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sábado, 24 de março de 2012
Woodstock
domingo, 18 de março de 2012
Novo ano
terça-feira, 13 de março de 2012
A delicadeza do homem
sexta-feira, 9 de março de 2012
O gato e eu
sexta-feira, 2 de março de 2012
Nomes
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Escolhas
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
A corrosão da alma
A educação de meu pai
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Socorro!
Não apenas a nossa mãe, a avó, mas aquela que leva o presente para todos os lugares onde for. E, convenhamos, por melhor que seja o pai, é esta mulher quem se preocupa com tudo. Desde um simples brinquedo a ser entregue com um ano de idade até a menos provável roupa a ser usada ainda na maternidade. Ouvindo: Taking Your Chances do Saxon.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Sentidos
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Aquilo
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Inquietude

Ouvindo: The South's Gonna Do It Again do Charlie Daniels Band.
Como é ruim a ansiedade. Esperar é ruim, mas a ansiedade quase mata. Junto da ansiedade vem a aflição, da aflição a dúvida, da dúvida o dilema, do dilema vem a preocupação, da preocupação os pensamentos ruins, dos pensamentos ruins retorna a ansiedade. Mas é ruim demais esperar. Pior é ter de esperar e nada a fazer. Apenas esperar.
A vida é um longo caminho de espera. Esperamos nove meses para ver o rosto do obstetra. Esperamos nove meses para levar uma pitomba, já de supetão. Ao contrário de nos receber sorrindo e contentes, com um presente, levamos um bofetão. E a vida prossegue. Quantos são os bofetes que levamos ao longo da vida? Para muitos, um por dia.
Mas mitos ou verdades, devo esclarecer que esta história “do tapa no bumbum” é mito. Tirei a dúvida antes de escrever esta metáfora. Antigamente era usado como forma de fazer o bebê “acordar para o mundo”, mas é algo condenado pela medicina atual. Estamos entendidos? Apenas como esclarecimento mesmo, porque os obstetras já não mais “dão o tapinha”.
Mas a ansiedade mata. E o presente que virá faz-nos esperar. E esperar dói, corrói, destrói. Bom, nem tanto. Mas que é chato isso o é. Apenas queria uma informação bem rápida: guri ou guria. Mas conversar com a barriga não adianta. Tenho de esperar mais uma semana. Uma semana ainda! Caso fosse uma fila, teria ido embora. Mas, neste caso, a minha ansiedade é algo feliz, construtiva, de esperança, de futuro.
O estranho é que esta sensação contagia. Caso uma pessoa sente, psicossomaticamente, passa para a outra. Coisas de espírito, como bocejar. Duvido que você já não tenha visto alguém bocejar e, sem querer, abriu o bocão. Piada? Até parece, mas não é. Ando mais ansioso do que outrora. E a semana que não passa, a sexta-feira que não chega. Azar do final de semana. Quero a sexta-feira. E será incrível.
Bah! Ou frustrante? Pode ser. É uma hipótese. Vai que o guri ou a guria não queria aparecer, por timidez? Vou respirar bem fundo e me contentar com o que for. O ruim da ansiedade é a espera. Tenho de esperar para tudo. Ou sigo o conselho de alguém: “compra tudo branco que não tem erro!”. Bom, é uma possibilidade. Porém, prefiro ver a vida colorida.
Não colorida ao ponto de ser um palhacinho, mas mais colorido(a), bonito(a), alegre. Ah! E tenho ainda de esperar. Mas pegar tudo branco também é sacanagem. Seria, da minha parte, desleixo. Ouço agora um “pega amarelo ou verdinho que também serve pros dois!”. Não, melhor esperar uma semaninha. Quem sabe fraldas e lenços podem ser branquinhos. Quanto a roupinha, espero chegar a notícia da sexta que vem.
E que eu possa ver minha Pátria mais alegre. Este meu Brasil Brasileiro. Feliz do pai ou da mãe que pode ver seu bebê (sempre bebê) desfilando no 7 de Setembro. Não sei ainda, mas deve ser maravilhoso olhar o bebê caminhando junto dos colegas e receber um abano, mesmo que sem jeito, mas de “oi gente!”.
