste momento. Com meu "uniforme" diário de trabalho: tênis, calça jeans e camiseta. Eu não consigo trabalhar direito e ser criativo usando sapatos. Claro que uso, mas prefiro um tênis. Aliás, estou pensando em trocar de tênis. Não encontrei o meu número quando o comprei e peguei um 43. Pois o 44 que eu uso não existia em nenhuma loja decente da cidade. Acreditei que o 43 iria alargar um pouco. Mas não aconteceu. Mas penso que o tênis "esticou" um pouco. O que pode ter acontecido é que eu engordei e meu pé esteja inchado. Pé gordo. Ai que horror! Não criei vergonha na cara ainda. Sigo um sujeito sem vontade de me exercitar. Caminho um pouco durante o dia, mas não é o suficiente. Precisaria mesmo de exercício físico e constante. Mas mantenho-me dentro do peso, quase pesado, dos últimos meses. Mas sinto-me bem.
Fiz uma mini-check-up mês passado e os resultados forma agradáveis. Nada de ruim. Estou bem. E o meu sangue é dos bons: B+. Ainda bem que é positivo. Pois se fosse B- seria ruim. Não quero nada de negativo em minha pessoa, nem o sangue. Mas o B+ está de bom tamanho. Pensei que no resultado fosse constar como VERMELHO. Aliás, realmente é necessário sugar tanto sangue para fazer alguns exames? A menina surgiu com um "tarugo" gordo e grande. Enfiou aquela agulha afiada na veia do meu braço direito e "sug-sug-sug". Disse pra ela que eu iria apenas fazer exames e não doação de sangue. ela começou a rir e tremer o braço. Neste momento é que senti a dor das "tremidas" da menina. Voltei para casa com aquela sensação de perda. Sim, sensação de ter perdido algo: o sangue. Mesmo que fosse pouco, mas era meu. Relativamente pouco. Aquele "tarugo" deveria ter capacidade para um litro de sangue. Tudo bem, exagerei. Mas foi bastante de qualquer forma. Enfim, que os resultados forma bons e o de HIV de negativo. Assim me garanto mesmo. Não recordo de ter feito aquele exame antes e deu curiosidade. Sabia do resultado, mas "auto-perguntei": e porque não fazer? Fiz e pronto. Nem medo deu de retirar o resultado.
A sexta-feira está na metade. Mais algumas horas e o sábado chega. Tudo bem, irei trabalhar mesmo assim.

Ouvindo: Something Else do New York Dolls. São 12h25.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Andando


Ouvindo: Hearts Grown Cold do Nazareth. São 12h03.

Há dias que acesso o Mendigo, faço o login, acesso a página dos posts, mas não crio coragem de escrever. Hoje, não sei o motivo, apareço, do nada, para postar alguma coisa. Alimentar o Mendigo depois de tanto tempo. Ano passado conseguia ter ânimo suficiente para destinar alguns minutos diários ao meu canto virtual. Meu diário de bordo desde que cheguei nesta nova terra. No dia 17 completam onze meses em Videira (SC). Quase um ano, recordou minha amada mãe no início desta semana. Tanta coisa surgiu desde que aqui estou. Foram momentos bons. Não tenho nada a retirar. Nada de ruim aconteceu neste período. Conheci apenas pessoas boas. Algumas, contudo, mantenho contato quase que diariamente, outras seguiram seus caminhos. Mas são todas pessoas boas. Menhuma delas me fez mal ou que quis mal. E nem eu à elas. Muito pelo contrário, tomei decisões pensando no melhor de todos. Quem sabe eu tenha sido egoísta em algum momento. Mas depois de 27 anos, ouvi o relato de pessoas e optei por me deixar contente e feliz. Sei que alguns ficam tristes, magoados. Mas não julguemos ninguém por suas atitudes. Não é correto julgar. Podemos não concordar, mas respeitar a decisão e posição é algo mais inteligente. Nada em particular neste aspecto. Apenas um assunto que andei pensando dias atrás. Teria tanto assunto para postar, mas resumirei alguns pontos. Mas estou sem paciência para expor. Ando trabalhando um monte. São três trabalhos ao mesmo tempo: sou radialista, escrevo para um jornal e apresento um noticiário na internet. E, além disso, tem a faculdade de Letras - espanhol que estou a cursar. Com todo este movimento diário, resta-me pouca criatividade e vontade para abastecer o Mendigo.
Queria um tempo para mandar confeccionar as camisetas da Igreja do Rock, mas nem isso consegui ainda. E á noite as empresas fecham. Resta-me localizar uma hora durante um dia da semana para fazer isso. Mas quando descanso, acabo esquecendo. Anoto em algum bilhete ou rascunho, mas perco. Mas o que me consola é saber que eu estou bem e feliz. Vivendo numa outra fase importante da minha vida. Ando feliz. Particularmente feliz. Um tanto me questionando sobre oportunidades profissionais que estão surgindo. Mas com a universidade andei parando de pensar em buscar outro mundo. Quem sabe amanhã. Mas neste exato momento minha vontade é de ficar, estudar e trabalhar bastante. E logo terei surpresas boas. Quem sabe todos teremos. Mas sinto-me bem e feliz. Alguns momentos tristonhos, mas que logo passam com esta vida agitada. Mas não reclamo. Caso apareçam mais atividades, me pergunto: e por que não?

Ouvindo: Now and Then do Blackmore´s Night. São 12h15.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Contrário


Ouvindo: I Can’t Explain do The Who. São 21h30.

