
Ouvindo: Layla do Eric Clapton. São 14h29.
Sexta-feira à noite foi emocionante. Sentei para escrever no Mendigo no sábado, mas minha internet estava off. Fui trabalhar um pouco pela manhã, já que havia sido liberado no restante do dia. E fiz um almoço super bom. Gostoso mesmo. Mas pude ter a opinião de uma outra pessoa que não fosse o Nando. Porque para ele tudo está sempre bom. Eu questiono: “Nando, arroz ou massa?”. Ele responde: “Tanto faz”. “Vamos tomar refrigerante ou cerveja?”. E ele novamente: “tanto faz!”. “Nando, vai à puta que o pariu”. E ele responde: “pode ser que está ótimo também!”.
Mas neste sábado pude ter uma opinião distinta. Eu sei que estava bem bom o molho. Saí da rádio e fui para o mercado comprar alguns apetrechos. Escolhi alguns ingredientes, esqueci de outros e fui ao açougue depois, pois não iria ficar na gigante fila do mercado aqui do Centro. Fui ao açougue - caro, mas de boa qualidade - perto de casa. Peguei uma carne macia e segui meu rumo uma quadra acima. E comecei a fazer os preparativos eram 12h10. E depois de quase duas horas, comemos. Em pé. Sim, comemos em pé, pois ainda temos de buscar as banquetas para o balcão americano de casa. Preferimos assim, Sem mesa. Mas esta semana vou perambular e comprar quatro banquetas. Recordo que em bento tem muitas opções para este tipo de móvel. Até porque lá é um dos maiores pólos moveleiros do mundo. Mas enfim, esta semana irei atrás. Fugi do assunto.
A apresentação de sexta foi muito bonita. Realmente foi bonita. As meninas se superaram. Todos do grupo. Eu fiz a voz de Jesus no final da peça. Não apareci na peça. Fiquei cuidando da iluminação e do som. Fiz, fiz algo com efeitos para dar um “Q” a mais. E ficou bonita mesma. O CEVI estava com muita gente – não lotado – e todos aplaudiram. Riram e no final, como eu, alguns choraram. Sim, eu deixei escorrer algumas lágrimas porque a parte final é bem bonita. Creio que segunda consigo a filmagem. Mesmo que seja em máquina digital, mas dá para ter uma noção do que foi. E foi muito linda mesma. Esforço de todos, momentos estressantes, mas o final foi muito bacana. O Grupo “De Malas Prontas” não sei se terá prosseguimento. Todos somos pessoas que trabalhamos um monte. São profissionais das mais diversas áreas: educação, rádio, multinacional, farmácia, comércio. Mas são responsabilidades grandes e que, de uma brincadeira, o teatro se tornou algo sério. E já querem que façamos uma peça para o final do ano. Mas não sei se o grupo continuará. Todos estamos cansados. Uns relapsos, outros nem tanto. Todos falhamos. E não podemos falhar nisso. Porque um depende do outro. Coletividade é assim. Todos por todos e todos por todos. Sim, todos precisamos estar em sintonia. Ninguém pode falhar porque caso aconteça algo, todos estão envolvidos. E por este motivo, é que estaremos conversando na terça-feira ara decidir o futuro do grupo. Fiz uma nota que saiu no jornal deste sábado. Claro que sim, no jornal onde o Nando é o jornalista responsável. Santo de casa também ajuda. Ao fundo ouço uma canção que a Luana cantou uma vez no Joe, em Garibaldi, e me fez chorar. O nome da música é Quando a Chuva Passar da Ivete Sangalo. Alguém aqui por perto está ouvindo. Lembro muito bem em que momento eu estava. Havia acabado um relacionamento e resolvi assistir a Lu em Garibaldi. Foi numa quinta-feira. Tenho nítida em minha memória aquela cena: ela começou a cantar e me olhou. Sabia muito bem como estava eu. Soltou um sorriso e apontou pra mim. Detesto este tipo de música, mas como ela cantou sabia que estava falando comigo. Saudades de ver você cantando, Lu. Beijo carinhoso para toda família Pradieè.
E este domingo de tempo instável, temperatura amena, transparece uma sensação de triste, ruas vazias, folhas molhadas sobre as vias, poucas pessoas caminhando, poucos carros circulando. Parece que estão todos ainda tontos da noite dos sábado. E como eu, ainda esperando a semana começar. Bom, na minha vida não existe final de semana nem feriado. Todo dia é dia de trabalho.
Ouvindo: Lola do The Kinks. São 15h10.