Ouvindo: You've Got A Hold On Me do Bruce Kulick.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Um mundo melhor

Um mundo melhor
Ouvindo: Not Enough do Van Halen.
“Eu tenho um sonho”. Esta célebre frase foi dita pelo pastor e ativista político americano, Martin Luther King Jr., em agosto de 1963, e se dirigia ao desejo de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos. Ele tinha um propósito, um anseio, um sonho. Pode parecer bastante egoísta usarmos o pronome pessoal em primeira pessoa ‘EU’ . Diariamente usamos para “eu isso, eu aquilo, eu aquilo outro” em muitas ocasiões. Independente da utilização, o EU, por si só, já é egoísta. O “nós” seria algo bem mais agradável.
Mas, especialmente hoje, EU serei egoísta. Sim, falarei do mEU sonho. Até dias atrás, meus desejos se baseavam em algo material, estritamente pessoal, enfim, individualista. Carro novo, casa grande, roupas bonitas, cabelo da moda, celular de última geração, TV grandona. Mas faz algumas semanas que meus anseios mudaram radicalmente de direção. O norte se tornou o sul, o leste mudou para oeste, a seta da bússola dos sonhos virou para o outro lado. E isso me fez repensar o que é, de fato, um sonho. Mas me refiro ao sonho individual, aquele bem íntimo.
Atualmente ando sonhando em um mundo melhor. O que deixarei para minha filha, ou filho, viver - ainda não tenho esta confirmação, mas virá em algumas poucas semanas. Não apenas o que se constrói, como uma casa, ou se monta, como um carro, mas o que deixarei, com a colaboração de você, de seu irmão, de seu filho mais velho, de primos. Caso antes eu sonhava em bens móveis ou imóveis, hoje penso no mundo. No que estou fazendo com ele, o que estou causando para ele. Contudo, me acalenta a autoacusação, mas também apontar você como culpado. Somos todos culpados.
Hoje, mais do que nunca, penso no que fazer para deixar o mundo melhor e mais agradável para quem está chegando. Como será que aquele ser tão pequenininho e ignorante do que é a vida (se é que alguém sabe o que é isso!) receberá este mundo que vivo, sobrevivo, ajudo a construir, mas também ajuda a depredar. Hoje, mais do que nunca nestas mais de três décadas, estou sonhando no que fazer para deixar um planeta mais lindo, limpo, agradável, honesto, puro e melhor para uma geração que, junto da minha ou meu, aproveitará e desfrutará.
Como qualquer outro pai e mãe, nosso bebê merece viver em um lugar em que possa se divertir, brincar na areia da praça, se arrepiar com o balanço, gelar o pai com a descida do escorregador, correr para não deixar o ser pequenininho puxar o rabo do cachorro bravo, cuidar para não cair e se machucar. Muitos praticaram algumas destas ações e hoje evitam que os filhos façam, se machuquem. Machuquei sim o joelho, mas hoje está novinho. Quero que me filho tenha um mundo em que possa fazer isso também, ter esta experiência que muitos de nós passamos.
Pensando bem, a minha fumaça acaba colaborando para estragar este nosso mundo e danificando o mundo de quem virá, em breve. A cegonha anda sobrevoando... na espreita, de butuca. E sabe de uma coisa, dona cegonha, a janela de casa está sempre aberta e com comida fresca.
Ouvindo: Alive do Pearl Jam.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
A doação

Ouvindo: Human Being do New York Dolls. São 12h06.