Passa-se esta quinta-feira. Dia foi bom, gostoso, de muito corre-corre. Há alguns dias ando pensando, refletindo sobre alguns passos que, obrigatoriamente, devo dar. Passos que podem ser largos demais para minhas pernas. Mas, por outro lado, percebo que minhas pernas são um pouco longas. Isso me possibilita arriscar. Tenho em “quem me apoiar”. Possuo “alguém” em quem confiar meus possíveis medos e dificuldades. Neguei algo que queria. Assumi algo que não queria. Mas fui, de certa forma, instigado a fazer. Ninguém é obrigado a fazer nada neste mundo. Bom, há também suas exceções nesta afirmação. Existem algumas pequenas “coisinhas” que somos. Algo de nosso corpo. Há quem rouba, mas há quem trabalha. Há quem mata, mas há que desculpa. Há quem ama, mas há quem odeia. Há quem dá, mas há quem pede. Há quem sobe, mas há quem desce. Há quem chora, mas há quem sorri. Há muita diferença entre um e outro. Chamemos de “extremos”. De um lado ao outro. Duma margem à outra do rio.
Ando realmente exausto. Especialmente nesta quinta-feira até que não tanto. “Ontem” fiquei até “hoje” trabalhando. Mas explico: comecei a digitar minhas matérias ontem e terminei era já quarta. Dormi pouco. Fui trabalhar novamente e parei eram seis horas da tarde. Cheguei a casa e liguei meu “bichano”, como de costume. Preciso vê-lo brilhando para mim, pelo menos, alguns minutos. Estive pensando que solidão não é apenas estar sozinho. Podemos estar com muitas pessoas (mesmo as que realmente gostamos) que podemos nos sentir sozinhos. A solidão é algo mais profundo do que um abraço, uma palavra, um afeto. Solidão chega a ser um estado de espírito.
Por mais estranho (e louco) que pareça, dificilmente me sinto sozinho quando fecho os olhos e deixo “meu som” guiar meu coração. Ou simplesmente aumentar o volume das minhas músicas e sentir uma leve tremedeira em meu corpo. Estava precisando disso. Nestes últimos dias (e hoje eu vejo e confirmo isso) precisava disso: escutar minha música, comigo mesmo. Eu e eu. Iaran e Iaran. Neno e Neno. Todos juntos. Meus grandes “amigos” me acompanham há anos. Muitos anos. Sempre que precisei deles, sempre estiveram ali, me esperando. Nunca me pediram nada. Nunca precisei pedir nada. Eles, apenas, estavam ali. No momento que eu precisei. E precisar de alguém é bom. De algo é bom. Precisamos de todos. Eu preciso de você como você de mim. Independente de quem seja você, de onde está. Você precisa de alguém. Ou de alguma coisa. No meu caso, dos meus “amigos”. Assim posso pensar, relaxar, descansar minha cabeça.
As sombras da água permeiam meu ser. As sombras da luz me ofuscam os olhos. A sombra da noite me persegue. A sombra do mal se afasta. A sombra do sol me cega. A sombra do meu ser infla minha alma.

PS: Estou com uma puta vontade de abraçar e beijar o mundo inteiro.

Ouvindo: My Wife do The Who. São 21h51.

sábado, 1 de março de 2008

Escutando


Ouvindo: Hide Your Heart do Kiss. São 21h12.

Há exatamente um mês não apareço aqui, no Mendigo Rock Virtual. Há cerca de um mês venho tentando encontrar um motivo para escrever. Há um mês tento digitar algo que me deixe melhor. Não encontro mais o incentivo interno que sumiu. Antes eu nem precisava procurar este motivo, este incentivo; fluia naturalmente. Quem sabe um empurrão. Nem isso mais me serve. Ando me empurrando. Ando empurrando muita coisa com a barriga, no dito popular. De popular não tem nada. Tem de razão. Estou com medo. Medo de acordar e levantar todos os dias. Medo de abrir a porta. Ando um tanto apavorado com tudo o que pode acontecer. Não imagino o que possa acontecer. Fico sempre esperando pelo pior. Algo que há tempos me persegue. Não imagino o motivo de sempre pensar o pior. E não sou um sujeito negativo. Percebi que ando muito "reclamão". Parece que tudo está errado. O que antes era bom e interessante, já não me serve mais. Sinto que meu tempo nesta terra nova está findando. Mas não em tudo. Algumas "coisas" começaram enquanto outras passaram. Desejo que seja apenas uma sensação ruim. Um período adoecido e ruim. Nada além disso.
Não sei ao certo, mas havia noites, quando o vento estava tão frio que eu ficava gelado na cama, que me deixavam contente. Caso eu prestasse bastante atenção, ao lado de fora da janela, poderia eu avistar o sol queimando. Quem sabe o apartamento frio. Hoje em dia, sinto que minhas lágrimas viravam poeira. Grãos de areia pesados. Nem sei ao certo, mas para onde meus olhos estavam fixados, até eu duvido. Apenas posso parar um pouco, soluçar, puxar um pouco o lençol e secar minhas lágrimas. Mas eu parei de chorar. Apenas penso. E nem quero lembrar onde, quando ou como eu decidi. Estou tentando evitar expulsar minhas lembranças. Não as construí sozinho. Há sempre alguém, seja quem for, para ajudar a edificar isso dentro de nós. Estranho, mas sinto que tudo está voltando. Que tudo está retornando para mim nestes últimos dias. Não sei o que volta, mas sinto isso, no meu íntimo.
Houve momentos mágicos, houve momentos lindos, mas que escassearam. Houve promessas e sonhos. Houve promessas e desejos. E o que restou de mim?
Tem coisas, sabe Iaran, que dificilmente faria de novo. Mas se fosse necessário fazer alguma coisa, para viver tudo isso novamente, eu faria. Faria por você, Iaran. Pois é aqui que você tinha de estar neste momento. Aqui, sentado, escrevendo. Qualquer mudança em todo o seu passado, não teria coincidido em deixar você aqui: nesta terra nova.
Algumas atitudes tomei pensando que fossem certas. Errei, sim. Assumo e admito. Mas escolhi errar. Pensei que fosse o correto.
Estava perdido há muito tempo. Acabei por me localizar. Tudo está voltando para dentro. Algumas sensações que outra sumiram. Ledo engano. Voltaram porque nunca sumiram, nunca desapareceram completamente. Iaran, elas estavam ali, dentro de você, apenas aguardando que as soltasse.
Mas estou bem. Apenas adormecido nesta sensação de BUSCAR.

Ouvindo: Black do Pearl Jam. São 21h41.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Tempo


Ouvindo: Free Falling do Tom Petty. São 12h07.

Há quanto tempo que eu não surgia no Mendigo. Coitado do espaço, está paupérrimo. Mas sigo vivendo, correndo e me dedicando. Apesar de que ando relapso em alguns pontos. Ando mais preocupado com minha dor nas costas do que com qualquer outra coisa. Queria comprar um colchão novo, mas a verba está escassa. Então irei esperar um pouco. Deixa eu me organizar um pouco e depois compro o dito cujo.
Ando com saudades do pessoal de casa. Agora pela manhã abateu-me uma vontade tremenda de pegar um ônibus para Bento. Voltaria no domingo, mas pelo motivo anteriormente descrito não posso.
Quanta coisa aconteceu neste primeiro mês do ano. Muitas coisas aconteceram mesmo. Mami me cobrou o motivo de não escrever mais. Nem sei, quem sabe preguiça. Esquecimento não foi, pois várias vezes abri um novo post e não consegui seguir adiante com as palavras. Estava pensando em copiar e colar alguns textos, mas perderia o sentido do Mendigo. Pedi para um velho amigo meu de Bento Gonçalves, o Rafinha, refazer a foto da minha tatuagem para poder fazer uma camiseta da Igreja do Rock. Depois vou pesquisar preços. Quem sabe eu faça algumas a mais para começar o projeto. de algum ponto tenho de começar. Já deixei uma conta em separado para iniciar com isso. De pouco em pouco vou formatando a idéia. Não esqueci não. Quem sabe eu ande com a cabeça muito voltada para outros assuntos que não me dedico a isso. Cada dia que passa me convenço mais que sem dinheiro nada se faz neste país. Não me refiro a respeito de quantias exorbitantes, mas de pequeninas também. Para fazer um projeto, precisa-se de tempo e dinheiro para alguns detalhes. Para registrar algo também. E não é barato não. Mas nada de tão caro assim. Mas aos poucos vou me equilibrando nesta corda bamba que é a vida. Enfim, os dias passam e vou pensando cada vez mais na velhice. Sou relativamente jovem, mas algumas coisas passam pela minha mente a respeito da velhice. Irei envelhecer, como com todos acontece. Mas não me queixo do que sou hoje nem do que serei dentro de pouco tempo. Mais do que um lunático perdido não ficarei ou 'estarei'.