O grupo foi um dos precursores do movimento punk-rock. Mas voltemos este dado a 1971 quando um grupo de jovens (e freqüentadores da loja de Malcon McLaren em Nova York) resolveram formar um grupo musical sem pretensões ambiciosas. Apareceram numa época onde Stooges (que voltou só em 73) e Velvet Underground não faziam mais a cena underground, nem os MC5 também. Acabaram imprimindo um estilo rebelde e do gênero "one-two-three-four". Angariaram uma verdadeira legião de fãs desde seu início. O grupo era comandado pelo lendário (e não menos importante musico) Johnny Thunders, nas guitarras. Não necessariamente o vocalista tem de ser o principal e mais lembrado. David Johansen foi importante, mas não tão pragmático quanto Thunders. Lançaram os seguintes álbuns: New York Dolls (73), Too Much Too Soon (74), Lipstick Killers - The Mercer Street Sessions 1972 (81), Red Patent Leather (84), Seven Day Weekend (92), Paris Le Trash (93), Live In Concert, Paris 1974 (98), From Paris With Love (L.U.V.) (2002), Manhattan Mayhem (2003) e One Day It Will Please Us to Remember Even This (2006). Os três primeiros forma oficiais. O restante compilações e remasterizações merecidas. Um tributo ao tão conceituado punk-rock. O próprio Ramones tecia elogios ao grupo nova-iorquino.
Mas voltemos ao ano de 2008, 11 de abril. Opa, é hoje! Sim, o tempo passou. A história ficou para trás. O sol já subiu, a lua está escondida por algum lugar deste céu azul e brilhante que presenteia todos da região nesta sexta-feira. Um presente assim todos os dias é algo celestial. A manhã começou com nevoeiro. Avistei a neblina baixa da janela da área de serviço do apartamento. Estendi a toalha umedecida após o banho e, de pés descalços, segui até meu quarto onde me arrumei e fui obrigado a colocar um agasalho. Uma hora depois a temperatura já chegava ao 26 graus. Retirei o agasalho e fiquei apenas de camiseta, como estou neste momento. Com meu "uniforme" diário de trabalho: tênis, calça jeans e camiseta. Eu não consigo trabalhar direito e ser criativo usando sapatos. Claro que uso, mas prefiro um tênis. Aliás, estou pensando em trocar de tênis. Não encontrei o meu número quando o comprei e peguei um 43. Pois o 44 que eu uso não existia em nenhuma loja decente da cidade. Acreditei que o 43 iria alargar um pouco. Mas não aconteceu. Mas penso que o tênis "esticou" um pouco. O que pode ter acontecido é que eu engordei e meu pé esteja inchado. Pé gordo. Ai que horror! Não criei vergonha na cara ainda. Sigo um sujeito sem vontade de me exercitar. Caminho um pouco durante o dia, mas não é o suficiente. Precisaria mesmo de exercício físico e constante. Mas mantenho-me dentro do peso, quase pesado, dos últimos meses. Mas sinto-me bem.
Fiz uma mini-check-up mês passado e os resultados forma agradáveis. Nada de ruim. Estou bem. E o meu sangue é dos bons: B+. Ainda bem que é positivo. Pois se fosse B- seria ruim. Não quero nada de negativo em minha pessoa, nem o sangue. Mas o B+ está de bom tamanho. Pensei que no resultado fosse constar como VERMELHO. Aliás, realmente é necessário sugar tanto sangue para fazer alguns exames? A menina surgiu com um "tarugo" gordo e grande. Enfiou aquela agulha afiada na veia do meu braço direito e "sug-sug-sug". Disse pra ela que eu iria apenas fazer exames e não doação de sangue. ela começou a rir e tremer o braço. Neste momento é que senti a dor das "tremidas" da menina. Voltei para casa com aquela sensação de perda. Sim, sensação de ter perdido algo: o sangue. Mesmo que fosse pouco, mas era meu. Relativamente pouco. Aquele "tarugo" deveria ter capacidade para um litro de sangue. Tudo bem, exagerei. Mas foi bastante de qualquer forma. Enfim, que os resultados forma bons e o de HIV de negativo. Assim me garanto mesmo. Não recordo de ter feito aquele exame antes e deu curiosidade. Sabia do resultado, mas "auto-perguntei": e porque não fazer? Fiz e pronto. Nem medo deu de retirar o resultado.
A sexta-feira está na metade. Mais algumas horas e o sábado chega. Tudo bem, irei trabalhar mesmo assim.