Ouvindo: Dreams do Van Halen. São 12h20.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Teoria


Ouvindo: The Boys Are Back In Town do Thin Lizzy. São 14h53.

O início é sempre dolorido. O primeiro passo bravo de ser dado. Mas comecei a academia e sigo dolorido. Tentarei, neste início, fazer um dia sim-dia não. Quem sabe assim evito esta dor chata e persistente. Tomei Dorflex para tentar amenizar, mas meu braço esquerdo prossegue dolorido. E nem carreguei muita coisa. Com calma vou me acostumando com este hábito de carregar peso. Muitos dos que fazem dizem que este negócio de malhar vicia. Quando começar a surgir os efeitos esperados vira quase uma fixação por mais e mais. Mas apenas para me manter saudável e sentir-me mais bonito. Quem sabe ajude na auto-estima.
Nunca tinha ouvido muito sobre o Thin Lizzy. Li bastante sobre sua importância para o cenário musical mundial, mas pouco tinha escutado desta banda irlandesa. Muito boa. Muito boa mesmo. Phil Lynott era um sujeito criativo e que conduzia muito bem o grupo. Conseguiu manter unidos os seus companheiros e seguir um ideal de expandir as fronteiras musicais de seu país. Com seu baixo marcado e uma cozinha impecável, o Thin Lizzy movimentou muito outros músicos e os incentivou a experimentar novidades sonoras.
A sensação que tenho é de que apanhei ou caí em cima do braço. Ele falha. Tenho a nítida sensação de que o esquerdo está falhando. Nem segurar um objeto consigo. Mas vou persistir. Como disse uma menina ontem, após me ver apanhando da máquina: “Nem pensa em desistir. Também estava assim nos primeiros dias, mas hoje estou bem e faço com prazer. Não dói mais nada”, frisou a menina. Acredito que tenha sido gentileza dela. Estava eu tão preocupado em como terminar a série e nem percebi que ela estava puxando assunto. Não consegui ainda separar o falar do respirar. Neste momento fazer os dois está complicado.
Os dias nesta terra estão bastante quentes. Faz poucos minutos que começou a chover. Estávamos com uma temperatura de 32°. Temperatura bastante alta. Mas tudo bem. Quanto mais quente, melhor. Adoro calor. Mas melhor seria estar numa piscina. Ou sem roupa. Opa! Pensei coisa boa!
Estou me sentindo mais tranqüilo em relação a alguns assuntos. Ano passado foi bem melhor do que eu imaginava, mas pior do que planejei. Mas sei que nada vem tão rápido. Menos mal que não tive de ficar tomando medicamentos, ou fiquei tão mal. Apenas no inverno que peguei uma gripe forte e uma tontura básica que nem sei de onde surgiu. Quem sabe esta tontura tenha sido originada de estresse. Foi num período de transição e complicado. Mas passou. Sei que neste 2008 vou conseguir arrebentar alguns projetos que, ainda, não puderam ser aplicados. Todo ano novo nós imaginamos ou prometemos que serão melhores. N´alguns pontos realmente o são. N´outros nem tanto. Mas sem pestanejar lutamos e matamos quantos leões forem necessários. Seja um por dia ou mais. Não importa. Importa mesmo é seguir sempre em frente. Não olhar para trás sempre que quisermos. Deixar o que passou é a melhor forma de não perder tempo. Apenas “capturar” o que realmente é útil. Além disso, perder tempo chorando não resolve em nada. Apenas cria situações piores. Olharei para frente a partir de agra. Pensar em crescer. E sei que quando crescemos, muitas pessoas crescem também. É a tal da Teoria do Caos. A idéia inicial desta teoria, segundo não me falha a memória, é de que uma pequena variação nas condições em determinado ponto pode ter conseqüências de proporções inimagináveis. Por exemplo, o bater de asas de uma borboleta num determinado canto do mundo pode causar um tufão do outro lado dele. Algo semelhante a isso. E nisso acontece também em nossas vidas. A mudança de um pode acarretar algo bom ou ruim para outras. Mas acreditemos que apareçam situações boas para todos.

Ouvindo: Saga Of The Ageing Orphan do Thin Lizzy. São 15h23.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Força


Ouvindo: Forever do Kiss. São 14h06.

Ontem comecei a academia. Estou com um pouco de dor nos meus braços. Os primeiros dias são deprimentes. Ou desiste no início ou prossegue malhando e depois ingere as chamadas “bombas”. Já teve um sujeito que me viu saindo da academia ontem á noite e fez um comercial da seguinte forma: “E aí meu? Vi que ta malhando. Se você quiser umas “bomba”, me avisa que tô sempre por aqui. Falou?” Fiquei olhando pasmo para o sujeito, que deveria ter uns 24, 25 anos - não mais do que isso. Até fiquei pensando em responder, mas apenas agradeci pela oferta. Não quero ficar musculoso. Apenas quero exercitar este corpo velho e cansado. Sou fumante inveterado e sabedor dos malefícios do fumo. Sou um burro-consciente. Apenas uns exercícios físicos para enxugar meu abdômen e emagrecer um pouco. Sexta-feira me pesei e estava com 80 quilos. Ontem fui tirar minhas medidas na academia e estava com 78. Dois quilos em uma hora de malhação leve? A balança deveria estar desregulada.
Mas a parte e engraçada da academia foi levantar pouco peso e ainda ficar com os braços dormentes. Estava eu fazendo meus leves exercícios, com duas repetições de 12, e suando. Caso eu não esteja errado, eram dois quilos que eu usava. Mas olhei para o lado e vi uma loirinha bonita, mãe de um garoto com quem eu conversava, e a mulher levantava uma pilha de não sei quantos quilos. Fiquei envergonhado, mas confiante de que eu aumente a quantidade. Quem sabe ela estivesse rindo por dentro e pensando: “mas este cara barbudo é fraco demais!”
Mas eu sigo com minha sina de manter um ano de 2008 bastante saudável. Ando apressado com muitas coisas. Tenho de perder esta mania de que tudo tem de ser para ontem. Não sou de frases feitas, mas que “seja o que tem de ser!”
Mas ainda voltando ao meu dia inicial de academia. Quem sabe “emagreci” um pouco e depois fui comer churrasco na casa da Elaine. Fui deixar os apetrechos do Shazan e ficamos conversando. Algo que não fazíamos desde 2007. Logo depois retornou também a Silvinha da capital federal. Foi conhecer onde ela logo estará porque a menina é competente demais. Silvinha, quem sabe sendo assessora do LHS no Senado hein?! O veterano vai concorrer sim na próxima oportunidade. Acabei ingerindo todas as gorduras possíveis no pocket churras, como diz a Elaine. Mas foi bom demais ver as meninas que eu tanto adoro. Ainda mais o fujão do gatonildo. Meigo como sempre. Ainda me sinto mal em não ter ficado com o gato durante o período de viagem da Elaine. O gato chorou demais, estranhando o apartamento. Mas sei que ele ficou bem na Pet Shop. Aliás, que hotelzinho caro! Um gato custa tudo aquilo, imagina um cachorro são bernardo!?
Mas dentro do possível estou contente. Até, para minha feliz surpresa, recebo um texto de uma menina que nem imaginava. Mas fiquei contente que o que li. Nada de tão estressante, mas apenas um mal-entendido coma loira alta, de posts anteriores. Uma brincadeira mal sugerida e mal interpretada causou um mal estar. Sei que você surge por aqui, de tempos em tempos, e desculpas. Não brinco mais. Mas enfim, ano novo, velhas novidades, antigas sugestões, novos ares. Ando pensando em respirar outro ar.

Ouvindo: Heaven´s on Fire do Kiss. São 14h44.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Dor


Ouvindo: Suzie do Thin Lizzy. São 14h38.

Grupo irlandês de hard rock criado em 1969 e que durou até 1989. Liderado pelo baixista e vocalista Phil Lynott, que morreu em 1994, vítima de câncer de pulmão. Esta é uma das bandas preferidas pelo eterno “ícone guitarrístico”, Saul Hudson. Bom, este último sujeito também é conhecido como Slash - o eterno guitar hero do Guns N´ Roses e atualmente tocando com o Velvet Revolver. Slash sempre adorou o TL pelas novidades sonoras trazidas com o grupo. Uma das marcas registradas do cabeludo com cartola são suas inseparáveis guitarras Gibson Les Paul.
Ontem, dia cinco, minha irmã Manuela, a Lela, fez aniversário. Liguei para ela dando minhas felicitações e aquele blá-blá-blá de sempre. Queria conversar mais, mas o preço da ligação telefônica é alto. Depois consegui matar saudades da voz da Mami pela internet. Por Skype é gratuito e tranqüilo. Um programa muito bom para quem mora longe de outras pessoas. Gosto mais do Skype do que do MSN. Estes primeiros dias do ano de 2008 estão sendo gostosos. Ando trabalhando, dormindo. Aliás, está aqui um ponto que não sei o que está acontecendo. Ando com uma sonolência tão grande. Não sei o que acontece. Estou quase sempre com sono. Chego a casa e penso em deitar. Acordo e já penso em voltar a dormir. Nunca fui de dormir vendo filmes, mas isso está tornando-se freqüente. Começo a ver a película e fecho meus olhos. Parece que há um cansaço emergindo deste corpo já velho e desgastado. Estou diminuindo meus cigarros diários. Andei olhando em quanto estou fumando. Estou até fumando menos.
Semana que está por chegar vai ser desgastante. Estarei trabalhando direto. De manhã até noite. Não me programarei, mas caso esteja bem, começarei a academia. Preciso urgentemente emagrecer e fazer alguma atividade física. Pretendia fazer isso ano passado, mas por preguiça, não o fiz. Este ano quero dedicar à minha pessoa. Mais do que foi 2007. Pensei muito em muitas pessoas, mas deixei-me de lado. Foi um ano de reestruturação psicológica, pessoal, profissional. Foi um ano bom, mas que teve seus baixos momentos. Passei por situações que me deixaram em dúvida em várias áreas. Incluo nesta lista sentimentos e profissão. Penso, ainda, em algo distinto. Algo em que possa eu ter final de semana, feriado/feriadão. Algo como pessoas normais. Por mais que eu tente ser uma pessoa normal, não sou. Sinto isso dentro de mim. Há um “quê” de loucura dentro de mim. Não sou doente não. Apenas sinto-me especial. Sou um abençoado por Deus. Meus santos são fortes. E BASTANTE FORTES SIM. Trabalham, diariamente, por mim. Relembro de situações que passei quando criança. Lembro e começo a rir. Muitos chorariam, mas eu fico rindo sim. Sorrio pensando em que eu poderia (ou deveria) ser o oposto do que sou – ou estou – hoje. Sou um sujeito melhor. Trato-me com carinho. Dedicarei este ano aos meus planos. Não são monstruosidades de projetos. São alguns passos que terei de dar. O primeiro passo sempre é o mais complexo, mas difícil, mais doloroso. Depois tudo vai encaixando-se em seus devidos lugares. E se não encaixam, mudo as peças. Apenas uma coisa preciso arrumar neste início de ano, mas ainda tenho de pensar muito bem.
Feliz 2008 para todos vocês.
Mãe, obrigado por me deixar viver.

Ouvindo: Objects in the Rear View Mirror May Appear Closer Than They Are do Meat Loaf. São 15h15.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Mantra


Ouvindo: I Want To Die do Mortal Love. São 14h24.