Ouvindo: Something Else do New York Dolls. São 12h25.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Andando

Ouvindo: Hearts Grown Cold do Nazareth. São 12h03.
Há dias que acesso o Mendigo, faço o login, acesso a página dos posts, mas não crio coragem de escrever. Hoje, não sei o motivo, apareço, do nada, para postar alguma coisa. Alimentar o Mendigo depois de tanto tempo. Ano passado conseguia ter ânimo suficiente para destinar alguns minutos diários ao meu canto virtual. Meu diário de bordo desde que cheguei nesta nova terra. No dia 17 completam onze meses em Videira (SC). Quase um ano, recordou minha amada mãe no início desta semana. Tanta coisa surgiu desde que aqui estou. Foram momentos bons. Não tenho nada a retirar. Nada de ruim aconteceu neste período. Conheci apenas pessoas boas. Algumas, contudo, mantenho contato quase que diariamente, outras seguiram seus caminhos. Mas são todas pessoas boas. Menhuma delas me fez mal ou que quis mal. E nem eu à elas. Muito pelo contrário, tomei decisões pensando no melhor de todos. Quem sabe eu tenha sido egoísta em algum momento. Mas depois de 27 anos, ouvi o relato de pessoas e optei por me deixar contente e feliz. Sei que alguns ficam tristes, magoados. Mas não julguemos ninguém por suas atitudes. Não é correto julgar. Podemos não concordar, mas respeitar a decisão e posição é algo mais inteligente. Nada em particular neste aspecto. Apenas um assunto que andei pensando dias atrás. Teria tanto assunto para postar, mas resumirei alguns pontos. Mas estou sem paciência para expor. Ando trabalhando um monte. São três trabalhos ao mesmo tempo: sou radialista, escrevo para um jornal e apresento um noticiário na internet. E, além disso, tem a faculdade de Letras - espanhol que estou a cursar. Com todo este movimento diário, resta-me pouca criatividade e vontade para abastecer o Mendigo.
Queria um tempo para mandar confeccionar as camisetas da Igreja do Rock, mas nem isso consegui ainda. E á noite as empresas fecham. Resta-me localizar uma hora durante um dia da semana para fazer isso. Mas quando descanso, acabo esquecendo. Anoto em algum bilhete ou rascunho, mas perco. Mas o que me consola é saber que eu estou bem e feliz. Vivendo numa outra fase importante da minha vida. Ando feliz. Particularmente feliz. Um tanto me questionando sobre oportunidades profissionais que estão surgindo. Mas com a universidade andei parando de pensar em buscar outro mundo. Quem sabe amanhã. Mas neste exato momento minha vontade é de ficar, estudar e trabalhar bastante. E logo terei surpresas boas. Quem sabe todos teremos. Mas sinto-me bem e feliz. Alguns momentos tristonhos, mas que logo passam com esta vida agitada. Mas não reclamo. Caso apareçam mais atividades, me pergunto: e por que não?
Ouvindo: Now and Then do Blackmore´s Night. São 12h15.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Contrário

Ouvindo: I Can’t Explain do The Who. São 21h30.
Passa-se esta quinta-feira. Dia foi bom, gostoso, de muito corre-corre. Há alguns dias ando pensando, refletindo sobre alguns passos que, obrigatoriamente, devo dar. Passos que podem ser largos demais para minhas pernas. Mas, por outro lado, percebo que minhas pernas são um pouco longas. Isso me possibilita arriscar. Tenho em “quem me apoiar”. Possuo “alguém” em quem confiar meus possíveis medos e dificuldades. Neguei algo que queria. Assumi algo que não queria. Mas fui, de certa forma, instigado a fazer. Ninguém é obrigado a fazer nada neste mundo. Bom, há também suas exceções nesta afirmação. Existem algumas pequenas “coisinhas” que somos. Algo de nosso corpo. Há quem rouba, mas há quem trabalha. Há quem mata, mas há que desculpa. Há quem ama, mas há quem odeia. Há quem dá, mas há quem pede. Há quem sobe, mas há quem desce. Há quem chora, mas há quem sorri. Há muita diferença entre um e outro. Chamemos de “extremos”. De um lado ao outro. Duma margem à outra do rio.