Acordei assustado com o telefone tocando. Era meu colega que, logo cedo, tinha de devolver meu molho de chaves. Desci com a cara torta e peguei-o.Voltei para o berço. Dormi e pretendia tomar banho. O chuveiro pifou. Resolvi trocá-lo. A instalação ficou um tanto estranha devido a minha pressa de ir ao trabalho. Quando voltar arrumo decentemente. Ainda por cima não tinha mais fita isolante. Obriguei-me a improvisar. Mas consegui tomar um banho. Um tanto receoso em não explodir, mas parece que ficou direitinho. Como diz um amigo meu: “sou pavão e me viro”.
Último dia do ano. Já tenho onde passar a virada. Com pessoas muito bacanas que conheci recentemente. Sinto-me em casa. Mas algo por dentro, bem internamente, diz para ficar sozinho, vendo televisão e tomando algumas cervejas. Amanhã estarei de folga. Mas irei sim ter com aquela família. Há alguns assuntos e citações que deixarei de escrever. Há muita coisa que gostaria de escrever, mas sinto-me no direito de não escrever no Mendigo. Optei por não alardear. Alguns entendem erroneamente minhas palavras e já fazem pré-concepções. Aliás, foda-se quem faz isso. Não trate as pessoas como produtos em que podemos olhar no rótulo (rosto, olhos) e saber como são, o que são e os resultados que virão. Ledo engano de quem pensa que conhece as pessoas apenas olhando para os olhos ou lendo um blog, perfil de Orkut. Burrice, ingorância, estupidez de quem assim pensa. Quando alguém disser que conhece a si mesmo, já estará falando asneira. Melhor cada um cuidar do seu rabo e não ficar imaginando situações. Aliás, neste último post do ano resolvi chutar o balde. Mandar muitos olharem para os seus devidos rabos e esquecer de ficar colocando a fuça no rabo dos outros, como fazem alguns animais. Não sou totalmente individualista, mas percebo que é muito melhor ficar pensando no EU MESMO ao contrário de saber o que o vizinho está fazendo ou pensando. Coletividade desde que seja para um BEM COLETIVO e não um BEM INDIVIDUAL. Egosíamo e "achismo" é estupidez.

Estava pesquisando anteriormente sobre como abrir um ONG – Organização Não-Governamental. Chamado de Terceiro Setor, há leis específicas quanto a criação destas entidades que, muitas, ajudam o crescimento de regiões, setores, estados, municípios, povos. Enfim, há ONGs para tudo quanto é interesse. Ser voluntário é algo moderno. Não sou voluntário para nada hoje. Sou vagabundo. Mas ainda tenho o desejo de o ser. E por isso é que o ano vindouro será muito bom para colocar em prática o meu desejo de construir A Igreja do Rock. Não irei formatar o projeto rapidamente, sei bem disso. Mas preciso começar. E que comecem as apostas para o ano novo.
Quero iniciar o ano resolvendo algumas pendengas internas minhas. Algo que não requer muito esforço, mas precisa ser pensada. Aliás, nem sei o motivo de tanto pensar. Vontade de resolver e pronto. Estive muito bem acompanhado este ano. Por amigos, pessoas, família, Deus, santos, exus e por aí afora. E sinto-me muito agradecido por tudo isso. Sou muito grato por ser tão abençoado com tudo isso. Sou um sujeito de muita sorte. Aliás, hoje tem a Mega-Sena sendo sorteada. Quem sabe eu ganhe alguns trocados para poder pagar a conta do bar. Já ajudaria e muito. Mas vou recolhendo minhas indignações, colocá-las para fora e começar 2008 com os “dois pés direito”. Sim, começar bem e animado. Por um ano que emergirá com novidades excelentes e oportunidades gratificantes para todos. Oportunidades que serão como recompensas destes 27 anos e pouco de trabalho. Obrigado pelo ano muito bom, Pai do Céu. E conto com o Senhor para um 2008 melhor para mim, meus amigos, família, bichos e para todos estes diversificados povos que habitam esta Tua terra. Amém!

Mantra para ajudar a farejar e conquistar novas oportunidades:

“Firme e Forte Meu Chapa” – repita isso, pelo menos, seis vezes todas as manhãs e antes de dormir em frente ao espelho.

Ouvindo: I'm the One do The Who. São 14h50.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Retorno


Ouvindo: Since, I Dont´Have You do Guns. São 16h59.

Faltam menos de três dias para a chegada de 2008. E como foi 2007? Não consegui ainda parar e fazer um balanço prévio deste ano. Os últimos dias andam corridos. Corridos, mas de não fazer quase nada. Apenas acertar alguns detalhes da volta à esta nova terra. Fui viajar, de surpresa, na casa da Mami no Natal. Fui rápido e voltei da mesma forma. Voltei e me avisaram que poderia ficar até dia 2. Bem que poderiam ter avisado quarta-feira ainda. Mas resumindo, foi rápido e foi bom demais. Ver a Lolly gigante e com a mania de ficar com o dedo na boca (não sei de onde pegou esta mania) foi bom demais. O Gatão está lindo. Os netinhos são fofos demais. Até pensei em trazer, mas seria estranho para um deles pegar a estrada junto. Ver a Mami contente é prazeroso. Aliás, que final de semana de aventuras, hein Tchetcha? Túnel com trem, chuva de pedra, filhos que vão e nem avisam.
Conheci o Paulo meu cunhado tipicamente carioca. Gente finíssima. Conheci também o escolhido pela Baba. Aliás, fácil de escolher ele no meio da multidão. O cidadão tem 2m06 de altura. O Pink está muito vagabundo. Apenas quer fugir de casa, namorar e dormir. Mas foi bom demais ver a família reunida novamente. Apenas fiquei triste por um episódio. Mas já superado. Gurias, avisem-me como está a mãe. Sei que ela foi ao Hospital na quarta-feira e não tive mais notícias. Escrevam-me.
Este mês de dezembro surge com um monte de surpresas. Algumas boas outras nem tanto. Mas creio que está sendo super bom. Passado o Natal, surge a esperança de um ano novo melhor. Mas de forma bem sintetizada, 2007 está sendo próspero. Em muitos sentidos. Nem tudo o que planejei consegui. Alguns desejos a menos, outros a mais. Conheci pessoas boas. Pessoas estas que me fazem bem.
Feliz Ano Novo para todos vocês que sempre aparecem pelo Mendigo. Lindo ano para vocês que ajudam a me compreender. Descobri que escrevendo consigo soltar algumas frustrações, medos, anseios, tristezas. Nem faço idéia de quantas pessoas passaram ou passam por aqui. Sei, ou sinto, que muitas passam, lêem e não deixar nenhuma palavra. Respeito isso. Sei também que há outras pessoas que entram no Mendigo apenas para tentar encontrar algo que possam me jogar na cara. Não sei o motivo de pretenderem fazer isso, mas o fazem. Azar destas pessoas. Mas mesmo assim agradeço vocês por passarem por aqui.
Onze dias sem escrever no Mendigo. Ele está cada vez mais pobre. Mas seguirei mantendo ele alimentado de informações, fofocas, lamentações, alegrias e o que tiver de ser.
O meu pedido ao Papai Noel não foi atendido. Mas nem por isso estou zangado com ele. Estava ciente de que era um pedido complexo. Mas pedi mesmo assim. Quem sabe ano que vem ou algo melhor está por brotar. Mas que brote no meu quintal. Aliás, nem quintal eu tenho. Vou deixar um vaso com a terra que a mãe do Nandinho trouxe. Jogarei fora a planta que faleceu e deixarei com a terra nova. Que emane as energias boas neste ano que irá começar na próxima terça-feira.
E volto aos meus afazeres diários. Trabalho, comer, trabalhar de novo, dormir um pouco e ficar contente. Já vou pensar direitinho no que fazer em 2008. Fazer um planejamento estratégico a curto, médio e longo prazos. Programar o que quero fazer, como, onde quero chegar e quando. Sei que falar de tempo é complicado, mas tentarei. Aos poucos vou aprendendo a me virar sozinho. Mas agradeço que JAMAIS estive sozinho. Sempre há “alguém” que me acompanha.
E ara todos vocês, obrigado por tudo, desculpem-me por alguma coisa que fiz de errado e prometo que tentarei ser um ser humano melhor. Obrigado e que Deus os ajudem sempre. Amém!

Ouvindo: Highway To Hell do ACDC. São 17h52.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Front man


Ouvindo: Burn do Deep Purple. São 17h39.

Qual o meu nome? Qual o meu nome? Onde estou? Ando me questionando sobre isso ultimamente. Ando com a cabeça tão inchada que nem sei mais quem eu sou. Um Deep Purple para reanimar este corpo velho, cansado e sonolento. Dormi mal. Aliás, creio que nem tenha dormido nesta noite/madrugada. Esta minha ânsia tem me deixado cansado, com a mente sempre fervilhando de idéia, planos, sonhos, desejos. Desejos estes dos mais variados. Alguns deles sórdidos, gostosos, gananciosos, materiais, sentimentais, filosóficos, educacionais, irreais. Importante é desejar. Realizar já um outro departamento. Confesso que ando extremamente cansaço. A cabeça está cansada. Não é uma reclamação. Apenas uma constatação que tento enganar diariamente, mas está ficando complicado. Não tenho nada de anormal com o que me preocupar. Estou trabalhando, estou saudável, não me falta comida (mas também não sobra), tenho uma família que eu amo muito, um gato, um cachorro, dentre outros detalhes. Sou agradecido por nada me faltar. Mas sinto que falta algo dentro de mim. Algo de “um pouco mais”.
Estava perambulando pela internet e descobri que o David Coverdale era vendedor de roupas em uma pequena loja. Com 21 anos foi fazer teste no Deep Purple, com a saída do Gillan. Ele (na época) era gordinho e tinha o rosto repleto de espinhas. Coverdale foi para casa depois de seis horas de muita música e o resto do grupo foi beber num bar de Londres: decidiu arrebanhar o gordinho espinhento para o front do Purple. O empresário do grupo atolou o garoto de remédios para emagrecer. E assim ele o fez. O restante muitos já sabem: direcionou o grupo à um hard rock puxado para o heavy que faz parte do estilo adotado desde então. Uma história bem curiosa sobre o futuro do grupo período pós-Coverdale. Mas estou sem paciência para divagar sobre tal assunto hoje. Quem sabe algum dia coloco um pouco do que possuo dentro da minha cabeça num trabalho melhor elaborado. Um livro sobre tópicos e histórias do rock.
O Mendigo é um sujeito pobre, um local humilde para versar sobre qualquer assunto que venha na mente. Depende muito do meu humor.
Meu humor está totalmente relapso. Ando um tanto desconectado do mundo. Meu espírito apenas está sobrevoando meu corpo e olhando para baixo. Tento pegá-lo, mas o filho da mãe foge. Mas sinto que ele está por perto.
Natal está chegando. Ano Novo está chegando. 2008 está chegando. E agora?

Ouvindo: Son of Aleric do Deep Purple. São 18h32.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Madrugada


Ouvindo: Downwind do Pierre Moerlen's Gong. São 20h21.

Este grupo é praticamente um desconhecido no mundo. Pierre Moerlen's Gong (ou apenas PM's Gong) foi uma banda de rock progressivo e jazz bastante diferente da primeira encarnação do Gong – nome original, a banda de space rock e rock psicodélico liderada por David Allen. É notável pelo vasto uso de percussão, incluindo instrumentos como marimba, xilofone e vibrafone inseridos em um contexto de rock e jazz, tornando o som bastante distinto. Um som experimental divertido.
Cortei o cabelo faz pouco. Ainda estou com aqueles “chatinhos” cabelos que persistem em cair no rosto. Saí da rádio às sete e tive de fazer tudo na corrida para poder voltar às oito. Marcar hora não adianta muito. Marquei sete e cinco e ela me atendeu sete e vinte. Mas o que me deixava meio “fulo” era que a dondoca parava para ficar falando do cabelo da vizinha de corte. Mulher é fogo. Querendo agradar todo mundo. Mas o instituto de pesquisas capilares é um dos melhores da cidade. Sinto-me bonitinho. Para ser bem honesto, sem consegui averiguar muito bem como ficou o resultado final. Mas pedi que fosse o mesmo do mês passado. Aliás, nem recordo ao certo quanto tempo faz.
Ainda estou a pensar e decidir se irei ou não à Bento ver o pessoal da casa. Na próxima semana quero decidir. Tenho saudades sim. E muitas. Mas tenho também o receio de ficar demasiadamente triste para voltar. E corro o risco também de nem voltar. Mas enfim, receios que na próxima semana irei sanar. Mãe, avisarei se for realmente. Contar meus trocadinhos para ir, está certo?
As últimas semanas estão sendo estressantes, corridas. Parece que quanto mais eu faço, menos eu faço. Não sei se estou desorganizado ou o quê. Apenas sei que sigo sem conseguir dormir direito. Quarta-feira, depois de finalizar as matérias para o jornal, fui caminhar. E fez-me muito bem. Dormi super bem. Por três horas. Acordei eram quase quatro da manhã e assim fiquei até sete e pouco, horário de tomar banho e recomeçar o trabalho. Quinta havia me programado para caminhar, mas acabei ficando na casa das meninas e nem caminhar fui mais. Fiquei vendo TV com a Sil enquanto a Elaine tentava fazer suas matérias. Mas não fiquei preocupado não Elaine. Sobre aquele assunto nada a ver, certo?
E depois da caminhada de quarta-feira, nesta sexta sinto dor na bunda. “Minhas bundas” estão doloridas. Ociosidade complica a vida de um fumante. Há mais de um mês que tento começar a academia. Tenho certa regalia na academia do fortão, mas num dia não posso, no outro não vou, no outro ainda estou cansado ou tenho algo para digitar. Acabei desistindo, por enquanto. Amanhã, pela madrugada, terei de fazer algo que não fiz esta semana. Mas o farei sim. Sem falta. Sábado pela manhã não precisarei acordar cedo então irei aproveitar.
Esperei esta semana, ansiosamente, pela ligação, mas, infelizmente, não aconteceu. Que pena. Seria uma oportunidade única e muito boa para minha pessoa. Mas ainda há chances para algo melhor. Caso na tenha sido agora, depois é outro dia, outra vida. Quero viver muitas vidas sim. A cada dia a tecnologia está mais avançada e melhor. Quem sabe eu não viva por mais tempo do que eu planejo? Esperarei.