Ando realmente exausto. Especialmente nesta quinta-feira até que não tanto. “Ontem” fiquei até “hoje” trabalhando. Mas explico: comecei a digitar minhas matérias ontem e terminei era já quarta. Dormi pouco. Fui trabalhar novamente e parei eram seis horas da tarde. Cheguei a casa e liguei meu “bichano”, como de costume. Preciso vê-lo brilhando para mim, pelo menos, alguns minutos. Estive pensando que solidão não é apenas estar sozinho. Podemos estar com muitas pessoas (mesmo as que realmente gostamos) que podemos nos sentir sozinhos. A solidão é algo mais profundo do que um abraço, uma palavra, um afeto. Solidão chega a ser um estado de espírito.
Por mais estranho (e louco) que pareça, dificilmente me sinto sozinho quando fecho os olhos e deixo “meu som” guiar meu coração. Ou simplesmente aumentar o volume das minhas músicas e sentir uma leve tremedeira em meu corpo. Estava precisando disso. Nestes últimos dias (e hoje eu vejo e confirmo isso) precisava disso: escutar minha música, comigo mesmo. Eu e eu. Iaran e Iaran. Neno e Neno. Todos juntos. Meus grandes “amigos” me acompanham há anos. Muitos anos. Sempre que precisei deles, sempre estiveram ali, me esperando. Nunca me pediram nada. Nunca precisei pedir nada. Eles, apenas, estavam ali. No momento que eu precisei. E precisar de alguém é bom. De algo é bom. Precisamos de todos. Eu preciso de você como você de mim. Independente de quem seja você, de onde está. Você precisa de alguém. Ou de alguma coisa. No meu caso, dos meus “amigos”. Assim posso pensar, relaxar, descansar minha cabeça.
As sombras da água permeiam meu ser. As sombras da luz me ofuscam os olhos. A sombra da noite me persegue. A sombra do mal se afasta. A sombra do sol me cega. A sombra do meu ser infla minha alma.
PS: Estou com uma puta vontade de abraçar e beijar o mundo inteiro.
Ouvindo: My Wife do The Who. São 21h51.
sábado, 1 de março de 2008
Escutando

Ouvindo: Hide Your Heart do Kiss. São 21h12.
Há exatamente um mês não apareço aqui, no Mendigo Rock Virtual. Há cerca de um mês venho tentando encontrar um motivo para escrever. Há um mês tento digitar algo que me deixe melhor. Não encontro mais o incentivo interno que sumiu. Antes eu nem precisava procurar este motivo, este incentivo; fluia naturalmente. Quem sabe um empurrão. Nem isso mais me serve. Ando me empurrando. Ando empurrando muita coisa com a barriga, no dito popular. De popular não tem nada. Tem de razão. Estou com medo. Medo de acordar e levantar todos os dias. Medo de abrir a porta. Ando um tanto apavorado com tudo o que pode acontecer. Não imagino o que possa acontecer. Fico sempre esperando pelo pior. Algo que há tempos me persegue. Não imagino o motivo de sempre pensar o pior. E não sou um sujeito negativo. Percebi que ando muito "reclamão". Parece que tudo está errado. O que antes era bom e interessante, já não me serve mais. Sinto que meu tempo nesta terra nova está findando. Mas não em tudo. Algumas "coisas" começaram enquanto outras passaram. Desejo que seja apenas uma sensação ruim. Um período adoecido e ruim. Nada além disso.
Não sei ao certo, mas havia noites, quando o vento estava tão frio que eu ficava gelado na cama, que me deixavam contente. Caso eu prestasse bastante atenção, ao lado de fora da janela, poderia eu avistar o sol queimando. Quem sabe o apartamento frio. Hoje em dia, sinto que minhas lágrimas viravam poeira. Grãos de areia pesados. Nem sei ao certo, mas para onde meus olhos estavam fixados, até eu duvido. Apenas posso parar um pouco, soluçar, puxar um pouco o lençol e secar minhas lágrimas. Mas eu parei de chorar. Apenas penso. E nem quero lembrar onde, quando ou como eu decidi. Estou tentando evitar expulsar minhas lembranças. Não as construí sozinho. Há sempre alguém, seja quem for, para ajudar a edificar isso dentro de nós. Estranho, mas sinto que tudo está voltando. Que tudo está retornando para mim nestes últimos dias. Não sei o que volta, mas sinto isso, no meu íntimo.