Ouvindo: Meeting of the Spirits do Larry Coryell. São 21h09.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Pinheiro


Ouvindo: I Can Only Give You Everything do MC5. São 19h20.

Semana passada fiquei pasmo e contente com uma notícia que recebi por e-mail: em março de 2008 o Iron Maiden irá desembarcar no Brasil. E para deixar-me mais ansioso ainda, irá tocar no Gigantinho, em Porto Alegre. Neste mesmo cenário que realizei dois sonhos: primeiro ver o Deep Purple e depois o Whitesnake. Confesso que o segundo foi muito mais emocionante. Até motivado pelo David Coverdale que eu tanto adoro. Este seria um sujeito que eu beijaria sem problemas sim. Não pensem que sou bissexual. Mas o cidadão é muito bom. Ainda terei coragem de deixar os cabelos como os dele nos anos 80. Hoje o veterano vocalista está mais contido no visual, mais moderno. Mas eu, particularmente, gosto do cabelo dele antigo, estilo Madonna "Material Girl". E por falar em notas boas, o Led Zepelin irá tocar novamente. Ano que promete muito. Mas para completar, está acertado a aterrissagem de MC5 em Florianópolis ano que vem. Além deles, o Mudhoney também acertou. Mas ainda prefiro o MC5. A banda que, pela história, criou o punk. Um grupo de Detroit (EUA), precursora do punk e uma das primeiras a fundir a agressividade musical com idéias políticas. Começaram seus trabalhos em 1964, tocando na escola e em festas, com o nome Motor City Five, e tendo como membros Rob Tyner (vocais), Fred "Sonic" Smith (guitarra), Wayne Kramer (guitarra), Pat Burrows (baixo) e Bob Gaspar (bateria). O grupo começou a fazer sucesso em 1967, com esta música que eu ouvia há pouco: I Can Only Give You Everything. De cada cinco palavras, três eram palavrões. Mas cabe salientar a importância para a história da música mundial. Importantes avanços sonoros surgiram destes caras.
Nunca participei de tantos amigos secretos como neste ano. Até agora foram três. E faltam dois ainda. Já ganhei uma caixa de cerveja e uma cueca, um pote para arroz e uma camiseta. No segundo amigo secreto (aqui eles chamam de amigo oculto) eu esqueci de comprar o presente. Sabia do encontro, mas nem recordava do presente. Mas entreguei o presentinho hoje pela manhã. Tinha de ser presente de R$1,99. Mas cumpri com o meu "vale-presente de R$1,99 do Iaran". O vale foi escrito num guardanapo para ficar como compromisso. Uma espécie de promissória de bêbado. Sábado teve um evento do trabalho e esqueci do presente em casa. Mas entreguei-o no domingo. Ando esquecido. E semana que vem tem mais um na segunda e outro na terça. Ainda bem que me lembraram hoje do encontro de terça. Já havia esquecido também.
No final de semana, além de beber e comer bastante, eu trabalhei. Sábado, domingo, segunda. Enfim, todo dia para minha pessoa é segunda-feira. Todo dia é dia de trabalho. A semana começou bastante quente. Pela madrugada choveu, refrescou um pouco e segue um ar abafado. Quente, mas com chuva. Coisas do verão que está chegando. E está chegando também o Natal. Não vou descrever aqui meus pedidos ao velho amigo de barba branca e que, de vez em quando, entope a chaminé das casas dos ricos. Até porque casa de pobre não tem churrasqueira. Pobre não tem nem casa. Mas pedi ao veterano muito bem (ou mal) falado algumas coisas. Não são grandes, mas, de certa forma, complexas. Mas acredito que ele é capaz disso também. Nem precisa esperar a data chegar. Deixarei a janela aberta ara o senhor entrar. Deixo comida para as renas na área de serviço e jornal espalhado para evitar que elas sujem a casa. Não temos árvore de Natal, mas uma réplica do rosto gordo do senhor está na porta. Não temos árvore e a FATMA pode nos pegar caso cortemos um pinheiro. Mas eu acredito no senhor sim.

Ouvindo: Give Me All Your Love do Whitesnake. São 19h57.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

LSD


Ouvindo: Sunday Bloody Sunday do U2. São 16h01.

Um dos momentos mais populares e prolíferos do rock trazia as idéias de quem tinha visto o estilo surgir e de quem não havia conseguido sucesso na década anterior, ou seja, nos anos 40. O movimento anti-guerra e as drogas, combinados, deram origem ao pensamento dessa década. Um importante marco deste período foi a chamada “A Invasão Britânica”. Foi um influxo de artistas de rock n´ roll do Reino Unido (em sua maior parte originários da Inglaterra) que se tornaram populares nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e outros países. A Invasão Britânica clássica ocorreu entre 1964 e 1966, mas o termo também se aplica a "ondas" posteriores de artistas britânicos que alcançaram um impacto significante em mercados de entretenimento fora da Grã-Bretanha. O sucesso que os Beatles e os Rolling Stones fizeram nesta época foi o responsável por difundir o estilo pelo planeta. Até hoje o Reino Unido, de uma forma geral, é cultuado por ser berço das maiores bandas.
Pouco depois emergia o psicodelismo, o rock ácido (acid rock), que buscavam reproduzir os efeitos da maconha e, principalmente, do LSD. Usavam distorções, pedais de efeito, teclados, escalas hindus ou muito volume. E muito volume mesmo. Alguns exemplos são: The Doors, Jefferson Airplane, Grateful Dead, Love e Jimi Hendrix. No psicodelismo, pressupõe-se que não seja necessário tomar ácido para fazer acid rock, bastando usar distorção e efeitos "viajantes". Por outro lado, há aqueles que preferiram utilizar da “experimentação”. Beatles, em sua fase final, Iron Butterfly (chega a ser grotesco), o próprio Hendrix, Frank Zappa. Na minha concepção pessoal, até que me provem o contrário, Zappa era de outro planeta e veio bagunçar a cabeça de uma molecada que cultua o rock. Genial foi o sujeito. E nessa linha, há outras vertentes muito importantes e interessantes do rock. Tudo tem de começar de algum lado. Começou com a invasão britânica e depois vou maximizando adeptos e lunáticos. Caso não tivessem sido lunáticos e utilizado tanto LSD, quase certeza tenho de que não haveria metade do que ouvimos atualmente.
Tive uma tarde boa e liguei o som. Há tempos que eu não ouvia U2. Mas esta é a música que mais admiro da banda irlandesa. Até por isso me bateu vontade de escrever sobre a invasão britânica.
A tarde desta quinta foi rápida, mas foi bem boa, como sempre. Fico feliz de estar feliz e contente. Sigo feliz. Um pouco mais feliz. Ainda esperando a bendita ligação. Resta uma semana de prazo para o celular tocar. E torçamos para ele tocar. Just call me, please! Fiquei até tarde ontem escrevendo para o jornal, e inaugurei meu liquidificador com uma batida de banana com chocolate. Há muito, mas muito tempo que eu não fazia isso. Mas com meu brinquedo novo agora posso. Vou inventar de fazer pêssego com leite e doce de leite. Acordei com muito sono nesta quinta. Dormi pouco. Passei um dia que me molhava com a chuva, secava com o sol, voltava a chover e surgiu, faz pouco, novamente o sol. Mas neste momento estou sequinho e cheiroso. Estou me sentindo confortável. Ando me sentindo bonitinho. Não recordo desde quando sentia-me neste estado. Tudo anda acontecendo de forma prazerosa, literalmente. Sábado será feriado aqui na cidade. Aniversário da padroeira. Ninguém sabe por que Imaculada Conceição é a padroeira. Isso que dá os velhos morrerem. A igreja foi construída em fevereiro de 1930. Primeiro batizado foi em março de 1932. Sete bebês forma batizados. Fui ‘esfurungar’ nos livros pretos da paróquia hoje cedo. Quanta coisa interessante. Qualquer dia voltarei com mais tempo para tentar encontrar algo que me apeteça mais a curiosidade. Por exemplo, um padre que matou alguém, uma freira que se apaixonou por outra, ou um furto de santos, algo interessante. Os livros pretos são uma espécie de agenda do padre responsável. Lá descrevem os fatos mais importantes doa dia, da semana. Cheiro de papel velho dos já antigos livros. Recomendei que encadernassem a “história da cidade”. E sigo nesta minha jornada de descoberta, de novidades, de amores, desamores, crises, ataques, sorriso e lamentações. Mas hoje será noite de amigo secreto do teatro.

Ouvindo: Somebody to Love do Jefferson Airplane. São 16h41.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Camiseta


Ouvindo: God Gave Rock And Roll To You do Kiss. São 17h13.

Esta é a música desta semana. Deus deu o Rock and Roll pra você. Pra você, pra mim, pra nós. Para todos nós. ELE não é egoísta. Muito pelo contrário, deu a chance de todos podermos usufruir do rock. Estou pensando em mandar algumas camisetas com a tatuagem que fiz. Colocar o logo da Igreja do Rock na frente, bem bonito, e atrás escrever a frase: "Deus fez o Rock And Roll pra você". Mas farei para vender pela internet ou com amigos. Vender e começar a juntar o dinheiro para iniciar meu projeto. Sei que não será um lucro grande para poder começar a juntar. Mas preciso começar. E pensei nisso baseado no mendigo Rock Virtual. Pois o Mendigo anda "esquecido" há quase uma semana. Passo por este nosso espaço todos os dias. Entro no administrador, começo a digitar e sinto-me cansado, sem noção de nada. Acabo fechando e dizendo pra mim mesmo "amanhã eu escrevo!". Enfim, você também sabe que esta história de "deixo pra amanhã" não funciona muito bem.

Hoje, porém, sinto-me contente em escrever sobre este assunto. Sobre esta minha idéia, meu sonho, de criar, fundar a Igreja do Rock. Não é politicagem ou algo assim. Quem sabe consiga tornar-me um Edir Macedo do Rock. E pergunto: E por que não? Estou mais afirmando: porque sim e ponto final. Vou descobrir quem faz camisetas, com tecido bom (e que seja antialérgico), conversarei com alguém que desenha bem e estamparei o logo da Igreja do Rock.

Semana

E estes dias estão sendo muito bons. Sexta passada teve encontro do G6 lá em casa. Foi uma noite super gostosa. Uma espécie de inauguração do apartamento dos Oliveira. Sim, pois descubro que o Nando também é dos nossos, mãe! Mais um Oliveira no mundo. Mas ele engana colocando o Ritzel na frente. Fui o dono da cozinha de novo. Até que ficou bem bom o jantar. Mas deixo aqui minha reclamação: pessoal, vocês nem comeram. Caprichei e vocês só quiseram saber de beber. Mas tudo bem, sobrou mais para o sábado. Assim vou praticando com vocês.
Sábado eu não recordo o que fiz. Devo ter enchido os canos d´água. Domingo levantei meio torto e fui trabalhar. Saí do trabalho ainda meio torto, com fome e fiquei assistindo Heroes. Recordei: estava com uma fome gigante no domingo á tarde e uma anjinha veio me trazer algo de comer. Obrigado.
Mas com o passar dos minutos vou recordando. Enquanto a próxima temporada do Lost não chega, me divirto bastante com o Heroes. Comecei a ver esta semana e estou viciando. Neste exato momento baixo o 17º episódio. Muito interessante o trabalho. História muito interessante. Depois de assistir alguns filmes muito, mas muito, ruins, agora me divirto com Heroes. Recomendo também. Ontem ganhei um aparelho para nossa casa. Um liquidificador. Amei o presente. Mas acima de tudo, agradeço pela lembrança. Nem eu recordava que precisava. Agora posso fazer meu molho "roucolet". Mami, é um eletrodoméstico que deve conversar também. Cheio de badulaques. Amei mesmo. Agora, pela ordem: a Penny, o meu mp4, o cactus que alegra a cozinha-sala, chocolates, tartaruga, lençóis e o liquidificador. Mas o que me deixa mais contente, é que não são apenas presentes. As pessoas que me deram são especiais. Poderia ganhar de qualquer pessoa, mas não teriam o mesmo significado pra mim. Obrigado por tudo.
E a semana está super boa. No último post estava meio triste devido aos meus pensamentos que foram abolidos de forma brutal pela Momô e pela Mami. Mas estou bem hoje. Mas ainda não sabendo se irei. Com calma, pois durante o mês surgem muitas coisas. E ainda estou esperançoso por uma ligação nesta ou na próxima semana.

Ouvindo: Hide Your Heart do Kiss. São 18h04.