Houve momentos mágicos, houve momentos lindos, mas que escassearam. Houve promessas e sonhos. Houve promessas e desejos. E o que restou de mim?
Tem coisas, sabe Iaran, que dificilmente faria de novo. Mas se fosse necessário fazer alguma coisa, para viver tudo isso novamente, eu faria. Faria por você, Iaran. Pois é aqui que você tinha de estar neste momento. Aqui, sentado, escrevendo. Qualquer mudança em todo o seu passado, não teria coincidido em deixar você aqui: nesta terra nova.
Algumas atitudes tomei pensando que fossem certas. Errei, sim. Assumo e admito. Mas escolhi errar. Pensei que fosse o correto.
Estava perdido há muito tempo. Acabei por me localizar. Tudo está voltando para dentro. Algumas sensações que outra sumiram. Ledo engano. Voltaram porque nunca sumiram, nunca desapareceram completamente. Iaran, elas estavam ali, dentro de você, apenas aguardando que as soltasse.
Mas estou bem. Apenas adormecido nesta sensação de BUSCAR.
Ouvindo: Black do Pearl Jam. São 21h41.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Tempo

Ouvindo: Free Falling do Tom Petty. São 12h07.
Há quanto tempo que eu não surgia no Mendigo. Coitado do espaço, está paupérrimo. Mas sigo vivendo, correndo e me dedicando. Apesar de que ando relapso em alguns pontos. Ando mais preocupado com minha dor nas costas do que com qualquer outra coisa. Queria comprar um colchão novo, mas a verba está escassa. Então irei esperar um pouco. Deixa eu me organizar um pouco e depois compro o dito cujo.
Ando com saudades do pessoal de casa. Agora pela manhã abateu-me uma vontade tremenda de pegar um ônibus para Bento. Voltaria no domingo, mas pelo motivo anteriormente descrito não posso.
Quanta coisa aconteceu neste primeiro mês do ano. Muitas coisas aconteceram mesmo. Mami me cobrou o motivo de não escrever mais. Nem sei, quem sabe preguiça. Esquecimento não foi, pois várias vezes abri um novo post e não consegui seguir adiante com as palavras. Estava pensando em copiar e colar alguns textos, mas perderia o sentido do Mendigo. Pedi para um velho amigo meu de Bento Gonçalves, o Rafinha, refazer a foto da minha tatuagem para poder fazer uma camiseta da Igreja do Rock. Depois vou pesquisar preços. Quem sabe eu faça algumas a mais para começar o projeto. de algum ponto tenho de começar. Já deixei uma conta em separado para iniciar com isso. De pouco em pouco vou formatando a idéia. Não esqueci não. Quem sabe eu ande com a cabeça muito voltada para outros assuntos que não me dedico a isso. Cada dia que passa me convenço mais que sem dinheiro nada se faz neste país. Não me refiro a respeito de quantias exorbitantes, mas de pequeninas também. Para fazer um projeto, precisa-se de tempo e dinheiro para alguns detalhes. Para registrar algo também. E não é barato não. Mas nada de tão caro assim. Mas aos poucos vou me equilibrando nesta corda bamba que é a vida. Enfim, os dias passam e vou pensando cada vez mais na velhice. Sou relativamente jovem, mas algumas coisas passam pela minha mente a respeito da velhice. Irei envelhecer, como com todos acontece. Mas não me queixo do que sou hoje nem do que serei dentro de pouco tempo. Mais do que um lunático perdido não ficarei ou 'estarei'.
Ouvindo: Dreams do Van Halen. São 12h20.









